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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Importa-se de repetir?

terça-feira, 17 de setembro de 2013 0
Agora que se sabe qual ou quais as medidas que o governo liderado por Passos Coelho se prepara para pôr em prática para dar a volta ao chumbo do TC, é caso para perguntar: 'Ainda haverá alguém que acredite nele?'. E o que aí vem é mais um roubo aos reformados, imoral, sádico e desumano, mais uma palmada de 10% a todos que recebam mais de €600 p/mês. E chegaram a equacionar um ataque às pensões de reforma de €300. A linha vermelha que separa a existência da sobrevivência. A tal linha vermelha que Portas dizia inultrapassável. É normal para o Vice primeiro Ministro que o que hoje é verdade amanhã seja mentira, utilizando uma expressão do futebolês.
O que o governo está a fazer não é a convergência entre sistemas. E muito menos garantir a sustentabilidade da CGA. O governo está apenas a ir ao bolso de quem tem menos capacidade para se defender. Esta redução de 10% é, por isso, um ato de cobardia. Um imposto extraordinário como lhe chamou Cavaco... As presas fáceis do costume são utilizadas como isco para o peixe graúdo. Abandonando saúde, educação e segurança social. Abandonando tudo e todos à sua sorte. Um ataque brutal estritamente ideológico a tudo que seja ou represente Estado. A tudo que represente sector público.
E também não se trata de uma requalificação de funcionários públicos. Uma artimanha que encapota um despedimento colectivo sem qualquer critério. De forma aleatória, ao doce sabor do director geral de esquina, e da chantagem.
Vou escusar-me de elencar todas as trapalhadas dos últimos dois anos, já todos sabemos os seus contornos. Apelo por isso a um esforço de memória e com certeza identificaremos de imediato uma dúzia: desde Relvas (que tem direito logo à partida a uma boa meia dúzia), passando pela TSU e pela rábula do último mês de Julho de demissões, umas mais irrevogáveis que outras, até às inconstitucionalidades teimosas.
Um governo à deriva, que falhou em toda a linha, navega à vista, dia a dia, sem planificação nem estratégia, que não seja a de cortar a eito e vender às cegas o Estado, o SNS e tudo que não derive da linha neoliberal.
Deixo um resumo do que foi dizendo Passos Coelho antes de ser eleito, naquele que representa o maior atentado ao sistema político e democrático. Relembro ainda que o famoso PEC IV foi chumbado com o argumento de que os portugueses não aguentavam mais austeridade. Importa-se de repetir?




segunda-feira, 13 de maio de 2013

Às Portas do inferno

segunda-feira, 13 de maio de 2013 0
Paulo Portas tem qualidades indesmentíveis. É um sobrevivente, domina como poucos o discurso, ou se quiserem a narrativa política e é inteligente. No entanto, padece de um mal que lhe é intrínseco e tem um defeito enorme. Num caso é a deslealdade e o oportunismo eleitoralista, no outro é o populismo.
Numa coligação de governo, em que os dois líderes dos partidos que a compõem se digladiam no espaço mediático, Portas sai sempre em defesa dos visados pelas medidas mais impopulares do governo. Os de sempre, pensionistas e funcionários públicos. O discurso em que aparece o polícia bom e quase sempre se confunde com o líder da oposição é uma diversão populista e uma manobra eleitoralista. Como se percebeu quando dias depois meteu o rabo entre as pernas e a "fronteira que não podia ultrapassar" ficou mais ténue e mais receptiva ao contrabando. Gaspar apresenta a medida em Bruxelas, o CDS diz que não é para aplicar.???
Um governo a duas vozes, num jogo duplo malicioso, em que se joga com as vidas de milhões, é pernicioso e maquiavélico, com o alto patrocínio do Presidente da República, que convocou o Conselho de Estado a pedido de Marques Mendes, supostamente para discutir o pós troika (em linguagem cibernética : LOL).
Portas por mero jogo político e de manutenção do poder engoliu um sapo do tamanho da TSU, Portas assim assumiu que só tem um poder e que é romper a coligação, de resto não é ele que governa. Nem sequer tem voz que possa sobrepor-se ao n.º 2 do governo, como disse Passos Coelho, e que é Gaspar. A reforma do Estado, incumbida a Portas não passa daquilo que já se sabia. A nova vaga de assaltos já está em marcha. Mas sempre com a inconstitucionalidade a pairar no ar.  No caso a possível retroactividade dos cortes nas pensões. Afinal é o que este governo sabe fazer. Pôr em causa os direitos e as garantias, garantidas (passo a redundância) pela Constituição e cortar nas gorduras do Estado, que agora sabemos que são os pensionistas e os funcionários públicos. O despedimento de 50.000 funcionários públicos chantageados, outro predicado deste governo. Ou aceitam a indemnização ou vão para  a mobilidade especial, uma espécie de purgatório antes da estocada final e pontapé para o fundo do poço, dizem que agora, se calhar, com direito a subsídio de desemprego. É esta a reforma do Estado, que cuja redução da administração pública pode pôr em xeque o seu funcionamento, como avisa o relatório da OCDE.
Entre as derivas populistas de Portas e a insensibilidade social de Passos e Gaspar o país empobrece, o Estado social e não só desaparece, o país desempregado emigra e recua 50 anos. As elites da finança, da banca, da troika, da UE agradecem e estão-se a marimbar, desde que o país pequenino e pobrezinho se reduza à sua insignificância e continue a pagar...

 
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