AQUILO EM QUE NOS TORNÁMOS
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
O mundo em que vivemos
terça-feira, 25 de agosto de 2015
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Continuamos a assistir estupefactos às repetidas tragédias ocorridas com refugiados do Médio Oriente e de África.
A situação de catástrofe humanitária tem vindo a degradar-se de forma insustentável e a violação dos direitos fundamentais da pessoa humana pode assumir proporções e consequências inimagináveis.
A ONU e a Europa optam por empurrar com a barriga, de país para país, ignorando propositadamente o auxílio e solidariedade para com os refugiados. A tudo isto não será estranho a crise social, de emprego e de valores que teima em fazer parte do quotidiano europeu, com divisões impulsionadas pelos que tudo querem e a todos tiram, a coberto de uma solução de austeridade, de humilhação e de propaganda que só tem paralelo nos idos da segunda grande guerra.
São milhares e milhares de seres humanos, a viver na mais profunda miséria, sem terem acesso aos recursos mais básicos. Fogem da guerra e da fome, procuram liberdade e paz.
A opção pela construção de muros e vedações que impedem a inclusão e a solidariedade é o traço marcador do mundo global em que vivemos, e em que o capital é o denominador que verdadeiramente interessa, deixando milhares de cidadãos, homens, mulheres e crianças, à mercê do negócio feito à custa da dignidade e vidas humanas.
As crises políticas, económicas, sociais e religiosas que devastam essas comunidades foram, em muitos casos, consequência da irresponsabilidade internacional, bem como de um especulativo mercado financeiro global que fomentou a exploração, a guerra, a divisão e a miséria social. E para quem julgava que na Europa da prosperidade e solidariedade jamais se cometeriam os erros do passado, pois bem, eles estão aí a bater-nos à porta. Bastou que a especulação do mercado desregulado perdesse o seu capital de risco. A solidariedade, a compreensão, a integração, os valores da Europa, logo ficaram em segundo plano perante a urgência de recuperar com juros os lucros e as fortunas perdidas. Ainda que à custa de alguns países e do empobrecimento e da miséria de milhares de pessoas.
O Mediterrâneo transformou-se num imenso cemitério e o Túnel da Mancha num dos mais degradantes exemplos da intolerância, da exclusão e do abandono de milhares de seres humanos.
A paz na Europa já não é uma certeza absoluta... e a culpa é do sistema especulativo e desregulado em que nos disseram que era melhor vivermos. Um sistema que verga Estados e atropela toda a gente em nome do capital...
Ainda ninguém lhes disse que na Europa só falta a guerra, porque miséria, pobreza e desemprego estão a sobrar para todos... e os valores da Europa já não são aqueles que lhes contaram que eram... não são muito diferentes daqueles dos países de onde vieram, a Europa hoje não é solidária, não é unida e o racismo e a xenofobia são valores cada vez mais emergentes. Esta é a Europa em que vivemos. O mundo de onde vieram todos esses refugiados, também já cá está, no nosso quintal... bem vedado claro!
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Da série "Criei 300 mil empregos... no estrangeiro..."
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
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É bom que o PS deixe de dar tiros nos pés... com Manuela Ferreira Leite, Maria de Belém, cartazes e afins... este governo devia cair sozinho e estrondosamente nas urnas, por indecente e má figura e não por erros estratégicos alheios, que nada dizem ao país empobrecido e maltratado por canalhices ideológicas de sujeitos mentirosos e (ir)revogáveis... a coligação PaF (Portugal à Frente), à frente no desemprego, na pobreza e na desigualdade...
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terça-feira, 4 de agosto de 2015
Havia de haver uma lei que...
terça-feira, 4 de agosto de 2015
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... proibisse os países de erguer muros e vedações. E estão mais perto do que se imagina. Há um a ser construído em plena zona da UE...
quinta-feira, 23 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
Havia de haver uma lei que...
sábado, 11 de julho de 2015
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... proibisse que novos supostos factos incriminadores de um determinado arguido pudessem ser usados contra si após o seu primeiro interrogatório judicial, permitindo assim uma acusação e um processo mais céleres, ainda que implicando um novo processo...
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Segundo as sondagens...
quarta-feira, 1 de julho de 2015
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Quando os tribunais se pronunciam desfavoravelmente acerca das ações governativas, o governo contra ataca e diz que os tribunais se imiscuem na política de forma pouco isenta. Foi assim com as variadas e consecutivas decisões do Tribunal Constitucional e repetiu-se agora com o parecer do Tribunal de Contas que afirmou que as privatizações da EDP e da REN, para além de pouco transparentes foram altamente lesivas dos interesses do Estado. Mas isso já nós sabíamos, só não sabia quem não quisesse ver, e ainda são alguns, segundo as sondagens. Estou ansioso pelo parecer das privatizações dos CTT e da TAP e da concessão do Oceanário de Lisboa, entre outras...
