sexta-feira, 24 de março de 2017

Os idiotas

sexta-feira, 24 de março de 2017 0
O que disse Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, sobre os países do sul da Europa e de quem lá mora, não é mais do que a ideia torpe que andaram a vender a todos para justificar a austeridade/castigo a que submeteram, com laivos de sadismo, os países que necessitaram de recorrer à famosa troika. E é até curioso porque o presidente do Eurogrupo é holandês, o país das prostitutas em montras e da 'ganza' legalizada. Por cá a coligação de direita fez o trabalho de casa, e como bons alunos, acusaram os portugueses de viver acima das suas possibilidades e por isso teriam que ser castigados.
Nem uma palavra sobre a principal directriz que a Comissão Europeia aconselhou em 2009 para responder à maior crise financeira desde 1929. E que era investir, investir, investir. Ou seja, dos erros da UE, da banca, dos EUA, das seguradoras, etc., nem uma palavra.
Já na Alemanha, quando sai alguma notícia menos boa sobre o estado calamitoso do Deutsche Bank, logo aparece o fascista Schauble a dizer qualquer coisa sobre os preguiçosos e perigosos 'comunistas' do sul da Europa.
Dos fracos não reza a história, dos idiotas muito menos...





quinta-feira, 2 de março de 2017

Carlos Paz escreve a Ricardo Costa

quinta-feira, 2 de março de 2017 0
"Carta aberta ao Diretor de Informação da SIC-Notícias

Meu caro Ricardo,

No programa “Negócios da Semana” de ontem, 1 de Março de 2017, o jornalista José Gomes Ferreira, que é teu Diretor Adjunto, teve como convidados, entre outros, os ilustres Professor João Duque, académico, e Dr. Tiago Caiado Guerreiro, advogado fiscalista.
As grandes notícias do dia foram:
- A audição na AR dos secretários de estado, atual e antecessor, sobre uma colossal fuga de capitais do País, ao longo de anos, que não foi escrutinada pelas finanças;
- A emissão, pela SIC, canal do mesmo grupo, da primeira parte de um programa sobre o Banco de Portugal e a sua imensa responsabilidade em tudo o que a economia portuguesa e os portugueses, em geral, sofrem, têm sofrido e irão continuar a sofrer por muitos anos.
Apesar da relevância de qualquer destes temas, e até da sua potencial inter-relação, o programa “Negócios da Semana” escolheu como seu tema do dia a Caixa Geral de Depósitos, os SMS’s do Ministro das finanças, as opções (que são só do conhecimento de José Gomes Ferreira) da Administração Domingues que, de facto, praticamente nem esteve em funções e, prato forte, o programa de recapitalização da CGD.
Não há aqui nenhum problema deontológico. O canal SIC-Notícias, e o seu Diretor Adjunto José Gomes Ferreira, tem o direito de fazer as suas escolhas editoriais.
Seguramente que esta opção sistemática por fugir aos temas mais relevantes quando eles vão contra a orientação ideológica dos responsáveis nada tem a ver com a destruição do património de imagem que o canal tem vindo a sofrer, perdendo para a CMTV o lugar de canal informativo de referência no “cabo” em Portugal.
Mas, se as opções ideológicas na escolha dos temas é algo que só a vocês, internamente, diz respeito, o mesmo não se passa com o conteúdo dos programas em si.
E, neste caso, o programa de ontem constituiu um dos mais graves ataques que alguma vez foi feito em televisão em Portugal, ao regime democrático, à estabilidade do sector financeiro e à sustentabilidade da economia portuguesa.
Poderás, Ricardo, argumentar que as opiniões do João ou do Tiago são isso mesmo: opiniões. Que têm o valor que lhe quiser dar quem os estiver a ouvir. É verdade!
Mais, Ricardo, podes argumentar que o canal não é responsável, nem deve interferir, nas opiniões dos seus convidados. É verdade! Eu próprio já fui, mais que uma vez, convidado como comentador no teu canal e NUNCA fui condicionado nas minhas opiniões. E isso está correto.
Mas, se isto é verdade Ricardo, o mesmo já não se aplica a José Gomes Ferreira. Ele, além de responsável e pivot do programa em questão, é TAMBÉM, e acima de tudo, teu Diretor Adjunto.
Ao contrário do que acontece com a opinião dos convidados, João Duque e Tiago Caiado Guerreiro, a opinião de José Gomes Ferreira, quando veiculada pelos meios da SIC-Notícias, amarra e responsabiliza o canal (SIC-Notícias), a marca (SIC) e a empresa (IMPRESA).
O argumento de que José Gomes Ferreira atua, nestes casos, como Jornalista e não como teu Diretor Adjunto não pode ser usado à exaustão. Até porque, para quem está a ver e ouvir não é possível fazer a distinção, porque o próprio também não a faz.
Assim, o ataque cerrado que foi ontem feito à CGD e ao seu processo de capitalização, é uma opção editorial do canal de que és Diretor e, como tal, responsabiliza-te também a ti. Aliás o teu passado profissional e a forma exemplar como desempenhaste as tuas funções, até à atual, não permite, a ninguém, pensar o contrário: vais, também neste caso, assumir as tuas responsabilidades.
A Caixa Geral de Depósitos não é um nome (CGD) ou um Banco do Regime (seja qual for o regime vigente). A CGD é o Banco de confiança de uma miríade de Portugueses, de reformados, de funcionários públicos, de emigrantes, de pequenos empresários e empresas.
A CGD é o posto de trabalho de vários milhares de trabalhadores. Vários milhares de famílias, de progenitores a cargo, de crianças, dependem, direta e indiretamente, da CGD para a sua sobrevivência, para a sua dignidade enquanto seres Humanos.
Mais do que tudo isso a CGD é a instituição para a qual TODOS nós Portugueses vamos ter de contribuir com os nossos impostos e os nossos esforços e sacrifícios de vida para a salvar da terrível situação financeira em que foi deixada pela soberba de gestores, pela indecência de políticos e pela incompetência do Banco de Portugal.
Assim sendo, Ricardo, são do Canal as expressões ontem utilizadas pelo teu Diretor Adjunto José Gomes Ferreira, como por exemplo: “Vão roubar aos pobres”; ou “Vão enganar velhinhas”, relativamente ao processo de emissão de dívida da CGD.
Mas, principalmente, é TAMBÉM do Canal SIC-Notícias a posição oficial (e definitiva, de acordo com o programa de ontem) de que a CGD não vai sobreviver e todo o capital vai ser perdido (como aconteceu no BES).
Eu sei, Ricardo, que isso é o melhor que poderia acontecer a todos os que têm dívidas colossais para com a CGD e, principalmente, a todos os que defendem a sua privatização. Mas se é essa a posição oficial da SIC-Notícias então que o digam sem fingimentos.
Até lá, travestir de jornalismo as opiniões veiculadas (e com a terminologia com que o foram) tem como única consequência o enfraquecimento da democracia, da sociedade livre, da solidariedade e, principalmente, da dignidade de um povo em geral (e dos trabalhadores da CGD em particular).
Fiquei muito triste Ricardo. Vindo do José Gomes Ferreira, tudo bem. Tendo a tua cobertura, magoa qualquer cidadão de bem. 
Um abraço,
Carlos Paz
Nota: esta carta será enviada como anexo a um conjunto de exposições sobre o tema à ERC (Comunicação Social), à CMVM (Mercados), ao BdP (Banca) e à Provedoria de Justiça."

