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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Q.

quarta-feira, 23 de maio de 2012 0
O Q. é meu amigo. É família. E vizinho. Trabalha na construção civil. Habituei-me a ouvi-lo nos fins de tarde quentes de verão. Havia sempre que fazer. As batatas, as videiras, a lenha. A mulher desempregada e os dois filhos menores 'carregavam-lhe' os ombros. Desafiava-me várias vezes para uma mini fresquinha, no alpendre, olhando o horizonte e o pôr do sol, bebendo-o como se no dia seguinte não houvesse de nascer outra vez teimosamente. Dissertava aziago sobre a vida, sempre com um sorriso nos lábios. Costumava dizer-me que preferia o inverno. O sol põe-se mais cedo. E enquanto há dia, há que fazer. Os sábados eram de jeira. Enfrentava a vida com trabalho. Mas não era piegas. Nem achava que o desemprego podia ser uma oportunidade.
Fui levá-lo ontem ao aeroporto. Emigrou...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Emigrar para a Rússia

domingo, 18 de dezembro de 2011 0
A Rússia continua a ser gerida por caciques e senhores feudais, numa promiscuidade entre política e interesses económicos; uma rede de governadores regionais, comités em escolas e fábricas para controlar os trabalhadores, ao melhor estilo do pior que havia no auge do comunismo. Se aliarmos a isto, milhares de relatos de fraude eleitoral nas últimas eleições, sempre em benefício do partido do poder de Putin, o Rússia Unida, e uma  corrupção a toda a escala das empresas estatais dominadas por 'boys' nomeados, marionetas de Putin, podemos afirmar que a Rússia continua com vícios antigos, e que de democracia apenas tem o nome. Se outra coisa não o denunciasse, a dança de cadeiras entre o primeiro-ministro Medvedev e o presidente Putin, que em última análise permitirá a este manter-se no poder por mais 12 anos, não deixa margem para dúvidas da falta de transparência e corrosão do sistema. O populismo de Putin, sempre perigoso, ao nível de outros que por aí grassam e prosperam, chega ao cúmulo de pôr em causa o tratado de redução de armas estratégicas assinado com os EUA, numa lógica nacionalista de angariação de votos.
No nosso país, que ainda é uma democracia (last time i checked), Passos Coelho aconselhou os docentes desempregados a emigrar, porque este país não é para velhos, nem para novos, nem para reformados, e muito menos para desempregados... Se Sócrates pintava o país de rosa, o actual primeiro-ministro apunhala-o pelas costas sempre que pode... Já agora aproveita-se o embalo e deportam-se os restantes desempregados, trabalhadores precários, beneficiários do SNS e do RSI, as putas e os reclusos, os imigrantes e todos os que não dão jeitinho nenhum... para a Rússia talvez Sr. primeiro-ministro?


 
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