Quando Sócrates diz que o seu processo visa influenciar as próximas eleições legislativas e fazer com que o PS as perca, o que faz o PSD? Vem pedir explicações a Costa. Como se fosse Costa o responsável pelas declarações de terceiros. É nítida a intenção de colar Costa e o PS ao antigo líder, assim como é nítida a intenção de hostilizar o poder judicial, que o governo considera uma força de bloqueio, a não ser quando esse poder judicial resolve prender Sócrates preventivamente, com todos os atropelos que se conhecem, e que alguns fingem desconhecer, segundo as sondagens...
E segundo as sondagens, uma larga maioria prefere Costa como primeiro Ministro. Segundo as sondagens uma larga maioria ficou bastante agradada e apoia o programa de governo do PS. Até pôs o ministério da Economia e o da Justiça a analisá-lo. Mais uma trapalhada sem ninguém responsável, claro. Mas segundo as sondagens quem ganha as eleições é a coligação! Como? Importa-se de repetir?
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
O Juiz e o Marquês
sexta-feira, 19 de junho de 2015
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Frases retiradas do voto de vencido de José Reis, Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa, e relator do recurso apresentado por Sócrates acerca da especial complexidade do processo 'Marquês'... Preso para investigar... Já se desconfiava... Temo pela justiça e pelo desfecho do caso...
"(...) apesar de serem imputados aos suspeitos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção, estes dois últimos enquadrados na criminalidade altamente organizada, tal não significa, só por si, que o procedimento se revele complexo."
"Não há complexidade alguma em investigar o nada, o vazio."
"Não se pode surpreender complexidade alguma, já que se trata de um número de arguidos frequente, mais do que normal e muito longe de ser excepcional."
"(...) tal quadro se apresenta manifestamente incompleto dada a total ausência de descrição de indícios factuais que eventualmente possam integrar o crime de corrupção."
"Esta é a realidade nua e crua".
"(...) em momento algum foi confrontado com quaisquer factos ou indícios concretos susceptíveis de integrar o crime de corrupção".
"Da leitura que fizemos fica-nos a mesma sensação de generalidade e contornos difusos".
"Afirma-se e está subjacente que tudo é contrapartida de ‘actos de governo’ mas não se descreve um único desse actos".
"(...) a decisão que declara uma especial complexidade não exige uma caracterização detalhada dos factos em investigação, (...) não prescinde de um número mínimo de factos ou indícios que permitam compreender o que está em causa e assim, ajuizar de forma prudente, daquela mesma complexidade".
"(...) não existe um único indício factual susceptível de integrar os crimes de corrupção".
"(...) um viajante que, perante a largueza da foz do rio com que se depara, não cuida de descrever, ainda que sinteticamente o seu percurso desde a nascente, presumindo e dando como adquirido que o abundante caudal que vê diante de si teve origem em tortuosos e recônditos meandros que levaram à formação de tamanha massa de água".
"Não se pode justificar a excepcional complexidade com a indicação, de forma, desgarrada e difusa, de uma enxurrada de factos [alguns de muito duvidosa relevância criminal] e a omissão de outros que são nucleares".
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Nova rota da TAP: Wall Street
sexta-feira, 12 de junho de 2015
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Gordon Gekko, a personagem interpretada por Michael Douglas no filme de 1987 'Wall Street', era um impiedoso e ganancioso bilionário, cujo império tinha sido construído na lama do fervor capitalista. Gekko não olhava a meios para atingir fins, comprava empresas com dificuldades financeiras para depois as desmembrar e vender aos pedaços. À falta de escrúpulos juntava o desprezo pela ética, legalidade e moral. As empresas de que se desfazia, sempre com lucro, claro, eram muitas vezes empresas familiares e algumas com milhares de trabalhadores que iriam para o desemprego. Muitos da mesma família. Empresas baseadas no trabalho que tiveram dificuldade em adaptar-se ao novo sistema financeiro do lucro imediato a qualquer custo.
Esse retrato único dos anos 80, sempre com a visão assertiva de Oliver Stone, e impulsionado na era de Reagan e Thatcher, teve nos últimos anos o seu apogeu e ninguém parece importado com as consequências. Desemprego, emigração e pobreza.
Tudo isto para concluir, que tal como no filme, tive um dejá vu com a recente privatização da TAP. Ao que parece, um dos novos donos da TAP, o brasileiro-americano David Neeleman, é famoso por comprar companhias aéreas e depois desfazer-se delas com o lucro obtido após o seu desmembramento. Ao que tudo indica, o novo consórcio só é obrigado a manter as rotas e a sede em Portugal durante 10 anos. Entretanto, a chantagem que o governo veio fazendo com despedimentos caso a TAP não fosse vendida pode ser na mesma uma realidade a curto/médio prazo.
A TAP dava prejuízo. Dava. Mas e então o Estado português só encaixar 10 milhões de euros por uma empresa de aviação de bandeira é um bom negócio? E a nossa identidade? E as pessoas caramba? Por este andar, já só o chão que pisamos poderá ser considerado português... E nem todo...
