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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TSU

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017 0
Ao contrário do PCP e do BE, o PSD não tem qualquer problema substancial com a redução da TSU para os empregadores. Não tinha em 2012, continuava a não ter em 2014, quando a defendia com os mesmos pressupostos da proposta agora apresentada na concertação social pelo PS. O chumbo a esta medida pretende apenas explorar as divergências na geringonça e emperrar o seu funcionamento. É um jogo político calculista e cínico. Tradicionalmente o PSD sempre fez da concertação social uma bandeira, e está na génese e no apoio de base dos seus princípios. Este bloqueio é mais um tiro no pé do seu líder, contorcionista e revanchista.
As diferenças entre a redução proposta por Passos Coelho e a atual são, no entanto, várias. Desde logo, estamos perante valores muitíssimo inferiores, com um regime transitório e apenas para uma parte dos salários e que tem como objetivo aumentar os salários mais baixos, não reduzir o salário indireto. Para além de só se aplicar aos novos e futuros contratos. A única diferença que o PSD aponta é não ser totalmente subsidiada pelo OE, e aposta aí todas as fichas.
A chico-espertice do PSD pode a médio prazo sair-lhe ainda mais caro, como já se viu com o caso da CGD. A falta de coerência tem sido tão gritante que não me espantaria nada que nas próximas sondagens o PS já aparecesse com uma maioria absoluta robusta.
No entanto, é necessário que o PS veja com preocupação o puxão do tapete à sua esquerda. A não ser que Costa esteja a prever outra coisa que para já ainda não passou pela cabeça de ninguém... Como uma moção de confiança...

terça-feira, 9 de junho de 2015

A TSU da Manuela e outras escolhas

terça-feira, 9 de junho de 2015 0
Confesso que nunca vi o programa da RTP 'Barca do Inferno' por causa de uma das comentadoras residentes que me irrita profundamente. Obviamente falo de Manuela Moura Guedes, a ex-deputada do CDS, que encetou uma cruzada há vários anos de ódio, escárnio e maldizer contra tudo o que mexa à esquerda do panorama político. Ontem terá abandonado o programa em directo porque o moderador Nilton a terá aconselhado a ter melhor educação. Ora, isso basta para que acredite na peixeirada que a senhora estaria a protagonizar. O vídeo foi apagado pela RTP, mas sei que se discutia a proposta do PS para a descida da TSU.
E isso é o que verdadeiramente importa. Discutir propostas. Desde que quem as discuta esteja de boa-fé, o que não é o caso seguramente da Manuela.
O PS assegura que a descida da TSU dos trabalhadores irá proporcionar um aumento do crescimento através do aumento do consumo interno. É lógico o argumento, carece de confirmação. Por isso, se fazem escolhas, por isso se apresentam propostas, por isso se vota e opta.
A coligação de governo, já sabemos, propõe mais do mesmo, com um alívio aqui e acolá, consoante lhe aproveite em termos eleitorais. É o governar à vista a que nos habituaram. Aliás, a apresentação (imitando sem sucesso a forte estratégia socialista) das linhas gerais do que será o seu programa de governo é uma mão cheia de nada, chegando ao cúmulo de anunciar que não apresentarão nenhuma medida ou proposta para a reforma da segurança social porque necessitam de um consenso com o PS. Pena é que a ministra das Finanças tenha aberto o jogo há 15 dias e dito que era urgente cortar 600 milhões de euros nas pensões. Assim, fácil. Passos e Portas bem tentar esconder, mas a única medida que teem e sabem fazer é mais um corte nas pensões. Não é que a medida do PS seja melhor sobre o assunto. O PS, numa resposta amadora de quem nada sabe, veio dizer que tapará o buraco da segurança social abrindo outro no Orçamento de Estado. Tudo isto são assuntos demasiado sérios para as politiquices e os jogos florentinos a que nos habituaram. Os eleitores têm capacidade para saber a verdade sobre as pensões que recebem e virão a receber.
Destarte, este governo e esta coligação são um mito urbano que urge apagar da nossa memória colectiva, principalmente agora que existe uma alternativa que se impõe e que permitirá fazer escolhas. Essa virtude ninguém lha tira. Tem um programa sustentado e completamente distinto do que o governo vem a fazer há 4 anos. É pois, e ao contrário do que era habitual, um programa que se apresenta a sufrágio, meses antes das eleições. Não é surpresa para ninguém que será a minha escolha. Mas, a vantagem é mesmo essa, pela primeira vez os eleitores vão saber o que estão a escolher... Entretanto deixo aqui a resposta ao senhor primeiro Ministro sobre o mito urbano que tentou criar...


P.S.- Entretanto já consegui ver a saída da Manuela Moura Guedes do programa de ontem e confirma-se toda a sua arrogância, má-criação e até algum desespero...

 
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