Mostrar mensagens com a etiqueta agências de rating. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agências de rating. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Boas notícias

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 0
Ele é só boas notícias...
Ricardo Salgado, presidente do BES, e que está a ser investigado pela justiça, tanto ele como o seu banco, é um homem íntegro no dizer do Banco de Portugal. Para o Banco Central, Salgado esquecer-se de declarar ao fisco uns míseros €80 milhões de euros, representará o mesmo que eu sair de casa de manhã descalço.
Ulrich continua a sua batalha naval. Um banco que tenha um presidente assim, tão bocarras, só pode mesmo ir ao fundo.
O secretário de estado Franquelim, vai omitir do seu curriculum a sua nomeação pelo governo, tão vergonhosa como a sua passagem pela SLN e BPN. Não deixa de ser inovador...
Os EUA e o governo de Obama processaram a S&P, agência de rating, por fraude nas avaliações. Haja alguma decência e sobretudo justiça.
Por fim, a cereja no topo do bolo, o governo anunciou para 2014 a construção da linha do TGV, que ligará Lisboa a Madrid. Só pode ser brincadeira do mau gosto de Gaspar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Europa adiada do euro 2012

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 0
A Europa outra vez adiada... Desta vez sem a participação do Reino Unido, que também não tem euro nem Shengen, portanto nada de estranhar. O Reino Unido se fica de fora em quase tudo, é uma ilha que não nos interessa. A sua mira está do outro lado do Atlântico, e só se vira para o continente, quando lhe dá jeito, como nas invasões napoleónicas ou na II Grande Guerra. Os alvos eram sempre os ódios de estimação a franceses e alemães, numa Europa com demasiados séculos de história para se poder, de uma penada, unir o que o tempo sempre separou. De facto, é até de estranhar a pretensa parceria franco-alemã.
O acordo alcançado na passada sexta-feira não passa de um adiamento que pode também ficar adiado. As revisões constitucionais limitativas do défice e da dívida pública de cada país, fiscalizadas pelo Tribunal Europeu de Justiça, e com castigos imediatos para futuros prevaricadores, não serão partos fáceis de gerir nos parlamentos nacionais. Porque traduzem a maior perda de soberania até hoje realizada, sem a garantia de qual o passo a dar a seguir. E porque não é um processo que se possa realizar em dois meses. O PS de Seguro não está totalmente convencido, até porque, quem garante que Alemanha e França, que foram os primeiros a violar o pacto de estabilidade, serão castigados como os outros, se ultrapassarem as metas do défice? E as suas contas, serão escrutinadas e previamente aprovadas, como as dos seus parceiros?
Com tudo isto, as agências de notação Moody's e Standard & Poor´s, já ameaçaram baixar o nível de 15 países da UE, bem como o seu fundo de estabilização, e continuam assim a fazer política impunemente, sem que ninguém os tenha eleito.
Esta continua a ser uma Europa sem estratégia e adiada. A única saída neste momento é uma integração fiscal a sério. É tempo de se perguntar se queremos mesmo uma União, com as necessárias perdas de soberania, em passo alargado para o federalismo, ou se queremos continuar a entreter-nos como bons amigos que se juntam de vez em quando para beber uns copos... Ou o federalismo e o euro era só a brincar? Definam-se de uma vez por todas...
2012 será o ano do euro, da moeda, da União, e também de futebol, mas deviam reformular os grupos já sorteados, assim como que uma adjudicação directa, pondo no mesmo grupo Alemanha, França e Inglaterra, noutro grupo podia ficar Portugal, Irlanda e Grécia, noutro juntava-se a Itália com a Espanha e no último o Pai Natal, o coelhinho, o comboio e o circo, para a palhaçada ficar completa.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Crónica de uma crise anunciada ou como o capitalismo tem o colarinho sujo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011 0
Bem podia ser a imagem da crise do capitalismo. Traduzindo o que se vê na imagem: 'Colarinho Branco - Para resolver os crimes mais difíceis, contrate o criminoso mais esperto'.
Na década de 1980, Reagan e Thatcher, a soldo dos interesses e dos favores, inventaram a desregulamentação dos bancos. O dogma capitalista tinha que ser desregulamentado em prol da ideia que os mercados são omniscientes e auto-reguladores. Que a sua 'mão invisível' é infalível. Como uma mola, as oportunidades para a fraude abrigavam-se na desregulamentação potenciadora de crimes. Primeiro os empréstimos 'predatórios' para as classes mais desfavorecidas da sociedade americana. Depois as fraudes com os produtos mutualistas dos bancos de investimento, os chamados 'activos tóxicos', sobrevalorizados pelas agências de rating, que já todos conhecemos, juízes em causa própria, assumindo sem pudor um conflito de interesses latente. O resto já se sabe. Milhares de casas, grande parte hipotecadas duas vezes!, foram devolvidas aos bancos por impossibilidade de pagamento dos respectivos empréstimos. A crise do 'subprime' devolveu aos bancos casas sobrevalorizadas, sem a liquidez que a falta de pagamento dos créditos acarretou. As seguradoras, que asseguravam o risco dos títulos 'falsos', com notações de AAA, abriram falência. A 'bolha' rebentou. Os bancos com ela. Quem lucrou? Os mesmos de sempre, os que pagam às agências de notação a sua actividade fraudulenta, ainda que legal neste sistema. Os mesmos que são assessores da Casa Branca. Os mesmos que usam o Estado para engordar os seus activos. Os mesmos que geriam esses bancos.
Este capitalismo, que se quer auto-regulado e liberal, e desregulamentado ao mesmo tempo, que  não depende dele próprio, do seu auto-funcionamento, mas antes dos estados e dos contribuintes que pagam com austeridade os juros dessas fraudes vai rebentar por dentro. Quando finalmente as pessoas se derem conta de quem puseram no poder, de quem lidera tributando o trabalho e não o capital, de quem aumenta impostos sem cortar despesa, de quem governa juntamente com o colarinho branco, - e não falo só de Portugal - , talvez a crise comece a acabar. Sabiam que alguns bancos norte americanos lavam dinheiro sujo dos cartéis da droga mexicanos como meio de obterem mais liquidez?; Sabiam que os maiores poluidores do planeta 'compram' organizações ecologistas para lavar a imagem?
Não quero com isto esconder o trabalho de casa mal feito. O aumento brutal de salários e de empréstimos, a despesa excessiva do Estado, o mau gerir da coisa pública, o atraso tecnológico que concorrendo com as economias emergentes arrasou as exportações. Tudo isso exponenciou a crise e pôs à sua mercê a solvabilidade dos próprios estados. Mas a crise não começou neles, tal como a que se avizinha.
Em alternativa, enterra-se a cabeça na areia, tapa-se o sol com a peneira, pagamos sem bufar o que nos pedem e o que nos 'roubam', e perante um desvio colossal nas contas públicas do Jardim, diz-se como ele, que a culpa é do Sócrates.
Enquanto Merkel e Sarkozy dão pontapés para a frente, como se fossem eles as instituições que não funcionam no seio da UE. As medidas ontem anunciadas são o fazer de conta que estão preocupados, preocupados que estão com as eleições internas dos seus países. O governo económico da UE a ser feito, será partilhado pelos dois (claro). A haver justiça levarão um chuto no traseiro. Lá e pelo caminho.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Onde estavam todos há um ano?