P.S. - Aquela propagandazita meio salazarenta no Portugal dos Pequenitos, protagonizada por Passos Coelhito só pode mesmo ser um mito urbano...
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terça-feira, 9 de junho de 2015
A TSU da Manuela e outras escolhas
terça-feira, 9 de junho de 2015
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Confesso que nunca vi o programa da RTP 'Barca do Inferno' por causa de uma das comentadoras residentes que me irrita profundamente. Obviamente falo de Manuela Moura Guedes, a ex-deputada do CDS, que encetou uma cruzada há vários anos de ódio, escárnio e maldizer contra tudo o que mexa à esquerda do panorama político. Ontem terá abandonado o programa em directo porque o moderador Nilton a terá aconselhado a ter melhor educação. Ora, isso basta para que acredite na peixeirada que a senhora estaria a protagonizar. O vídeo foi apagado pela RTP, mas sei que se discutia a proposta do PS para a descida da TSU.
E isso é o que verdadeiramente importa. Discutir propostas. Desde que quem as discuta esteja de boa-fé, o que não é o caso seguramente da Manuela.
E isso é o que verdadeiramente importa. Discutir propostas. Desde que quem as discuta esteja de boa-fé, o que não é o caso seguramente da Manuela.
O PS assegura que a descida da TSU dos trabalhadores irá proporcionar um aumento do crescimento através do aumento do consumo interno. É lógico o argumento, carece de confirmação. Por isso, se fazem escolhas, por isso se apresentam propostas, por isso se vota e opta.
A coligação de governo, já sabemos, propõe mais do mesmo, com um alívio aqui e acolá, consoante lhe aproveite em termos eleitorais. É o governar à vista a que nos habituaram. Aliás, a apresentação (imitando sem sucesso a forte estratégia socialista) das linhas gerais do que será o seu programa de governo é uma mão cheia de nada, chegando ao cúmulo de anunciar que não apresentarão nenhuma medida ou proposta para a reforma da segurança social porque necessitam de um consenso com o PS. Pena é que a ministra das Finanças tenha aberto o jogo há 15 dias e dito que era urgente cortar 600 milhões de euros nas pensões. Assim, fácil. Passos e Portas bem tentar esconder, mas a única medida que teem e sabem fazer é mais um corte nas pensões. Não é que a medida do PS seja melhor sobre o assunto. O PS, numa resposta amadora de quem nada sabe, veio dizer que tapará o buraco da segurança social abrindo outro no Orçamento de Estado. Tudo isto são assuntos demasiado sérios para as politiquices e os jogos florentinos a que nos habituaram. Os eleitores têm capacidade para saber a verdade sobre as pensões que recebem e virão a receber.
Destarte, este governo e esta coligação são um mito urbano que urge apagar da nossa memória colectiva, principalmente agora que existe uma alternativa que se impõe e que permitirá fazer escolhas. Essa virtude ninguém lha tira. Tem um programa sustentado e completamente distinto do que o governo vem a fazer há 4 anos. É pois, e ao contrário do que era habitual, um programa que se apresenta a sufrágio, meses antes das eleições. Não é surpresa para ninguém que será a minha escolha. Mas, a vantagem é mesmo essa, pela primeira vez os eleitores vão saber o que estão a escolher... Entretanto deixo aqui a resposta ao senhor primeiro Ministro sobre o mito urbano que tentou criar...
P.S.- Entretanto já consegui ver a saída da Manuela Moura Guedes do programa de ontem e confirma-se toda a sua arrogância, má-criação e até algum desespero...
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sábado, 30 de maio de 2015
Assim nas curvas
sábado, 30 de maio de 2015
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O tempo é cruel. Não deixa tempo para a memória. E a distância; a distância é cruel. Não tem tempo. A distância do tempo é ainda mais cruel. A estrada é sinuosa e é nas curvas que o tempo pode abrandar. É nessas curvas que há tempo. Que a distância se encurta.A estrada que percorreremos juntos nalguns troços do caminho. O caminho em que partilhámos a estrada. É nessas curvas que o presente se une com o passado e brinda ao futuro. É nessas curvas de reunião que o tempo faz sentido. E que amaldiçoamos a distância. A distância é longa. O tempo corre. Aproveita cada curva... Sem ser velho, nem novo. Sem ser nada. Ser... Só ser. Assim... Depois há o sono... e o sonho... e um novo dia... Espero por ti na curva... Ansioso, curioso, temeroso pelo futuro. Que distante é o caminho, que curto tempo, que nunca espera. De mão dada sonhando, correndo... Não farei todas as curvas, seguirei a estrada atrás de ti, perseguindo-te... A ti Carolina...
sábado, 23 de maio de 2015
Perguntas muito parciais, ou não...
sábado, 23 de maio de 2015
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Dei hoje de caras com uma entrevista exclusiva (são sempre exclusivas) na revista 'Nova Gente' do empresário benfiquista agredido em Guimarães... Parece que as bastonadas já lhe serviram para ganhar uns euros... Afinal o homem é empresário... Acho escusado e pouco recomendável. Vai ter palco outra vez no Estádio da Luz; no que me pareceu a princípio uma boa ideia, agora já não tenho tanta certeza, independentemente da razão que lhe possa assistir e da qual não duvido, como já o escrevi aqui.