Fonte: Carlos Paz, Facebook.



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A múmia estrebuchou

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 0
Cavaco resolveu partilhar com o mundo a sua atividade das quintas-feiras enquanto foi PR. Se alguém estava à espera de um balanço da sua presidência, um resumo do passado político do seu mandato em Belém, uma reflexão sobre o país, saiu, como sempre, enganado.
A mesquinhez do homem leva sempre a melhor, mesmo enquanto chefe de Estado, mais agora. Vingativo, pequenino, Cavaco dedicou-se ao revanchismo. Toda a gente se lembra da célebre novela das escutas em Belém...
O cargo de chefe de Estado perdeu com Cavaco o respeito que a todos merece. Como ex-chefe de Estado revelar conversas que a tradição sempre manteve reservadas, quebra uma regra de confiança institucional, e prova mais uma vez que Cavaco nunca foi um homem de Estado. As conversas de quinta-feira foram entre o Presidente e o Primeiro-ministro, não entre Cavaco e Sócrates.
Cavaco sempre pôs o homem à frente do cargo e os seus interesses à frente dos do país, e dedicando-se à vingança pessoal e à inconfidência, Cavaco revela o que sempre foi. Uma múmia cacique, arrogante e alcoviteira.
O seu testamento político será a de um chefe de Estado pequenino, que quis reduzir o país ao seu tamanho.
Espera-se agora que revele o que fez nos outros dias da semana. Pode ser que traga alguma revelação sobre os seus amigalhaços Duarte Lima, Dias Loureiro, João Rendeiro, Oliveira e Costa. Ou sobre as ações da SLN, ou sobre o BPN, ou então sobre o negócio do Pavilhão Atlântico ou ainda sobre a Quinta da Coelha. Sobre isso nunca falará...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A sovietização que os esquerdalhos lançaram sobre o país

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 0
A sovietização que os esquerdalhos lançaram sobre o país é uma catástrofe histórica e pode muito bem ser o definhar definitivo de Portugal.
Senão vejamos o folhetim da CGD e de Centeno. Que Mário Centeno geriu mal todo o processo de substituição do Conselho de Administração da CGD não é novidade para ninguém. E todos intuímos que, mesmo que não tenha havido qualquer acordo formal em relação à dispensa de entrega das declarações ao Tribunal Constitucional, terá havido compromissos informais nesse sentido. Centeno e Costa não são inocentes. Há e terá que haver um julgamento ético de quem não quis assumir a consequência política de ter assumido um compromisso inaceitável. Mas será isto suficiente para fazer cair um ministro? Para a direita é claro. Se não cair, vão tentar fragilizá-lo, almejando até atingir António Costa de ricochete. A comissão parlamentar de inquérito à CGD, é o instrumento encontrado para o efeito, e gerido nos estúdios da SIC pelo bufo de serviço, disfarçado de comentador, Marques Mendes. E vale tudo, desde acusar o ministro de perjúrio, até tentar, atropelando a Constituição (aqui não há novidade, são coerentes) que se divulguem as sms's trocadas entre Centeno e Domingues. Estão dispostos a tudo, mesmo até à devassa da vida privada. Mas Centeno não cairá, é demasiado importante para cair, tendo até Marcelo saído em sua defesa. O esquerdalho-mor de Belém parece que gosta desta geringonça. Parece que há outras coisas que seguram o ministro. E das quais a direita tenta a todo o custo atirar poeira para o ar. O partido que foi liderado pelo irrevogável Portas está agora, tal qual virgem ofendida, chocado com a mentira de Centeno. Passos Coelho não consegue esconder nesta novela, por si criada e alimentada meses a fio, o seu laxismo e incompetência com todos os problemas que a banca nacional veio acumulando, assim como a sua vontade antiga de privatizar a CGD. E pelos vistos já toda a gente se esqueceu da mentira de Passos e das suas dívidas à segurança social. Isso sim, era caso para fazer cair um primeiro ministro.
Mas, ao mesmo tempo, a direita quer desviar as atenções dos números e da política de Centeno e da geringonça. Passos Coelho que chegou a dizer em entrevista que votaria nos partidos desta solução governativa se algum dia eles atingissem as metas a que se propuseram. Uma ideia absurda de devolução de rendimentos, de aposta no consumo e de acabar com a austeridade, que para Passos não podia nunca dar bom resultado. Afinal a sua cartilha neoliberal infalível não pode soçobrar perante um caminho alternativo de desvario das contas públicas e do regresso do despesismo e do diabo.
Esse diabo que a direita tenta encontrar em cada esquina, ansiando para que o país não atinja as suas metas e objectivos, guiando-se pela esperança do desespero e do fracasso português. Sem dúvida, uma estratégia patriótica, feita de casos e casinhos, cambalhotas, folhetins e da política rasteira. Foi assim com a TSU, é assim com a CGD. As sondagens mostram que os portugueses não gostam disso.
E agora os números e factos de que verdadeiramente a direita anda a tentar distrair os portugueses:
O indicador avançado da OCDE aponta para a continuação do crescimento em Portugal; o número de insolvências diminuiu 23% face a 2015; em novembro a TAP alcançou recorde de passageiros, depois da revertida a sua privatização; no 3º trimestre de 2016 Portugal obteve a maior subida de emprego da UE; as compras na rede Multibanco cresceram em dezembro mais 6,5% em relação ao mesmo período de 2015; a taxa de incumprimento das famílias no valor mais baixo dos últimos anos; pela primeira vez na história o país exportou mais electricidade do que a que importou; confiança dos consumidores no valor mais alto desde 2000; salários do sector privado com maior aumento da década; emissões de dívida com juros mais baixos de sempre e a bater recordes negativos; penhoras de imóveis caem 8,2% face a 2015; investimento empresarial cresce 6,5% em 2016; maior criação de emprego dos últimos 16 anos; salários da contratação coletiva com maior subida real dos últimos 6 anos; investimento de capital de risco em Portugal dispara 400% em 2016; agências de rating elogiam gestão "muito rigorosa" das contas públicas; têxteis portugueses bateram recorde de exportações em 2016; portos comerciais batem recorde de carga movimentada em 2016; exportações crescem 4,9% no último trimestre para um novo recorde anual; queda consecutiva do desemprego há meses e maior queda da OCDE em dezembro; Portugal cresce acima da média europeia pela primeira vez em 3 anos no 4º trimestre; contra todas as expectativas Portugal deverá crescer 1,6% em 2016; o défice não ultrapassará 2,1%, o valor mais baixo da história da democracia portuguesa.
É disto que a direita quer que os portugueses se distraiam, assim como do sucesso da via alternativa à austeridade neoliberal. Não haverá piruetas que lhes valham perante estes números.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TSU

