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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Photoshop mal intencionado

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 0
"Enorme aumento de impostos", a frase de Vítor Gaspar soou como uma bomba. Não porque não se soubesse que o que ele estava a anunciar é de facto o maior choque fiscal que alguma vez se apresentou ao país, mas porque a ligeireza com que o disse faz com que já não haja dúvidas quanto à falta de ética social, falta de respeito por quem trabalha, falta de visão estratégica, numa economia depauperada e que agora levará a machadada definitiva. Vindo de quem chumbou o PEC IV, já aprovado em Berlim e Bruxelas, porque, se bem se lembram, a austeridade tinha atingido o limite do suportável.  Agora, quebra de poupança, quebra de consumo, menos produtividade, mais défice, mais recessão, mais evasão fiscal, menor execução orçamental por via de menor cobrança de impostos, maior desemprego, querem um desenho???
A  ideologia pura e cega, comanda a política deste governo, que em apenas 18 meses já entrou para a história de Portugal como o pior de sempre, o mais imbecil, atafulhado de ministros zombies, cigarras de pêlo na venta, que se aquecem no inverno à custa das formigas. Eles e os outros. Gestores, administradores, assessores, corredores, ascensores e ditadores.
Quanto ao anúncio de Vítor Gaspar é assim como que uma lavagem cerebral, revista em photoshop, do estilo da promoção lisboeta em que se tiraram aqui e acolá uns prédiozitos que estavam a tapar as vistas. Aqui foi ao contrário, acrescentam-se alguns para tapar o sol com a peneira. Umas medidazitas anunciadas para taxar o capital, a fugir, sem nunca dizer nada de concreto. O aumento da tributação sobre os rendimentos do capital ficou sem qualquer alteração. A taxa liberatória mantém-se como até aqui. O que foi anunciado foi a intenção de mexer nisso, mas mais nada. Assim como a intenção de aplicar uma taxa sobre transacções financeiras. Anuncia-se a intenção. De boas intenções...
Quanto ao IRS e ao IMI, bem, aí não houve dúvidas. Sobretaxa de 4% mais corte nos escalões, o que equivale a dizer que os subsídios que se devolvem com uma mão à função pública, reformados e pensionistas é tirada com a outra. O mesmo que dar um chupa a uma criança e tirá-lo assim que ela o mete à boca. Dá choradeira de certeza. sem mais contemplações.
No IMI elimina-se a cláusula de salvaguarda e entram em vigor as actualizações dos prédios com recurso ao google... mais valia usarem photoshop e acrescentar prédios onde houver floresta.
Já não há imaginação que não dê só para o aumento de impostos e de receita. A qualquer preço, nem que seja privatizar empresas do sector estratégico do Estado por uns míseros trocos, ou a um qualquer colombiano, chinês ou marciano.
O grande corte na despesa foi para os subsídios aos deficientes! e a extinção de 3 fundações! Vítor Gaspar parece o Mr. Bean a fazer de ministro. E depois disso não é preciso dizer mais nada... nem esperar mais nada, a não ser o colapso definitivo da economia e do país.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Liquidação Total

sexta-feira, 1 de julho de 2011 0
O país está à venda, e quem nele vive também. É proibido por lei vender seres humanos, mas pode desbaratar-se-lhes a alma, os bolsos e a esperança.
Afinal a desilusão não demorou uma semana a abater-se sobre o novo Governo, que deverá ter o menor período de 'estado de graça' de sempre.
Não se bastando com a polémica em volta de Fernando Nobre, o único deputado que depois de indicado para presidir à AR não conseguiu ser eleito, a medida ontem anunciada não estava nos planos da troika, não estava no programa de governo e não estava nos planos de Passos Coelho... ou estava? É que na pré-campanha o próprio anunciou que era um disparate falar-se de cortes no 13º mês... Porquê? Porque é que insistem em descredibilizar a missão nobre que lhes é confiada pelo povo? Onde estão os guardiões da verdade e da moral acima de qualquer suspeita? Aqueles que insultavam Sócrates e quem o defendesse? Falem agora ó soberanos da democracia!!! Juntem lá os painéis de economistas, comentaristas, politólogos e jornalistas.
Até porque a medida não se vai aplicar aos detentores do grande capital, não haverá nenhuma medida especial que se aplique aos grandes depósitos e dividendos... para variar. Esses continuam a encaixar o produto da austeridade imposta e a receber os juros que compensam eventuais perdas que tenham tido com a crise... a troco de um piquenique e um concerto do Tony.
O aumento do IVA não estava nos planos da troika, não estava no programa de governo e não estava nos planos de Passos Coelho... ou estava?
Mas então não era do lado da despesa que estava todo o mal que vinha ao mundo?
E agora também já puseram à venda todo o património que pertencia aos extintos Governos Civis, mas será que conhecem os edifícios que lhes serviram de sede? Nomeadamente o de Aveiro, que é um património histórico e de interesse nacional. Ou o interesse nacional também está à venda?
Uma pequena curiosidade: Passos Coelho disse esta semana que os Governos Civis tinham sido importantes e cumprido o seu papel sobretudo na época da ditadura... ora, atendendo a que estes foram criados em 1835, não se percebe o que terá querido dizer... é mais uma fuga para a frente.
A privatização da RTP ficará para momento oportuno. Pinto Balsemão já disse que não há espaço para mais um canal privado... dois mais dois igual a quatro... já se percebeu que aí não vão ter coragem de mexer. Atenta contra outros interesses privados e o que interessa é que esses tenham acesso ao Estado e não este que lhes faça concorrência...
O PSD e o CDS/PP mentiram ao país e esconderam tudo isto... é mais do mesmo, e mais do mesmo vai levar o país do hospital para o cemitério.
Vamos deixar que nos enterrem?

 
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