Se a camisola fosse azul e branca e com a CMTV a filmar seria capa de revista?
Entretanto em Évora, o preso 44 lá continuará por mais 3 meses, sabendo que agora é o único preso preventivo do processo. Depois de ver sair para casa o motorista, também agora o 'amigo' e suposto 'testa de ferro' vai para o conforto do lar. Não estou a ver a coerência, mas de certeza serei elucidado aquando da acusação formal, que prevejo para os dias prévios às próximas eleições Legislativas.
Afinal o tempo da justiça não é o da política, ou será nalguns casos?...
Não tenho filhos com idade escolar suficiente para frequentar o 9º ano senão ia ali atirar o gato da varanda para lhe explicar as leis da física... Mesmo morando no rés do chão...
Não tenho filhos com idade escolar suficiente para frequentar o 9º ano senão ia ali atirar o gato da varanda para lhe explicar as leis da física... Mesmo morando no rés do chão...
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Já não engana ninguém
quinta-feira, 21 de maio de 2015
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O que Passos Coelho pensava sobre uma intervenção do BCE no mercado de dívidas soberanas até ser posto em prática o plano Draghi:
"Se o senhor deputado entende que o BCE deve actuar em mercado secundário com programas mais intensos de compra de títulos de dívida soberana dos diversos países; se é isto que o senhor deputado entende deixe-me dizer-lhe: não concordo e não preciso de pedir licença a ninguém - nem em Portugal, nem na Europa – para lhe dizer aquilo que penso. Não aceito essa visão porque em primeiro lugar não cabe ao BCE em circunstância nenhuma exercer um papel de monetização dos défices europeus".
"Apesar do importante papel do Banco Central Europeu (BCE), não sou partidário de um mandato diferente para esta instituição, que contribuiu para a frágil, mas ainda assim recuperação na Europa. Este tipo de política não é normal para o BCE, que já dispõe, por exemplo, de mecanismos de intervenção para evitar a fragmentação financeira. Contudo, se necessário, o BCE poderia era comprar carteiras de crédito às pequenas e médias empresas da Zona Euro, o que seria, com certeza, uma medida bem recebida".
"Se o BCE comprasse directamente dívida soberana, estaríamos a dizer, a todos os países, gastem o que o for necessário que depois o BCE imprimirá mais dinheiro. Ora, isso já aconteceu há umas largas dezenas de anos, e a Europa viveu uma guerra por causa disso."
Ontem na AR:
Ora, como se sabe, o BCE compra as dívidas soberanas através dos bancos centrais de cada país.
Vomite-se...
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
A queima dos fusíveis
segunda-feira, 18 de maio de 2015
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Bem sei que está calor. Que veio de repente, sem aviso. Mas isso não justifica por si só a queima de fusíveis generalizada em Portugal. Tem especial incidência nas pessoas com menos neurónios disponíveis, ou naquelas que os têm à disposição mas não conseguem usá-los em número suficiente.
Refiro-me obviamente às imagens a que todos tivemos acesso centenas de vezes, de um par de miúdas a dar estalos e pontapés num miúdo, e mais recentemente de um comandante da PSP a agredir gratuitamente um adepto do Benfica em frente aos filhos menores e ao pai que por sua vez também foi agredido.
Quanto ao primeiro caso, tratando-de de menores, a verdade é que a adolescência, por muito estúpida que seja, não pode justificar aquele ato cruel e desumano. As jovenzinhas só fizeram o que fizeram porque tinham as costas bem guardadas por pelo menos mais três rapazes, valentões e cagarões. Noutra situação bem podiam enfiar no rabo o 'não se bate em mulheres'. Se fossem minhas filhas, bem podia vir a segurança social e a proteção de menores, que dois ou mais estalos no focinho ninguém lhes tirava... Nos dias que correm confunde-se muito liberdade com libertinagem... o excesso de distrações não deixa tempo para a educação.