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017 0
Ao contrário do PCP e do BE, o PSD não tem qualquer problema substancial com a redução da TSU para os empregadores. Não tinha em 2012, continuava a não ter em 2014, quando a defendia com os mesmos pressupostos da proposta agora apresentada na concertação social pelo PS. O chumbo a esta medida pretende apenas explorar as divergências na geringonça e emperrar o seu funcionamento. É um jogo político calculista e cínico. Tradicionalmente o PSD sempre fez da concertação social uma bandeira, e está na génese e no apoio de base dos seus princípios. Este bloqueio é mais um tiro no pé do seu líder, contorcionista e revanchista.
As diferenças entre a redução proposta por Passos Coelho e a atual são, no entanto, várias. Desde logo, estamos perante valores muitíssimo inferiores, com um regime transitório e apenas para uma parte dos salários e que tem como objetivo aumentar os salários mais baixos, não reduzir o salário indireto. Para além de só se aplicar aos novos e futuros contratos. A única diferença que o PSD aponta é não ser totalmente subsidiada pelo OE, e aposta aí todas as fichas.
A chico-espertice do PSD pode a médio prazo sair-lhe ainda mais caro, como já se viu com o caso da CGD. A falta de coerência tem sido tão gritante que não me espantaria nada que nas próximas sondagens o PS já aparecesse com uma maioria absoluta robusta.
No entanto, é necessário que o PS veja com preocupação o puxão do tapete à sua esquerda. A não ser que Costa esteja a prever outra coisa que para já ainda não passou pela cabeça de ninguém... Como uma moção de confiança...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Mário Soares

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 0
Já muita coisa foi dita sobre Mário Soares. Muito faltará por contar. Até hoje não faltaram elogios e críticas. Não é de agora. Soares nunca foi consensual. A história vai-se escrevendo, não é uma ciência imediata, contrariamente ao imediatismo que as sociedades modernas exigem. Nem imediata nem mediata. Soares, por talvez ter vivido noutros tempos em que a política era uma arte nobre reservada aos grandes homens, nunca foi dado ao mediatismo e ao politicamente correto. A pressão dos media também não era a de hoje, principalmente nos anos em que Soares chamou a si a responsabilidade das lutas que tinham que ser travadas. E não foram tão poucas como isso. E não foram com certeza lutas menores. Foram as lutas pela liberdade e pela democracia. Que ele ganhou. 30 ou 40 anos depois já se pode fazer essa história. Lutou contra a iminência de, após o 25 de Abril, Portugal passar de uma ditadura de direita para uma ditadura de esquerda. Fê-lo, com coragem, na rua, correndo perigos. Fê-lo, com determinação, no exercício dos cargos que ocupou nos Governos Provisórios, na Assembleia Constituinte, nos Governos Constitucionais.
Soares foi o homem certo no tempo certo. Não há ninguém nos últimos 40 anos que mereça o lugar na história a que Soares tem direito. A legitimidade moral da sua luta contra o autoritarismo, a sua autoridade competente na afirmação da democracia pluralista e a sua resiliência foram um pilar da primavera da liberdade em Portugal.
Soares foi preso 13 vezes por desafiar e contestar a ditadura. Foi deportado. Foi exilado. Foi emigrante forçado. E retornou.
Soares nunca se escondeu e afirmou-se como político. Tomou decisões e defendeu opções. fez escolhas difíceis e assumiu-as. Escolheu lutar contra o fascismo e os saudosistas nunca lhe perdoaram, Escolheu a democracia liberal e a CEE e os comunistas nunca o suportaram. Escolheu a descolonização e os 'retornados' sempre o odiaram. Mas foram essas escolhas que definiram o país democrático e livre que somos hoje.
A descolonização continua a ser uma história mal contada. Quem critica Soares pela descolonização, muitas vezes com laivos de ódio, deve primeiro culpabilizar Salazar e Marcelo Caetano. Os verdadeiros culpados por uma guerra imoral e injusta que não deixou instrumentos para quem teve que resolver o problema pós guerra. Que não podia acabar com a guerra de imediato como se exigia, e ao mesmo tempo abandonar à sua sorte os portugueses que lá estavam, com a pressão externa dos EUA e da URSS. Ninguém naquela época teria feito melhor.
E muitos portugueses que regressaram, 'retornados', viviam bem com Deus e com o Diabo. Conviviam bem com a ocupação ilegal de países que diziam pertencer-lhes. E que não embarcaram de Portugal num navio e uma arma nas mãos para defender o que nunca foi nosso por direito. Esses são os que festejaram a morte de Soares. Esses, e os militaristas e comunistas que queriam instaurar uma ditadura do tipo soviético em Portugal. A história da descolonização ainda não está toda contada, mas já se vai fazendo. A história fará justiça a Soares, mesmo nesse aspecto.
Os velhos ódios regressaram com a morte de Soares, na pós-verdade das redes sociais, mas o país dos homens sensatos encheu uma semana de elogios.
Os velhos boatos, repetidos por novos ignorantes. Soares pediu a intervenção do FMI em 1977 e em 1983, mas comparar o contexto da época, pós ditadura de quase 50 anos e pós PREC, com o de 2011 é só para quem não sabe nem procura saber e reproduz o que ouve sem se preocupar com os factos.
A primeira intervenção, em 1977, aconteceu num período em que o país registava uma taxa de desemprego superior a sete por cento, os bens estavam racionados, a inflação era crescente chegando a alcançar os 20 por cento, havia forte conflitualidade política e o escudo estava desvalorizado.
A segunda intervenção, em 1983, dá-se durante o período do chamado bloco central, um Governo de aliança entre PS e PSD, liderado por Mário Soares. Foi quase um Governo de emergência nacional, criado por se considerar que seria a melhor forma de combater a grave situação económica do País.
Mesmo o pedido de adesão à CEE, e que visava dar consistência e desenvolvimento a um país atrasado no contexto europeu, foi uma luta travada por Soares contra a oposição radical de esquerda que preferia um país aliado aos interesses da URSS.
Soares foi intransigente na defesa da democracia. Soares mudou Portugal. E mudou-o para melhor.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Happy New Year