terça-feira, 12 de julho de 2011 0
Finalmente fez-se luz em Portugal. Finalmente é unânime aqui e na Europa que há uma crise internacional maioritariamente responsável pela crise da banca descapitalizada e do aumento das dívidas públicas dos países. Finalmente chegou-se à conclusão que as agências de rating não têm outro critério senão a especulação. Ainda falta, mas está aí a chegar a conclusão de que fosse quem fosse Primeiro Ministro em Portugal, fossem quais fossem as medidas de austeridade, os juros aumentariam, as notações desceriam. Chegará o tempo em que a culpa não será só de Sócrates.
Enoja-me assistir agora ao coro de vozes contra a Moody's, contra os especuladores. Os economistas a cartel, magnânimos na sua imensa sabedoria, que vão a reboque dos acontecimentos, sem qualquer visão macro-económica. Não sou economista, mas escrevi aqui vezes sem conta, aquilo que hoje é um vislumbre de descoberta. Uma verdade escondida.
Agora a Europa tem que fazer alguma coisa, agora Cavaco fala e todos os dias e até já tem opinião sobre as agências de rating, agora Merkel está calada, agora a crise é internacional, agora existem especuladores sem qualquer critério, agora os mercados têm que ser regulados. Agora abrem-se inquéritos e instauram-se processos às agências de rating. Agora Bruxelas já prevê coisas e até já quer regular as agências de rating. Agora os mercados são voláteis e não são auto reguláveis. Agora o modelo tem que ser pensado. A sério?!?!
Tanta falta de visão, tanta falta de coerência. Onde estavam todos há um ano?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A máfia quando aposta ganha sempre

quinta-feira, 7 de abril de 2011 3
Juro que hoje era minha intenção escrever sobre futebol...mas, tal como no domingo em pleno estádio da Luz, também a luz se apagou em Portugal...

E, se no domingo rejubilei com a vitória histórica do meu clube, em plena casa do rival, hoje vivo um dia triste, pelo meu país...
O lenocínio e a extorsão, a máfia e a especulação venceram um país soberano com 800 anos de história...A UE cedeu ao roubo e à chantagem, o poder financeiro finalmente venceu o poder político. Pensem bem nisto, e perguntem se é este futuro que queremos, se são estes valores que desejamos. O cobrador do fraque está a chegar, e nós abrimos a porta, com a cabeça baixa, vergados e envergonhados, como os meninos que estão prestes a levar uma tareia.