No segundo caso, nada menos que o despedimento por indecente e má figura me contentarão. Não vejo ali um simples adepto de futebol. Vejo um pai agredido e detido em frente aos filhos por um macaco de farda. O pânico do miúdo mais novo é excruciante. O murro dado ao avô dos miúdos mostra um homem de cabeça perdida, frustrado e sei lá mais o quê, que devia estar a fazer tudo menos zelar pela nossa segurança. A tentativa de inventar uma cuspidela é uma mentira em sua defesa que não pode passar disso mesmo, uma tentativa. E por isso mais severamente punido deve ser. A polícia não mente, apesar de todos sabermos que sim. Principalmente quando tem o rabo preso. Aliás, vejam bem o ridículo da situação, o adepto benfiquista levou os filhos para fora do estádio em busca de segurança e acabou por ser agredido por essa mesma segurança... Se a PSP, os tribunais e o MAI nada fizerem, e os inquéritos servirem apenas para tapar olhos, sem consequências nenhumas, temo que a fogueira em Portugal comece a alastrar. Se um país deixar de confiar nas suas instituições e nas pessoas que é suposto protegerem-nas, esse país fica em perigo. E o perigo tem vindo a adensar-se... à espreita de uma oportunidade. A justiça faz-se nas televisões, na política mandam as finanças e por isso já ninguém confia na política. Só faltava agora termos que guardar os guardas...
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
SMS
quarta-feira, 6 de maio de 2015
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A coligação não tem 15 dias de vida, e já levou uma machadada quase fatal. Passos que gosta de humilhar Portas, porque sabe que este tudo fará para se manter à tona, disse num livro (desta vez uma autobiografia encomendada a uma assessora) onde também gosta de ver a sua fotografia, que o seu vice primeiro Ministro se terá demitido irrevogavelmente por sms. Portas desmentiu mas consentiu. Disse também que Cavaco o fez perder 20 dias nas negociações previamente malogradas com Seguro, nesse verão quente de 2013. Cavaco consentiu e remeteu para as suas memórias. Mas a cereja no topo do bolo foram os elogios de Passos Coelho a Dias Loureiro, classificando-o como um empresário de sucesso, exigente e metódico. Ora, dizer isto de um dos principais responsáveis pelo maior escândalo financeiro em Portugal (BPN), só comparável ao do BES, e que teve que se demitir de conselheiro de Estado para não embaraçar Cavaco, e cujo apuramento de responsabilidades criminais arde em lume brando, é no mínimo esclarecedor sobre como o nosso primeiro Ministro vê o mundo empresarial e do Estado. Afinal este é o Pedro da Tecnoforma e das dívidas à Segurança Social.
Por seu lado, António Costa, resolveu entrar na loucura colectiva que nos tem guiado, e também ele enviou uma sms ao director adjunto do jornal Expresso, acusando-o de lhe ter feito um ataque de carácter e criticando as suas opções, opiniões e critérios jornalísticos.
Na semana seguinte à vergonha da nova lei da cobertura jornalística das campanhas políticas e das listas de pedófilos, e na semana em que meia dúzia de pilotos resolvem fazer uma greve de 10 dias e levar uma empresa à pré-falência, é caso para dizer que o 25 de Abril ainda não chegou por sms a muita gente...
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
O desespero dos 'garçons'
quinta-feira, 30 de abril de 2015
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O desespero latente no seio do governo face ao relatório macroeconómico apresentado pelo PS conseguiu pôr o PSD e o CDS a comportarem-se como oposição. No dia em que apresentava o plano de estabilidade e crescimento no parlamento, Portas e companhia, mas principalmente Portas, usou todo o tempo disponível para criticar o documento apresentado pelo PS. E nem uma palavra sobre o seu, que era o que se discutia. O documento para a década do PS suscitou o aplauso quase generalizado, a juntar aos elogios provenientes de alguns sectores do quadrante do PSD.
Com algumas dúvidas aqui e ali, é certo, mas com a certeza porém que não se trata ainda do programa de governo que será apresentado no início de Junho, a política impôs-se em Portugal, e para isso bastou apresentar um caminho alternativo com medidas alternativas e efectivas.
O desespero cresceu e as veias latejantes do PSD impuseram um comportamento nunca antes visto em qualquer governo. O PSD que suporta a maioria, logo se apressou a levantar dúvidas e sugestões e resolveu enviar ao PS uma carta com 29 perguntas, como faria se estivesse na oposição, na lúgrube tentativa de dizer ao país que sabe do que está a falar e que já tinha pensado sobre o tema. Mas não, os temas foram-lhe finalmente impostos e a alternativa impôs-se por si só. Não satisfeito, o PSD e o seu garçon de serviço, Marco António Costa, propuseram submeter o documento socialista à Unidade Técnica de Apoio Orçamental. Agora ameaça que se o PS o não fizer que os próprios o farão, inclusivé em sede de AR. Nunca antes visto. Poderemos estar a assistir ao início da auditoria prévia de programas de governo. A diferença, é que este documento ainda não é um programa de governo.
Se dúvidas houvesse acerca das propostas socialistas, o comportamento do PSD veio dar-lhe a legitimidade toda. Elementar meu caro Marco António...