terça-feira, 3 de janeiro de 2017 0




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A novela da CGD

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016 0
O ódio visceral e estritamente ideológico de Passos Coelho a tudo o que é sector público é antigo. A política de terra queimada e de privatizações que esbulhou o país nos anos da troika é a prova disso. Assim como o ataque cerrado ao Estado Social. Não conseguiu chegar à CGD e à água. Mas era essa a intenção. Chega a ser confrangedor ouvi-lo a falar de radicalismo de esquerda. Quando a direita que governou nos últimos anos foi a mais radical de sempre. Não admira o desprezo dos sectores mais moderados do PSD, de Marcelo, passando por Ferreira Leite, a Pacheco Pereira.
A novela da constituição do conselho de administração da CGD e dos seus salários foi um embaraço para o governo, sem dúvida. Mas a única razão pela qual está há seis meses sob os holofotes mediáticos e no centro do debate é porque o PSD e o CDS não têm mais nada a que se agarrar. Não é a economia, não é a política, não é a sociedade, não, é a CGD. E com efeitos nefastos na situação do ainda único banco público, com caráter de extrema importância no definir da estratégia sectorial financeira e bancária do país. Pois foi assim mesmo, que a direita, sem qualquer pudor, propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito em plena negociação em Bruxelas para a recapitalização do banco público. Recapitalização já autorizada por Bruxelas (e os muitos que duvidaram) e urgente. Na ânsia de se manterem à tona, o PSD e o CDS, são capazes de se agarrar a qualquer caso e fazer render o peixe até à exaustão.
Só que daí pode advir um problema maior, para eles claro, porque o país, e a CGD, e tudo o resto pode-se lixar (para usar a terminologia de Passos). E o problema, é que esgotado o caso, Passos não tem mais nada para dizer. Não tem qualquer estratégia, pensamento ou ideia que não seja gerir os casos e casinhos e tentar tirar daí os dividendos que puder.
Chegado a esta fase, o feitiço começa a virar-se contra o feiticeiro. António Costa acusou-o de ter empurrado o problema da CGD com a barriga. Logo PSD e CDS vieram a terreiro exigir provas. E não é que elas existiam mesmo. Durante seis meses,  Maria Luís Albuquerque guardou na gaveta dois pareceres da Inspeção-Geral das Finanças relativos a relatórios trimestrais da comissão de auditoria da CGD e o governo só os despachou 15 dias antes das eleições. Por razões eleitoralistas, obviamente. O mesmo aconteceu com o BANIF. E assim se geriu um país. Passos não passará de uma nota de rodapé nos livros de história...



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Tuga com muito gosto

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 0






terça-feira, 13 de dezembro de 2016

As opções do grande plano

terça-feira, 13 de dezembro de 2016 0
O OE para 2017 aprovado por toda a esquerda parlamentar não é o melhor, mas também não é mau. É o possível. Foi alimentado de casos e casinhos inventados pela direita, apegados a qualquer coisinha que os possa manter à tona.
Ainda antes de se conhecer o próprio documento, já a direita se punha em bicos de pés, atirando em todas as direções possíveis e imaginárias. O caso do imposto 'Mortágua' como ficou conhecido, é todo um 'case study' de como se pode criticar violentamente uma medida justa, sem qualquer ponta de vergonha, mesmo tendo defendido essa medida no passado. É preciso ter lata e muita, mas mesmo muita incoerência.
No ano passado, o PSD como se sabe, ainda combalido com o coelho que Costa tirou da cartola, a famosa geringonça, absteve-se de fazer qualquer proposta de alteração ao então OE para 2016. Eis as suas opções à época:


Eis as opções do PSD para o OE de 2017:


Nisto o PSD é coerente, e é aquilo que já se sabia, é contra as pessoas, contra tudo o que mexa e seja do domínio público e contra qualquer tipo de apoio social. É a cartilha de Passos Coelho em todo o seu esplendor. Em boa hora saiu pela porta mais pequena. Em breve desaparecerá pela dos fundos.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Fidel

terça-feira, 29 de novembro de 2016 0
Fidel Castro morreu e com ele morreu a memória do que poderia ter sido a revolução cubana. Uma revolução adiada porque Castro foi um ditador. Ponto final. Parágrafo.
A revolução cubana chegou a ser libertadora. Educação e saúde para todos, como não há igual no mundo. Derrubou outro ditador, Batista. Impôs-se ao cerco norte americano, que tratou como colónias toda a América Central e do Sul, que depôs Allende e o substituiu por Pinochet, que tentou por variadas vezes invadir Cuba, que lhe impôs um bloqueio imoral, que tinha apoiado Batista, que apoiou a ditadura sanguinária de Somoza na Argentina. Que apoiou durante décadas financeira, política e militarmente todo o tipo de despotismo no continente americano. Fidel não se vergou...
Mas depois veio a repressão, e com ela foi-se a democracia e a liberdade. E mais tarde a segregação, não nos termos que se conhecem da ditadura de Hitler, mas a segregação higiénica entre o povo cubano e a horda de turistas que podiam ter acesso aos bens essenciais que faltavam aos nativos.
Quem não governa com o povo, nunca se poderá regenerar. Apesar da ditadura de Castro ter sido diferente de muitas outras, não há boas ditaduras, e o povo cubano está e continua na miséria. 
Toda a iconografia cubana, da revolução, de Che, de Fidel, é a imagem de marca de um sonho adiado. De uma possibilidade frustrada. De uma alternativa que não funcionou. Fidel Castro era um ícone, um líder. Mas um ícone e um líder ditador... assim ficará na história.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Com o diabo à espreita

quinta-feira, 17 de novembro de 2016 0
Orçamento do Estado para 2017 aprovado em Bruxelas? ✔
Orçamento do Estado para 2017 aprovado sem necessitar de qualquer medida adicional? ✔
Encerramento do processo por défice excessivo? ✔
Encerramento do processo de sanções a Portugal? ✔
Crescimento da economia? ✔
Maior crescimento do PIB no 3º trimestre de toda a zona euro? ✔
A geringonça funciona? ✔
Passos Coelho ainda à espera do diabo? ✔✔
Passos Coelho vai ter que esperar sentado até cair da cadeira? ✔✔✔



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Hallelujah

segunda-feira, 14 de novembro de 2016 0

Ao verdadeiro Nobel... da música... e uma das melhores canções de sempre...






sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Trumpalhada

sexta-feira, 11 de novembro de 2016 0
Trump venceu as eleições americanas... Este título há uns anos faria rir muita gente. Hoje ninguém se ri. A não ser os idiotas que nele votaram. Não há volta a dar. Só podem ser idiotas, para não dizer outra coisa. Alguém que diz que as mulheres devem ser tratadas como merda, que diz que vai erguer um muro na fronteira com o México, que diz que vai proibir a entrada a mais imigrantes, especialmente os muçulmanos, que afirmou que se fosse eleito mandaria prender a sua oponente, que diz que o aquecimento global é uma coisa inventada pela China, que é xenófobo, racista, populista, fascista e misógino, alguém que diz o que diz e pensa assim não pode ser eleito para coisa nenhuma, quanto mais para o cargo mais poderoso do mundo. Quem apoia e vota numa pessoa assim não pode merecer respeito. Ou é completamente ignorante, tal como Trump, ou não é, e então é como ele. Milhões de americanos são assim, ignorantes, quero crer.
Importa agora, chegar ao fundo da questão. Porque é que isto aconteceu? E não vale a pena dizerem que aquilo foi tudo show off de campanha. Os discursos do homem vão ser sempre um murro no estômago. E vamos vê-lo e ouvi-lo inúmeras vezes.
O fenómeno, nestas eleições, não era apenas Trump. Era também Clinton. Não poderia haver escolha mais falhada para uma oposição a Trump do que um dos maiores símbolos de tudo o que a maioria dos norte-americanos queria recusar.
A verdadeira razão para a eleição de Trump, é a mesma que surge na Europa. É a ruptura entre a política e as sociedades ocidentais, resultado da longa crise económica e financeira e da globalização que deixa grande parte dos cidadãos de fora.
A insegurança e o medo, as desigualdades, o desemprego, a perda de rendimento, a austeridade, o endividamento e a dívida. A globalização que tinha a virtude de aproximar pessoas e mercados, rapidamente se transformou e subverteu. Desregulou-se o capital e a economia passou a mandar na política. Os mercados orientais entraram-nos pela porta adentro, fazendo uma concorrência impossível de acompanhar pelas nossas empresas. O grande capital financeiro das grandes empresas passou a recrutar no oriente a sua mão de obra, mais barata para minimizar custos e aumentar lucros. O emprego ficou aqui mais caro e a consequência foi o aumento brutal do desemprego. A crise financeira, causada pela total desregulação do mercado rapidamente tomou conta dos estados e dos países.
As pessoas assustaram-se e maltratadas pela globalização estão disponíveis para ouvir e apoiar quem lhes prometa mudança. Com ou sem princípios. Com ou sem conhecimento. O problema é que essa mudança não vem de quem deve vir, num sistema político falhado e paralisado, Nos EUA como aqui.
Usando a demagogia, Trump conseguiu dar uma resposta, ainda que assente em falsidades, aos anseios de milhões. A eleição de Trump é mesmo uma mudança histórica. A sua chegada à Casa Branca criará um clima insuportável de tensão racial no país. Um homem que não acredita no Estado de Direito terá um poder decisivo na constituição do Supremo. Os muçulmanos não esquecerão nada do que Trump disse e os norte-americanos voltarão a ser insidiosos na luta contra o terrorismo. O combate às alterações climáticas recuará e o preço será pago pelos nosso filhos e netos. O mundo ficará ainda mais perigoso porque Trump não acredita na democracia, apesar de ser um filho da globalização.
O mundo está a caminhar para aqui. Líderes populistas e de pensamento fascista, que conseguem capitalizar por essa via o descontentamento popular, transformando-o em poder pessoal anti-sistema.
Vivem-se tempos negros, e se não aparecerem líderes capazes de dar resposta ao ímpeto de mudança que as pessoas desamparadas exigem, que não consigam serenar e diminuir as desigualdades, que não lhes inspirem confiança, que não usem o sistema a seu favor, mas a favor dos votantes, temo o pior... Não sei se depois de Trump ainda iremos a tempo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A agenda que regressa

