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terça-feira, 12 de julho de 2011

Onde estavam todos há um ano?

terça-feira, 12 de julho de 2011 0
Finalmente fez-se luz em Portugal. Finalmente é unânime aqui e na Europa que há uma crise internacional maioritariamente responsável pela crise da banca descapitalizada e do aumento das dívidas públicas dos países. Finalmente chegou-se à conclusão que as agências de rating não têm outro critério senão a especulação. Ainda falta, mas está aí a chegar a conclusão de que fosse quem fosse Primeiro Ministro em Portugal, fossem quais fossem as medidas de austeridade, os juros aumentariam, as notações desceriam. Chegará o tempo em que a culpa não será só de Sócrates.
Enoja-me assistir agora ao coro de vozes contra a Moody's, contra os especuladores. Os economistas a cartel, magnânimos na sua imensa sabedoria, que vão a reboque dos acontecimentos, sem qualquer visão macro-económica. Não sou economista, mas escrevi aqui vezes sem conta, aquilo que hoje é um vislumbre de descoberta. Uma verdade escondida.
Agora a Europa tem que fazer alguma coisa, agora Cavaco fala e todos os dias e até já tem opinião sobre as agências de rating, agora Merkel está calada, agora a crise é internacional, agora existem especuladores sem qualquer critério, agora os mercados têm que ser regulados. Agora abrem-se inquéritos e instauram-se processos às agências de rating. Agora Bruxelas já prevê coisas e até já quer regular as agências de rating. Agora os mercados são voláteis e não são auto reguláveis. Agora o modelo tem que ser pensado. A sério?!?!
Tanta falta de visão, tanta falta de coerência. Onde estavam todos há um ano?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vejam! diz Keynes

terça-feira, 29 de junho de 2010 3

Numa época em que a globalização em que vivemos nos empurra para uma catadupa de competição catalisante, cada vez mais se sente a necessidade de uma especialização e/ou de uma formação, por forma a fazer face à cada vez maior ansiedade de competição ao nível de objectivos pessoais e de profissões.
Assim sendo, à falta de emprego especializado e com maior nível de habilitações, a que toda esta competição não é alheia, o desemprego de sectores fundamentais, em que a concorrência desenfreada e o lucro são o fim que se quer atingir não olhando a meios, é normal acontecer um empobrecimento maior das classes mais baixas e ser aí que se encontra o grosso do desemprego. Se juntarmos a isto a proliferação de gestores, professores, funcionários públicos ou apenas licenciados, temos a estratificação societária ao contrário, ou seja, classe operária sem emprego, para empregadores e gestores a mais, e o Estado com a corda na garganta, tendo a apertá-la os funcionários públicos e os beneficiários de subsídio de desemprego.
E vejam o que aí vem, com um governo desnorteado, por culpa própria, e descredibilizado por uma opinião pública não esclarecida, mas atordoada pelos media, que conseguem impunemente, perseguir governos e publicar escutas, passando por cima das mais elementares regras de ética e de respeito pelos cidadãos, tudo se alinha para um novo governo de aliança PSD/CDS-PP.
E já sabemos o que vai dar, Paulo Portas no poder, a querer mudar a lei do casamento homossexual, e Pedro Passos Coelho a flexibilizar o emprego e os despedimentos, dando toda a discricionariedade aos patrões, que, não sei se já repararam, acabam de fundir as suas principais associações patronais.
Não vejo onde vai estar a melhoria, aliás, querem mexer na Constituição, para já com uma atoarda justificativa, tirar a palavra “República” do diploma fundamental:

Art. 1º
“Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.”


Agora digam-me, vão tirar República e substituir por Estado?, ou tira-se a parte final da sociedade justa e solidária e substitui-se por uma sociedade neoliberal e patronal?
Ainda não se cansaram do modelo neoliberal, numa altura em que o mercado livre foi responsável pela crise de valores e pela crise económico-financeira, numa altura em que o pensamento de Keynes se devia sobrepor, mais intervenção do Estado e menos especuladores?O mercado não é auto-regulador, mas determinado pelo espírito egoísta dos empresários, especuladores e patrões. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema capitalista em empregar todos os que querem trabalhar que a intervenção do Estado na economia, sem ser sufocante, é fundamental.
Vejam só o que vem aí!
 
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