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sábado, 25 de abril de 2015
25 de Abril sempre!
sábado, 25 de abril de 2015
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A apresentação da coligação PSD /CDS para as próximas legislativas feita no dia de hoje cheira a mofo e quase provocação.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Finalmente à esquerda
quarta-feira, 22 de abril de 2015
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O PS apresentou finalmente o seu plano macroeconómico para a década, saudado até por Passos Coelho, o cidadão imperfeito. E virou à esquerda. Uma política que é precisamente o contrário da que está a ser implementada, sem cortar com a Europa nem com as metas orçamentais. Já tinha apresentado 50 medidas, ou linhas de orientação, se assim quiserem, para o que será o seu programa de governo, mas não passaram no crivo mediático da política de casos dos processos judiciais contra políticos mais ou menos culpados, das listas VIP, dos vistos gold e dos processos fiscais de Passos Coelho, o cidadão imperfeito.
Não vou fazer a análise das medidas apresentadas, porque isso é campo de batalha dos economistas e especialistas, que com certeza as esmiuçarão. Destaco, contudo, o romper de vez com a austeridade e com a cartilha neoliberal deste governo e a aposta no crescimento económico aumentando a capacidade de consumo dos cidadãos, de forma a dinamizar a economia (e por esta via reforçando receitas fiscais e poupando nas despesas sociais como, por exemplo, o subsídio de desemprego), a taxação das heranças milionárias, a diminuição do IVA para a restauração, o aumento dos valores das indemnizações por despedimento, contratos a prazo só para "substituição temporária" de trabalhadores, diminuição da TSU para os trabalhadores e para as empresas que não recorram ao trabalho precário, aumento do investimento público e reforço do papel intervencionista do Estado na economia, reposição dos valores de várias prestações de combate à pobreza - RSI, CSI, abono de família, complemento salarial anual para os trabalhadores com mais baixos rendimentos.
Saúdo sobretudo que o PS de Costa diga finalmente ao que vem. E agora sim, pode começar o debate sobre o futuro do país. Uma coisa é certa, a linha de esquerda de Costa é incompatível com a ala liberal do governo e apresenta-se como uma verdadeira alternativa, possível e viável, não obstante o que muitos digam e irão dizer. Aliás, apenas 10 minutos após a apresentação do documento, José Matos Correia, vice Presidente de Passos Coelho e a quem coube reagir, logo se apressou a trazer o bicho papão do regresso ao passado socrático, ameaçando com o risco de bancarrota e tentando lá colar a foto de Costa. 10 minutos apenas para ler mais de 100 páginas chegaram ao PSD para tentar desacreditar as boas notícias apresentadas pelos economistas a quem o PS pediu o relatório.
Passos Coelho disse ainda, já no dia de hoje, que não consegue fazer as contas no relatório apresentado pelo PS. Eu faço as contas por ele... Vem no Relatório da Crise da Cáritas Europa 2015. Vou transcrever alguns parágrafos e as contas ficam limpinhas, limpinhas.
"Portugal foi o país da União Europeia em que mais aumentou o risco de pobreza e de exclusão social em 2014, logo seguido da Grécia."
"Portugal, com um aumento de 2,1 pontos percentuais, foi o país que teve a maior subida da taxa de risco de pobreza e exclusão social em 2014 (quase 3 milhões de pessoas, onde se incluem 600 mil crianças), seguido da Grécia (1,1 por cento)."
"Portugal, apesar de toda a austeridade e de todos os sacrifícios pedidos, tem a segunda maior dívida pública em comparação com o Produto Interno Bruto (128 por cento) logo a seguir à Grécia (174,9 por cento)."
"A percentagem de pessoas que não recebe apoio ao rendimento é especialmente elevada na Grécia, Chipre, Itália e Portugal, onde mais de 40 por cento das pessoas vivem em famílias sem (ou quase sem) trabalho e pobres recebem apenas até dez por cento do seu rendimento em transferências sociais."
"A prolongada crise económica levou à intensificação das dificuldades financeiras das famílias, no primeiro trimestre de 2014, com as de mais baixos rendimentos a sentirem as maiores dificuldades para fazer face às despesas correntes."
"Os sistemas de proteção social estão sob pressão e há falhas que estão a deixar muitas pessoas em situação miserável, enquanto os cortes nos serviços públicos afetam de forma desproporcionada quem tem rendimentos mais baixos."
"A política de dar prioridade à austeridade não está a funcionar."
Entendido? Ou querem um desenho?
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terça-feira, 21 de abril de 2015
Menos de um ano para o inquilino de Belém
terça-feira, 21 de abril de 2015
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
Questões impertinentes
quarta-feira, 8 de abril de 2015
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Sampaio da Nóvoa é socialista, independente ou independente socialista? Há quem diga que é do Syriza e que quer a candidatura a PR dependente do apoio do PS.
E a direita quantos candidatos vai apresentar? 5 ou 6? Rio, Portas, Marcelo, Durão, Santana?
Por falar em Syriza... a Grécia junta-se à Crimeia e abandona o Euro, ou junta-se à Ucrânia e vende Creta à Rússia?
Costa saiu finalmente da CML... ainda vai a tempo de dizer qualquer coisa de concreto ao país?... ou simplesmente promete devolver salários, subsídios e pensões sem explicar como...