quinta-feira, 3 de novembro de 2016 0
A Comissão Europeia enquanto comandada por Durão Barroso e já no tempo de Juncker, tinha um acordo secreto com a França para a ajudar a encobrir os défices excessivos. Passava assim a França por país cumpridor. Mais ou menos como o Lehman Brothers fez com as contas da Grécia. O Lehman Brothers para onde foi o Durão trabalhar. Não há coincidências...
Mas, como disse um dia Schauble "A França é a França". E Herr Schauble, o arrogante e xenófobo ministro das finanças da Alemanha, cada vez que abre a boca é para amesquinhar os mais pobres, os mais indefesos, as nações europeias que nunca destruíram a Europa como o seu país fez por duas vezes, e que agora pretende enterrar-nos na sodomia financeira dos ricos e poderosos. As nações que se afundaram numa moeda que cultiva a divergência económica e social entre os povos que deveria unir. Iludidos por promessas de desenvolvimento e união. Confiantes em completar o ideal europeu.
Herr Schauble não gosta de latinos, nem de gregos, tal como outros no seu tempo não gostaram de judeus, negros e ciganos. O racismo e a xenofobia são as armas que voltam à propaganda e à agenda política. O golpe no Brasil, a incrível possibilidade de Trump, os Herrs...
Assim vai a Europa dos czares e dos chanceleres. O Reino Unido tem à partida um povo bem mais inteligente do que aquilo que seria de esperar. E se discordei do BREXIT, neste momento nem sei se concordo com a UE. Essa, onde todos os dias e todas as noites morrem milhares de refugiados nas suas costas.
A agenda política dos herr's e dos chanceleres, vira-se então para os mais indefesos. Ameaçam com castigos e têm nos media por eles controlados, a sua voz da propaganda. A Comissão Europeia podia ter um comissário da propaganda, a lembrar tempos mais sombrios, que estão de volta, ninguém duvide.
Veja-se o caso português, que de tão bom aluno em querer ir mais além que a troika, não quis renegociar a dívida e agora paga por ano mais 1% de juros que a própria Grécia!, deixou o seu sistema bancário por capitalizar, e endereçou o problema para o governo que viesse a seguir fechar a porta. O Banif e a CGD certamente bombas nas mãos do anterior governo, estavam como se desconfia agora, protegidos pela CE e por Schauble para a saída limpa, com a esperança de serem eleitos outra vez, para continuar as políticas de terra queimada de comissários e alemães. Schauble, que não cala a cremalheira, lá veio dizer mais uma vez, muito aziago e sem esconder o fel dos dentes, que o governo anterior é que era... Eu percebo, caro Herr, o Costa não estava nos planos... e ainda há quem resista ao desmantelar do estado social europeu!
Aliás, o caso de Sérgio Monteiro, nomeado “vendedor” do Novo Banco por um governo demissionário de que era secretário de Estado e que quase todos põem em causa as suas habilitações curriculares para a tarefa, está a receber, para fazer ninguém sabe muito bem o quê, quase 30 mil euros mensais. António Domingues foi nomeado para presidente da CGD por este novo governo, com a missão urgente de tratar da sua recapitalização. Vai ganhar um salário segundo o mercado. Ninguém critica a sua competência técnica e profissional. Mas eis que, a agenda política da direita mesquinha de Passos e Cristas, habituados a lamber as botas da direitalha alemã, logo tratam de pôr na agenda mediática o salário do gestor da CGD, arredios de saber se isso será contra os interesses da Nação, pois a recapitalização da CGD é uma urgência que não lhes assiste. A sua agenda política, acouraçada na agenda mediática, dá para ir fazendo casos e casinhos de coisas que não deveriam ser assunto. O populismo é assim e a isso obriga. Nos sites do “Público” e do “Diário de Notícias” as referências ao salário de António Domingues foram cinco vezes superiores às do salário de Sérgio Monteiro. Nos do “Expresso” e da TSF foram três vezes mais. No do “Correio da Manhã” seis. Nos canais de televisão a proporção deverá ser ainda mais 'favorável' a Domingues. A desproporcionalidade de tratamento entre este governo e o anterior leva a desconfiar de parcialidade que já todos sabemos existir em toda a comunicação social, porque ela também está a soldo dos grupos económicos que são seus donos. Daí a tentativa de Passos em privatizar a RTP e tudo o que mexesse. Directivas ideológicas, lesa-pátria, criminosas, para agradar aos fascistas no poder.
Assistimos a um cerco político que resulta, antes de tudo, do facto de António Costa ter integrado o PCP e o Bloco no arco da governação, dando muletas a uma esquerda coxa há mais de 40 anos. Essa é a razão de fundo para a parcialidade da comunicação social, que foi especialmente visível nas vésperas do Orçamento de Estado, onde cada pequena informação ou sugestão foi transformada num assunto nacional para depois do Orçamento apresentado (e esvaziadas quase todas as polémicas) rapidamente passarmos para outros assuntos e pequeninos escândalos. Até se chegar ao ridículo de se dizer que o Orçamento para a Educação tinha sido reduzido, alimentou-se a comunicação social e os 'paineleiros' e depois analisam-se os gráficos e afinal aumentou 180 milhões de euros.
Vão continuar a criar casos, a alimentar escândalos, a fomentar os media. Até se afundarem nas suas próprias vísceras...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Nobel dá música

sexta-feira, 14 de outubro de 2016 0
Colocar Bob Dylan no mesmo nível de Yeats, Bernard Shaw, Thomas Mann, Hesse, Faulkner, Churchill, Hemingway, Camus, Steinbeck, Sartre, Beckett, Neruda, Garcia Marquez, Saramago, Grass, Vargas Llosa, entre outros, é roçar o ridículo.
Aberta a caixa de Pandora, Axl Rose, Bono e até quem sabe Abrunhosa, poderão em breve surgir como potenciais vencedores.
A academia sueca do Nobel está a conseguir destruir o prestígio que representa o mais alto galardão ao nível planetário. Como já tinha feito aquando da entrega do Nobel da Paz a Obama acabado de chegar à Casa Branca, e à UE, essa grande instituição de solidariedade...