Não houve ninguém com a coragem de dizer basta!, nós não pagamos!, que tivesse coragem de taxar a banca, de dizer às agências de rating que podiam ir à merda, juntamente com o lixo dos seus clientes...que em Portugal mandam os portugueses e o seu Governo, que na Europa mandam os europeus e a sua Comissão.
Se é verdade que Sócrates ficou à beira do abismo, também é verdade que Passos Coelho deu o empurrão que faltava. É curioso que ambos vão a votos, e que nenhum será derrotado...alguém tem paciência neste país para a campanha eleitoral que se vai seguir? Não seria melhor o PEC? Que programa de governo poderão apresentar os partidos, se sabem que não vão ser eles a governar? Por muito que tentem, não há como esconder que esta campanha será mais uma vez a do empurra-culpas...e todos são culpados!

Os profetas da desgraça que se regozijam por finalmente verem o FEE e o FMI a desmantelar o país, talvez mudem de opinião daqui a três meses...porque o que aí vem não vai pôr o país na ordem, vai apenas certificar-se que os credores recebem e que Portugal paga. Não vão acabar com PPP's, com empresas públicas deficitárias por norma ou sem qualquer sentido, com empresas municipais, com os jobs dos boys, etc...apostamos o país, eles fizeram bluff e nós mesmo pagando para ver, fomos a jogo e perdemos...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Solidariedade Nacional e Coesão Europeia

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 2
Já aqui escrevi no último artigo sobre a falta de solidariedade e de coesão nacional que representava a medida de Carlos César de compensar os cortes salariais nos Açores. Também me insurgi contra a falta de ética que representa a existência de um sindicato que represente os Magistrados do Ministério Público e os Juízes, como órgão de soberania e um dos pilares da democracia que são. E para me dar razão, vieram agora os sindicatos do M.P. e dos Juízes anunciar que vão dar entrada em tribunal de acções para travar os cortes salariais. Ora, em última análise, quem julga essas acções são os juízes, fazendo-o assim em causa própria. Mais um exemplo do país solidário e de valores que somos. Não adianta nada a luta contra a crise, com estes portuguesinhos de  terceira. Só espero a entrada do FMI, para que de uma vez por todas este povo ingovernável saiba que o seu voto não adianta de nada porque quem manda é Bruxelas do eixo Franco-Alemão, que de solidário também não tem nada. E então sim, quando os cortes salariais forem de 10% a 20%, quando finalmente os patrões puderem despedir sem justa causa e sem indemnização, com o consequente maior desemprego, talvez  assim andemos de sorriso aberto na rua.
E volta a questão incontornável: como é que os mercados, agências de rating, bancos e afins, responsáveis pela crise, são os mesmos que ditam as regras e tomam as rédeas da suposta recuperação económica e financeira?
Como é que as agências de rating que aconselhavam a comprar créditos incobráveis, que sem quaisquer escrúpulos valorizavam os 'activos tóxicos' dos bancos, e quanto mais o fizessem mais destes recebiam, são agora as mesmas que valorizam ou não as dívidas soberanas dos Estados? Como é que a União Europeia permite que três agências de notação americanas, regulem o mercado e as dívidas europeias?
É simples, a França a reboque da Alemanha, pretendem salvar o coiro, ainda que isso implique a implosão de um ou dois países europeus, ou mesmo de toda a União Europeia. A moeda única sem a união política e sem a coesão que também vai faltando em Portugal, aliadas à crise de valores e de lideranças fortes e corajosas, está a levar ao colo a China não democrática, mas agora capitalista e sem qualquer respeito pelos direitos humanos. Aliás, a mão-de-obra barata chinesa, contrastante com a subida exponencial e pouco criteriosa dos salários da zona euro e em especial de Portugal ao longo dos anos, permite à China neste momento comprar ao desbarato os países da desmembrada União Europeia, comprando o seu silêncio na luta por valores democráticos e de respeito pelos direitos humanos. Os abutres que controlam os mercados continuam a viver á custa dos milhões de contribuintes e de desempregados, á custa dos Estados que permitiram a sua desregulação e agora não têm alternativa a não ser obedecer ao capital e a quem o controla. A crise de ética e de valores veio para ficar, mais tempo que a crise económica e financeira. A ganância capitalista atropela tudo e todos e nós deixamos. A União Europeia perdeu o rumo, e ao mínimo sinal de crise, acabou-se a solidariedade entre estados, o estado-social europeu foi trocado pelo salve-se quem puder, e quem pode salvar-se mandou à fava a integração e os valores sociais que faziam a diferença na Europa. 
2010 foi o ano em que ficou provado que os mercados devem ser regulados pelos Estados, um sem o outro não podem existir, a virtude está no meio.
2011 é o ano em que, ou sabemos o que queremos, ou seremos engolidos pelos charlatães e pelas burlas de mão branca.
Portugal e a Europa precisam mais do que nunca de coesão, solidariedade e  de uma sociedade a rumar para o mesmo lado, separando o trigo e regulando o joio. Precisa de saber quais os seus valores, os que quer seguir, e que com certeza não são os valores da China, da Moody's, da Fitch, da Standard & Poor's, da Goldman Sachs, de Merkel, de Sarkozy e dos mercados capitalistas, gananciosos e desregulados.

 
◄ Free Blogger Templates by The Blog Templates | Design by Pocket