A lista VIP vai englobar alguém mesmo vip? E Núncio quando é que se demite? E porquê é que ainda não se demitiu, sabendo nós de antemão que ministros neste governo não se demitem, a não ser que seja uma decisão irrevogável...
A comissão parlamentar ao caso BES vai ser mais uma comissão para lamentar?
O ataque à Universidade no Quénia vai ter o mesmo tempo de antena que a queda do avião da Lufthansa?
A comissão parlamentar ao caso BES vai ser mais uma comissão para lamentar?
O ataque à Universidade no Quénia vai ter o mesmo tempo de antena que a queda do avião da Lufthansa?
Manoel de Oliveira vai para o Panteão ou fica pelo Porto? Cavaco lá esteve no funeral do mestre, até fez uma comunicação ao país. Sempre pensei que fosse anunciar a deportação de Saramago para Espanha... Rui Rio deportava-o logo, mas também afinal o que é que a cultura interessa ou lhes interessa...
E os quadros do Miró? Já mais alguém os viu... Há mais de um ano que já estavam a render num museu perto de si... ou talvez não.
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: O PSD perdeu a maioria na Madeira... E agora voltou a tê-la... e agora já não tem... afinal tem...
Coisa normal na ilha mais democrática do planeta... percebo perfeitamente que queiram colar o PS aos resultados da ilha, mas não se podem comparar os resultados eleitorais de Portugal continental com os de Cuba ou aos da Crimeia... ou aos da Rússia... não sei se me faço entender...
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: O PSD perdeu a maioria na Madeira... E agora voltou a tê-la... e agora já não tem... afinal tem...
Coisa normal na ilha mais democrática do planeta... percebo perfeitamente que queiram colar o PS aos resultados da ilha, mas não se podem comparar os resultados eleitorais de Portugal continental com os de Cuba ou aos da Crimeia... ou aos da Rússia... não sei se me faço entender...
sábado, 28 de março de 2015
De olhos em bico
sábado, 28 de março de 2015
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Cavaco disse que o PIB português vai crescer 2% este ano. Se acertar na previsão como quando vendeu as ações da SLN é até capaz de pecar por defeito.
Passos Coelho disse no Japão que Portugal será a breve prazo um dos países mais competitivos do mundo. António Costa também tentou vender um país diferente aos chineses e depois foi o que se viu. O saké japonês parece no entanto bem mais inspirador...
A ministra das Finanças disse que Portugal tem 'os cofres cheios'... Os desempregados, os novos pobres e emigrados estarão certamente felizes pela revelação... Salazar também...
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O processo
Se fosse editor do livro de Sócrates mandava já imprimir mais três edições... pode tornar-se num best-seller... a cusquice e o boato vendem sempre muito em Portugal... e depois contratava um professor catedrático para escrever um livro sobre o assassinato de carácter num estilo Kafkiano...
quinta-feira, 19 de março de 2015
Eu, o pescador e o Pedro
quinta-feira, 19 de março de 2015
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" - Que morra aqui ceguinho se isto não for verdade!"
Esta era uma das frases predilectas do meu avô materno quando queria mesmo que acreditássemos em algo que nos estava a contar. Se bem que a meu ver, alguém morto já não vê grande coisa, mas não deixa de ser um pleonasmo dramático o suficiente para que acreditem nos que vos vou contar a seguir:
Terá sido por meados do mês passado que eu, guiado pelas previsões de um site checo, o "Windguru", rumei à Lagoa de Albufeira à procura dos prometidos 15 nós de vento noroeste que me iriam encher a barriga numa bela sessão de Kitesurf.
Mas porque raio vou eu confiar num site de gajos que não têm mar?
Deve ser pela mesma razão que se explica o fascínio de um trasmontano por actividades marítimas. Excesso de sal na comida :)
Pois bem, lá chegado o vento nem vê-lo. Estava um dia cinzento que convidava era a um retiro no tasco da zona. Foi o que fiz e lá encontrei o pescador, amigo de um outro pescador que eu conheço e sendo eu também um projecto de pescador, iniciamos uma amena cavaqueira em que tentei retirar o conhecimento que me permita algum dia sacar um robalo ao mar. E não vos engano quando digo que aquele pescador já "matou"* muitos robalos.
Depois de discorrer pelos anzóis de carbono e pela não necessidade de entrar na água para tirar o peixe, o pescador, homem de olhos claros e pele vermelha queimada pelo sol, o que me faz acreditar que perto do cabo Espichel existam mesmo descendentes de um tal "Sir Gabol", corsário inglês cuja vasta descendência é conhecida naquelas bandas com o nome de família "Gaboleiro", falou de canas.
Disse-me que uma simples cana de €40 e um carreto velho mas robusto, bastavam para "matar" um robalo e que mesmo que quisesse não podia aspirar a mais.