sábado, 8 de outubro de 2016

O esgoto humanóide

sábado, 8 de outubro de 2016 0

A resposta que todos os 'hijos de puta' mereciam. De toda a gente. Em todo o lado. Porque não vale tudo, porque o dinheiro, as vendas e o lucro não podem justificar tudo. A polémica. o choque, a devassa, o escândalo e o voyeurismo são as armas predilectas do produto que vende, do mercado que exige. E a banalização dos tablóides não pode ser normalizada por aqueles que têm o dever de guardar a ética e a moral. O dever de informar diz respeito à liberdade de imprensa e de expressão. Mas no mundo global de hoje, sem escrúpulos, sem filtros, os 'TRUMPetistas' tocam e a caravana passa. Se não estamos a ficar mais estúpidos, estamos mais estupidificados... Sim, porque quem come e cala são neste momento a esmagadora maioria da chamada opinião pública. Que tem opinião sobre tudo, mas não sabe de nada. Que compra religiosamente o Correio da Manhã e vê o 'Secret Story'. Os Saraivas que por aí soçobram, ignorantes e abjectos, com um cartão qualquer na mão que lhes dá o direito de escrever qualquer coisa, vender qualquer coisa, regurgitar qualquer coisa, sem saber o que dizem, na impossibilidade de dizer o que não sabem... 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Celebre-se

quinta-feira, 6 de outubro de 2016 0
5 de Outubro. Feriado. Dia da República. Não honraremos o país e as pessoas se não honrarmos os seus símbolos e instituições. Quer se queira quer não, Portugal é uma República, e ao celebrar a sua instituição estamos a celebrar as suas instituições. Democráticas e livres. É por isso que se fazem feriados. Para que não haja esquecimentos.
Cereja no topo do bolo. António Guterres, eleito para o mais alto cargo da ONU. Um orgulho enorme para Portugal, com a certeza de que venceu o melhor candidato por mérito próprio.
Merkel e Juncker aprenderam que não se podem comportar no mundo com recurso aos mesmos truques a que recorrem na política europeia. A Alemanha aprendeu uma dura lição e o presidente da Comissão Europeia caiu no ridículo com a já famosa licença sem vencimento da Kristalina. Uma rapariga armada com a chico-espertice saloia de quem foge ao exame escrito e vai directamente à oral por portas travessas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Pois

quinta-feira, 22 de setembro de 2016 0



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A classe média dos ricos

quarta-feira, 21 de setembro de 2016 0
Por norma ninguém é a favor de aumento de impostos ou da criação de novos impostos. Não fujo à regra. Mas a celeuma com o ainda projecto de tributação de património acima de um milhão de euros parece até mentira. Isso ou então há muita gente por aí com património desse valor ou acima. Se calhar dissimulado. Isso e a divulgação de tal projecto ter sido protagonizado por Mariana Mortágua, uma perigosa 'comuna', alvo de ataques pessoais, ignorantes e cobardes.
A direita apareceu indignadíssima com o ataque "monstruoso" que a geringonça se prepara para fazer à classe média. Parece que um imposto sobre um património imobiliário avaliado anualmente num milhão de euros acordou a direita para uma “política para as pessoas, as da classe média”.
Em matéria de escolhas políticas fiscais e de cortes de rendimentos, o último governo entendeu que um pensionista e funcionários públicos com uma pensão de 600 euros eram classe média, pelo que decidiu cortar definitivamente dois meses da vida dessas pessoas. Esse ataque ao conceito de classe média do então governo laranja e azul só não foi definitivo porque 17 deputados do PS e BE e, depois, todos os partidos da esquerda impugnaram a infâmia junto do TC.
Em matéria de conceito de classe média, o anterior governo tinha por rico a abater fiscalmente, com o seu enorme aumento de impostos, gente com rendimentos abaixo dos mil euros brutos mensais, disse ter aumentado as pensões mínimas, nunca dizendo que o fez à custa do esbulho do Complemento Solidário para Idosos, tinha preparado um corte de 600 milhões de euros nas pensões, introduziu a sobretaxa no IRS, que a geringonça eliminou contra a vontade dos súbitos puritanos, opôs-se no último OE à redução do IRS sem aumentar o IRC, isentou de impostos os fundos de investimentos imobiliários, que a geringonça fez acabar, está contra o aumento do salário mínimo, contra a reposição do valor do Complemento Solidário para Idosos e do valor de referência do Rendimento Social de Inserção, para um total de 440 mil portugueses.
É confrangedor ver o PSD e o CDS a falarem de classe média quando olhamos para as suas escolhas políticas enquanto governantes. Quem rebentou com a classe média foi precisamente o governo anterior.
Neste momento e à míngua de argumentos, redescobriram a classe média, numa deriva populista que tão só visa a sobrevivência política de Passos e Cristas. E chega à idiota conclusão que agora a classe média não é quem ganha 600 euros, como no passado, é quem tem um património imobiliário anual avaliado em mais de um milhão de euros.
E o que significa afinal deter património avaliado em mais de um milhão de euros? Uma mansão? Dez apartamentos? Quatro casas de luxo? Um prédio, ou dois, ou três?
Onde estavam estes senhores da 'classe média' quando se cortaram salários, pensões, reformas, apoios sociais e se taxaram os mais pobres?
Esta medida prova que finalmente se está a mexer com os mais poderosos, com os mais ricos, e com alguns biltres que lucram com a desgraça alheia.
Se não achasse inconstitucional, seria cem por cento a favor do levantamento do sigilo bancário e aí sim podiam ter a certeza que muita gente teria que prestar contas, quase todas à justiça.
Em matéria de coerência Passos Coelho já nos habitou à falta dela... e nem vou perder tempo com a porcaria em que se meteu com a certa, hipotética e gorada apresentação do 'livro' do arquitecto Saraiva...


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O modelo experimental europeu

quinta-feira, 15 de setembro de 2016 0
Terminada a chamada silly season, passou ao lado de muita gente o relatório pedido pelo FMI sobre o programa da troika em Portugal. E não terá sido inocente. Não diz nada que já não se tivesse dito. Foram muitas as vozes a chamar a atenção dos erros flagrantes do chamado plano de resgate, das prioridades trocadas, da destruição do tecido económico que inevitavelmente aconteceria, do desemprego e emigração que provocaria.
Essas e muitas outras críticas foram feitas antes da sua implementação e, sobretudo, quando eram já mais que óbvias as falhas do programa. O próprio Vítor Gaspar as reconheceu na sua célebre carta de despedida. O próprio FMI já tinha noutras ocasiões admitido vários erros.
Nesse relatório o que lá está é o seguinte: o programa da troika falhou em toda a linha. Ponto. Os pressupostos estavam errados, enganaram-se nas fórmulas e nos seus efeitos e, claro, nenhum dos problemas estruturais da nossa economia melhorou, a sustentabilidade da dívida pública e da balança continua tão débil como antes e até o crescimento das exportações - visto como um dos sucessos do programa - ou o celebrado regresso aos mercados - os autores do relatório com uma mal disfarçada vergonha sugerem que não será evidente que isso não tenha sido consequência das políticas do BCE - em nada esteve relacionado com a malfadada receita. Ou seja, ajudou-se a destruir o nosso sistema bancário e, surpresa das surpresas, chega-se à conclusão de que uma restruturação da dívida teria sido uma medida bem vinda.
O pior de tudo não é perceber que se mandaram para o desemprego milhares de pessoas, não foi termos perdido milhares para a emigração, não foi só ver o factor trabalho humilhado com a aposta em salários baixos, não terá sido a aposta no empobrecimento, não foi por a receita ter produzido um país ainda mais desigual e mais injusto.
O que mais choca no relatório não é a assunção dos erros, é perceber a ligeireza com que se fizeram experiências com as vidas das pessoas, como meras cobaias ao serviço de uns senhores que nunca tinham testado uma fórmula, e com a cobertura de um ex-primeiro Ministro que serviu em bandeja um país inteiro e que continua interessado no insucesso do atual modelo em gestão.
E depois, e ainda segundo o FMI, o Deutsche Bank é o maior risco sistémico em todo o mundo. Mas não deixa de ser curioso que, com uma bomba relógio em casa, Shauble tenha obrigado a Europa a entreter-se com a destabilização de Portugal. Se essa bomba lhe rebentar nas mãos, os famigerados limites do défice serão uma brincadeira de criança e a Alemanha voltará a violar esses limites, como já o fez por várias vezes e sem qualquer sanção ou sequer ameaça.
Desde o Brexit que a Alemanha intensificou o bullying sobre Portugal. O objetivo é mostrar mão firme depois da debandada britânica ou criar problemas a um governo que não lhe agrada. E a direita portuguesa, responsável pela derrapagem do défice do ano passado, volta-se a comportar como o cordeirinho degolado e de joelhos à espera que alguém lhe venha um dia a dar razão.
Basta ver os novos empregos da nossa anterior Ministra das Finanças e do anterior Presidente da Comissão Europeia para se perceber de que lado estavam enquanto nos ‘governavam’. O código de ética não pode ser só para alguns, deveria ser para todos.

P.S. – Costumo dizer em tom de brincadeira que os heróis que conheço estão todos mortos. Mas conheço uns quantos bem vivos, os nossos bombeiros, bem hajam...

Publicado hoje no semanário 'A Voz de Chaves'


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Tirado da net - Um aldrabão com tempo de antena pode ser perigoso

quarta-feira, 3 de agosto de 2016 0

"Tal como prevíamos ontem, a mentira acerca da alteração no cálculo do IMI já deu várias voltas a Portugal, alimentada pelo ignorante populismo de quem diz que o Governo quer "taxar o sol".
A realidade objectiva não importa e o facto de que a maioria dos proprietários até verá o valor do seu IMI a descer também não. A simplória indignação nas redes sociais sobrepõe-se à racionalidade. E há sempre um José Gomes Ferreira pronto para comentar o assunto no noticiário da SIC, alegando que esta alteração ao cálculo do IMI é uma forma do Governo arrecadar mais impostos para equilibrar as contas públicas, quando o imposto do IMI nem sequer reverte para os cofres do Estado, mas sim para as autarquias.
Meia dúzia de jornais criaram o sensacionalista título de que o Governo vai taxar o sol, José Gomes Ferreira ajuda à festa, mentindo com todos os dentes que tem, e o país, confuso e legitimamente preocupado, cai na esparrela da "austeridade de Esquerda".
Vamos a 30 segundos de serviço público e esclarecimento? Vamos a isso:
- A alteração só incide sobre novas casas. O IMI sobre imóveis já existentes só será alterado se o proprietário deliberadamente solicitar a reavaliação do seu imóvel. Ou seja, proprietários que façam a simulação e verifiquem que o valor do seu IMI subiria não terão problemas, pois basta não pedirem a reavaliação para não terem aumento de IMI.
- Por outro lado, todos os proprietários que verificarem que a reavaliação do imóvel desceria o valor do seu IMI terão apenas de solicitar essa reavaliação, que produzirá a redução do imposto.
- É verdade que, além dos proprietários, também as autarquias poderão solicitar a reavaliação do IMI. No entanto, essa reavaliação só pode acontecer se avaliação mais recente tiver mais de três anos e se a própria autarquia tomar essa iniciativa. Portanto, ao contrário do que dizia José Gomes Ferreira, no seu espaço de propaganda, na SIC, o Governo nada ganha com esta alteração.
- Na prática, o que esta alteração significa é que imóveis com maior valor de mercado poderão pagar mais IMI, se o proprietário tomar a iniciativa de pedir a reavaliação, enquanto que imóveis com menor valor de mercado terão o seu IMI reduzido, pois será do interesse do proprietário solicitar a reavaliação.
- Isto é uma medida de justiça elementar, completamente de acordo com o princípio da progressividade dos impostos: quem tem mais, paga mais. Quem tem menos, paga menos. É simples.
- São os próprios fiscalistas que admitem que há imóveis a pagar um valor de IMI superior ao que deveriam estar a pagar, devido à falta de critérios de qualidade e conforto que incluam a localização e a operacionalidade relativa dos imóveis. Com esta alteração, o Governo melhora os critérios que acrescentam equidade ao cálculo do valor do imóvel, e o respectivo IMI.
- Esta alteração é mais que justa, pois não faz sentido que, por exemplo, os moradores de um prédio com vista orientada para o mar paguem o mesmo valor de IMI que os seus vizinhos nas costas do prédio, cujo apartamento tem vistas bem menos privilegiadas e um valor de mercado claramente inferior.
- Por fim, parem lá com a parvoíce de que o Governo está a taxar o sol. Afinar o cálculo e os critérios dos coeficientes de qualidade e conforto é uma forma de reduzir a subjectividade deste imposto e de aumentar o princípio de justiça social que tem subjacente. Uma casa com centenas e centenas de metros quadrados de área paga um imposto superior ao de uma casa de 40 X 30 m e nem um aldrabrão como o José Gomes Ferreira se lembraria de dizer que o Governo está a taxar o espaço no planeta Terra, certo?"