Uma multa por pescar sem licença e dívidas à Segurança Social resultaram na penhora do carro e no pedido de pagamento de uma dívida de €600 em prestações, que sabe que não vai conseguir cumprir.
- Só se fosse para pagar €20 por mês em 20 anos. Assim o disse, e assim percebi que aquele rosto não estava marcado só pelo sol.
Ao cair da tarde levantou a Nortada e eu fiz kite.
E o Pedro? Bem esse não sei, mas acho que nas escrituras dizia que também era pescador...
* gíria sesimbrense
terça-feira, 10 de março de 2015
Cavaquices
terça-feira, 10 de março de 2015
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Carreguem no link em baixo e riam ou chorem conforme o estado de alma... fundamental a partir do minuto 4.30...
quinta-feira, 5 de março de 2015
Num país decente já se tinha demitido!
quinta-feira, 5 de março de 2015
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quarta-feira, 4 de março de 2015
Ai, se eu soubesse que ia ser primeiro Ministro!...
quarta-feira, 4 de março de 2015
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A partir de agora quem não pagar impostos não foge ao fisco, trata-se de alguém com poucos conhecimentos de fiscalidade.
A partir de agora a minha declaração de IRS será opcional, e, no caso de alguém perguntar alguma coisa, pago uns trocos ainda que a dívida já tenha prescrevido. Atiro-me ao Sócrates que fica sempre bem, e mesmo tendo aprovado a lei que me obriga a pagar, alego desconhecimento. Do alto da minha humildade reconheço que não sou um cidadão perfeito e que tenho graves falhas de memória, como por exemplo não me lembrar que recebia 1000 contos por mês de uma empresa de que não me lembra agora o nome... Passo férias no Algarve e recuso mostrar as facturas do aluguer porque não me lembro onde as pus... e se continuarem a insistir, faço queixa à UE dos bandidos do governo grego que me vieram estragar o esquema e mando investigar e processar todos os trabalhadores da segurança social e das finanças.
José Rodrigues dos Santos que aproveitou para explicar a situação financeira da Grécia com a corrupção e com os mil estratagemas para fugir ao cumprimento das obrigações fiscais e contributivas tem agora uma boa oportunidade para falar da situação da Segurança Social e dos políticos que se esquecem de declarar os seus rendimentos.
Rapidamente apareceu uma suposta notícia de que António Costa não teria pago a então denominada Sisa quando exercia as funções de ministro da Justiça. Tal notícia do Tal e Qual (precursor do Correio da Manhã) foi desmentida na altura e outra vez agora, e confirmada pelas autoridades tributárias como uma notícia falsa. Costa terá outros problemas, como sejam, continuar à frenta da CML e a gaffe que cometeu por causa disso, assim como a escandalosa intenção de perdoar uns milhões ao benfica... logo ele que diziam ser o das taxas e taxinhas... No entanto esta semana divulgou o primeiro capítulo do seu programa de governo, que contém 55 propostas, tendo como principais prerrogativas a descentralização e a reforma do Estado. Destaco o retomar do programa Simplex, rever o mapa judiciário, entregar mais competências às autarquias, criação de um balcão/loja do cidadão em todos os concelhos, valorizar o interior, apostar nas energias renováveis, rever a lei das rendas, o programa nacional de requalificação urbana, repor o IVA da restauração nos 13%, etc. Boas notícias...
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segunda-feira, 2 de março de 2015
Presumível culpado, custe o que custar
segunda-feira, 2 de março de 2015
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No boletim da Ordem dos Advogados deste mês vem um interessante artigo para que se perceba melhor como funciona a investigação e o segredo de justiça nalguns casos em Portugal. Os justiceiros que por aí pululam estão a minar a justiça e a sua credibilidade, pondo em causa a liberdade, a Constituição e o próprio Estado de Direito. Não vou fazer aqui a apologia da inocência de Sócrates, que é obviamente o caso aqui retratado, porque não conheço o processo, mas sei que presumivelmente é inocente até que após o seu julgamento seja (ou não) considerado culpado. O que aqui quero alertar é para os atropelos que se fazem à dignidade, ao respeito e às garantias dos cidadãos. Porque se neste caso foi assim, imaginem quando vos tocar a vós... porque sei por experiência própria que a acusação e a defesa jogam sempre com armas desiguais. Muitas vezes para a montanha parir um rato, e sim, sem qualquer receio, com a conivência de polícias, procuradores e magistrados. A figura do arguido é a figura de um presumível culpado até que se inverta o ónus da prova. Se o caso for mediático, pior se torna para a defesa, como se demonstra nas figuras abaixo... Se o que aí está retratado se aproximar da verdade dos factos, então, o Estado de Direito está mesmo em causa, porque a investigação tem meios e forças brutas que escapam ao poder de intervenção de qualquer defensor...
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Alguma coisa parece estar a mudar...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
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Após o advento do Syriza, do escândalo Swissleaks e do Luxleaks, será que estes 'neo-liberaizinhos' mantêm a sua opinião?
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