O site Economia e Finanças explicou a alteração ao Código do IMI ponto por ponto, com ligações para todos os documentos relevantes. Poderão encontrar a explicação aqui:

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Obrigado dégueulasse

segunda-feira, 11 de julho de 2016 0



quinta-feira, 30 de junho de 2016

A geringonça espanhola

quinta-feira, 30 de junho de 2016 0

Em Espanha já se realizaram duas eleições e estão há mais de 6 meses sem governo. Falta-lhes um Costa para pôr a geringonça a funcionar... Ai se fosse em Portugal? Quantos santos já teriam caído do altar?! 
A inteligência de António Costa foi a de mudar a estratégia do PS antes que o PS ficasse numa situação muitíssimo mais frágil, como está a acontecer a muitos partidos socialistas por essa Europa fora. Quem acusa Costa de estar refém do resto da esquerda devia olhar para Espanha e para a situação do PSOE...



sexta-feira, 24 de junho de 2016

BREXIT

sexta-feira, 24 de junho de 2016 0

As divergências económicas e fiscais egoístas que dinamitaram o modelo social europeu, todas as ingerências e castigos, o abandono da solidariedade, tendo como exemplo máximo a não resposta à crise dos refugiados, as ameaças de sanções por ministros das finanças de um país contra os outros, fizeram implodir por dentro e por culpa própria todo o ideário da Europa unida que trouxe décadas de paz e desenvolvimento social e económico.
As regras que a uns são impostas e a outros esquecidas, a desigualdade por oposição ao caminho trilhado da integração, os vistos prévios de tecnocratas que ninguém elegeu, a substituição da política pelo mercantilismo dos números que torcem e fazem cair governos, que atropelam e substituem por marionetas de mão. Mandadores sem lei que impõem crivos ideológicos contra programas de governos eleitos, e que cujo conceito de democracia se desvia à luz do mais forte. Tudo isto minou as fundações da UE e fez sobressair o populismo e o nacionalismo das extremas, esquerdas ou direitas.
Sobrou o medo, a chantagem, a xenofobia e o racismo. A forma como a Grécia foi enxovalhada e vergada foi o princípio do fim. E o problema que era o governo de esquerda em Portugal...
A saída do Reino Unido pode também causar mossa no próprio, com divisões que se adivinham na Escócia e na Irlanda do Norte, e em abono da verdade se diga que o Reino Unido nunca esteve com os dois pés na UE. Os nacionalistas estão no palanque a exigir referendos na Holanda, na França e por aí fora... A Alemanha caminha sozinha há quase uma década, e prepara-se para ficar sozinha. A UE tal como a conhecemos começou a acabar com as crises das dívidas soberanas, continuou hoje com o Brexit, terminará em breve. A triste realidade que transformou um europeísta em eurocéptico. Os muros costumam nascer assim, como alguns que crescem por aí. Outros muros se levantarão, se não se arrepiar caminho e se não se souber convencer o povo que a democracia é o caminho que garante a liberdade, ao invés do medo, do racismo e da xenofobia...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Ronaldo e eu...

quarta-feira, 22 de junho de 2016 0


... temos uma coisa em comum...

O total desprezo pelo Correio da Manhã e pela CMTV... Não levando aqui em consideração se a atitude foi a melhor...

terça-feira, 7 de junho de 2016

Muhammad Ali

terça-feira, 7 de junho de 2016 0


O homem que nos ensinou a saber dizer não!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Quem é Schauble?

sexta-feira, 27 de maio de 2016 0
Espera aí! Mas as políticas dos últimos 4 anos, tão elogiadas pelo velho Schauble, agora merecem castigo?
O défice excessivo de 2015 em Portugal, de que o governo português actual não é responsável, como é óbvio, porque só governou em Dezembro, merece castigo?
Ou é só por ser um governo que escolheu outro caminho?
Mas Schauble por acaso é Presidente ou Primeiro-Ministro da UE?
E a Alemanha de que Schauble é Ministro das Finanças tem cumprido as regras do défice? E as outras regras?
E a Alemanha manda e os outros obedecem, ainda que moralistas sem moral?
É justo e equitativo pôr todos os países da zona euro no mesmo saco?
Que UE afinal queremos?
Existe de facto solidariedade e igualdade entre Estados?
Quem é Schauble?


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Quero um contrato de associação só para mim

quarta-feira, 25 de maio de 2016 0
Não existe mal nenhum no debate público e mediático. Mas ter escolas públicas a meio gás, que inflacionam o custo médio por aluno, enquanto se financiam escolas privadas ao lado, é criticável à luz de qualquer posição ideológica. O argumento da liberdade de escolha é um argumento estafado. Há liberdade de escolha se existir uma escola pública ao lado de uma escola privada. Não se pode confundir isso com o facto de essa escola privada ser financiada pelo Estado. Quem escolher a escola privada, onde exista uma escola pública nas imediações, tem que pagar por isso. Não tem que ser o Estado a financiar a iniciativa privada.
A igreja católica, que beneficia deste privilégio, veio a terreiro criticar a opção do governo. Mas onde estava a igreja católica quando milhares empobreceram, emigraram e perderam o seu emprego e dignidade no mandato do anterior governo?
Espero que o ministro da Educação não recue e que de forma faseada acabe com o pagode. Porque estamos a falar de educação e crianças. Mesmo as do papá e da mamã. Porque essas escolas barram à entrada os alunos problemáticos. Esses dão muito trabalho, ainda que o Estado pague...

Será esta a melhor forma de debater o assunto? Não me parece...


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Fim de semana transmontano

segunda-feira, 9 de maio de 2016 0
Os custos da interioridade podem ser difíceis de combater. Só com boa vontade, muita boa vontade por parte do poder central, tais custos podem ser mais ou menos esbatidos.
Neste fim de semana foi inaugurado o túnel do Marão. Uma obra que após vários anos de avanços e recuos permite esbater distâncias e assimetrias. Fez bem António Costa em convidar os seus antecessores para a inauguração. Sócrates foi quem lançou a empreitada, Passos continuou-a e coube a Costa terminá-la. O que devia estar na mente de todos era precisamente o dia de festa que representa para a região e não fait divers mais ou menos enviesados. Passos não se quis associar a tal festejo e optou por arranjar uma desculpa mal amanhada dizendo que nunca inaugurou obras enquanto primeiro Ministro. Mentiu e saiu mal na fotografia. Inaugurou pelo menos a nova sede da PJ em Lisboa e o novo museu dos Coches também na capital. Chegou a inaugurar, pasmem-se, uma escola, na qualidade de líder da oposição. Passos, nascido e criado em Vila Real, merecia ter na região, os votos nas próximas legislativas que merece, ou seja, zero.
Também este fim de semana, o Desportivo de Chaves regressou ao convívio com os grandes do futebol, após 17 anos de quase morte. Salvou-o um mecenas da terra. Só o Desportivo consegue ser o farol de toda a região e pôr no mapa a cidade que lhe dá nome. Uma cidade deserta de pessoas, que pagou bem caro os custos da interioridade e do governo de Passos que quis empobrecer o país e incentivou a emigração, em Chaves notou-se e bem. Uma cidade conduzida por um executivo camarário sem ideias nem visão de futuro, que asfixiou o município financeiramente, em obras megalómanas, algumas delas por abrir e que terão custos de funcionamento incomportáveis. À semelhança de Passos Coelho também este executivo camarário deveria merecer uma atenção especial por parte dos Flavienses em próximas eleições autárquicas, com cartão vermelho.
Salva-se o Desportivo...



 
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