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segunda-feira, 15 de maio de 2017

De 13 a 15 de Maio

segunda-feira, 15 de maio de 2017 0
13 de Maio, o Papa Francisco, o mais liberal dos Papas, visita Fátima nas celebrações dos 100 anos das alegadas aparições de Nossa Senhora. Respeito quem acredita, mas eu não acredito por variadas razões que agora não vêm ao caso. Ou não acreditava, até no mesmo dia o Salvador ter ganho o festival da Eurovisão. Um verdadeiro milagre...
E, eis que, dia 15 de Maio, o PIB português cresce 2,8% no primeiro trimestre, esmagando por KO a narrativa de Passos Coelho e de Cristas, essa que agora quer assinar de cruz, como tão bem sabe, mais 20 estações de metro em Lisboa, sem saber como, quanto custa e porquê.
Os milagres só existem para quem não sabe o que é talento, compromisso e competência. Tanto o Salvador como o António Costa sabem que o seu sucesso, e por conseguinte o do país, é fruto do seu trabalho competente...




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Bom senso - pecado capital

sábado, 7 de fevereiro de 2015 0
Um dia destes devia ser realizado um estudo à séria sobre a génese e a aplicação do bom senso. Essa coisa híbrida, quase sempre dada a dúbias interpretações, principalmente de quem não tem o bom senso (lá está) de medir aquilo que diz. Admitindo que por muitas vezes o bom senso seja traído na precipitação e pressão mediáticas, outras tantas vezes o atropelo ao bom senso nasce da verborreia de quem não sabe, precisamente, o que é o bom senso.
A forma de medir o que é sensato ou não, nasce da vergonha, insatisfação, mal estar ou incómodo de quem está na posição de ouvinte. E  mesmo que a coisa meta ao barulho clubes, política ou religião - afinal, o que faz subir a adrenalina - há sempre um limite do aceitável para o homem médio. Isto é um homem de boa fé, diligente, cuidadoso, bom pai de família (conceitos jurídicos que não desenvolvo por que não me apetece). Em resumo, é o que está na base da democracia plural e por isso é que se entende que a maioria ganha.
Sic, as últimas semanas foram profícuas em falta de bom senso. Um dos pecados que mais abomino e que há muito defendo seja elevado a pecado capital. Substituindo a gula ou a preguiça. Pecados que pratico com alguma assiduidade.
Se à falta de bom senso juntarmos uma dose de arrogância, outra de estupidez e alguma de má fé em causa própria, como não pode deixar de ser, temos uma mistura explosiva.
Deixo-vos alguns exemplos para poderem avaliar se há ou não falta de bom senso. Se em todos estes exemplos concordar com tudo o que foi dito, alguma coisa de errado se passa consigo e deve consultar um psicólogo urgentemente...

Papa Francisco:

"Algumas pessoas pensam - desculpem a expressão - que para serem bons católicos é preciso reproduzirem-se como coelhos. E não é verdade."

"É verdade que não devemos reagir com violência, mas se o dr. Gasbarri, que é um grande amigo, ofender a minha mãe, deve estar preparado para levar um soco. É normal. Não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos outros. Não se pode ridicularizar a religião dos outros."

Passos Coelho:

"A ideia de que é possível que um país, por exemplo, não queira assumir os seus compromissos, não pagar as suas dívidas, querer aumentar os salários, baixar os impostos e ainda ter a obrigação de os seus parceiros garantirem o financiamento sem contrapartidas é um conto de crianças."

"Os Estados devem fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas, mas não custe o que custar."

Mário Soares:

"Cavaco Silva foi um salazarista convicto no tempo da ditadura."

"O juiz Carlos Alexandre que se cuide...”

Paula Teixeira da Cruz:

"Falo ao telefone como se fosse para um gravador."

“Com várias declarações que todos temos ouvido de vários responsáveis do Partido Socialista sobre concretos casos, eu penso que é de facto de recear uma limitação da separação de poderes caso o Partido Socialista vença as eleições.”

Jorge Jesus:

"O Benfica vai melhorar ainda nesta segunda volta, os meus seis anos no Benfica foram sempre assim, somos sempre melhores na segunda volta do que fomos na primeira."

"Disse ao Eliseu para estar tranquilo."


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Que violência

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 0
O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como “uma nova tirania” e advertiu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão".
E pergunto eu: ninguém acusa o homem de incitamento à violência?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A vaca e o burro

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 0
O burro por ser uma espécie em vias de extinção precisa de ser saneado dos anais da história. Expressões como "E o burro sou eu?" podem tornar-se anacrónicas e incompreensíveis para o comum dos mortais. O Papa, prevendo a sua extinção a breve prazo, resolveu, numa tirada messiânica eliminá-lo do presépio, como testemunha do nascimento de Cristo. Assim, por esta via, estará garantida a fé dos homens nos próximos séculos. Seria o caso de, aquando do nascimento do Salvador, uma das suas testemunhas principais ter sido um dinossauro. Como tal não era possível, porque à data tal espécie já teria sido vaporizada há milhares de anos, não fazia sentido daqui a cem ou mais anos, que ao lado de Maria Nossa Senhora, acabada de parir o Messias, estivesse um burro, espécie já extinta e impossível de reproduzir e santificar.
Já o caso da vaca é diferente. Também não faz qualquer sentido que num par de testemunhas de Jeová, exista uma vaca sem estar acompanhada de um burro. Na presente realidade, a premissa mantém-se. Personificando as espécies, todos podemos assistir na rua ou noutro sítio qualquer, que assim é efectivamente. Se qualquer vaca estiver acompanhada do seu macho, é mais que óbvio, que o macho só pode ser burro. Assim, a vaca foi também afastada do cenário.
Mas só isto não chega. Numa visão estratégica de futuro, o Vaticano foi ainda mais longe e apagou dos céus a estrela que guiou os Reis Magos até à manjedoura onde repousava o menino. Também faz sentido. Ninguém percebe porque é que três artolas tenham decidido seguir uma estrela. Seria o mesmo que durante uma grande tertúlia bem regada, qualquer de nós se decidisse teimosamente a fixar um ponto de luz no céu e segui-la com o olhar na esperança de que esta nos levasse a casa.
A fé dos homens tem caminhos insondáveis, e mesmo após séculos de escândalos, mortes, censuras, parábolas e interpretações duvidosas, continua para mim um mistério como é que alguém é capaz de engolir estas patranhas. Agora foi a vez do burro, da vaca e da estrela. O Papa esteve lá e atesta que estes não estavam. Qualquer dia não estava lá ninguém e os Reis Magos dormiram no primeiro estábulo que encontraram para curar a bebedeira.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Príncipe, o Papa e o Mártir

quinta-feira, 5 de maio de 2011 0
O último fim-de-semana foi histórico em todos os sentidos. Começou na sexta-feira com o casamento real na Inglaterra. A monarquia britânica lá conseguiu mostrar ao mundo como vive bem com as jóias da Coroa, e terá também conseguido o vital balão de oxigénio para mais uma dúzia de anos de amor plebeu incontestado e incondicional. Isto se o príncipe William não sair ao pai...é que saindo ao pai e trocando a cândida Kate por uma qualquer desenterrada, violando até a fidelidade matrimonial, lá se vai o elã comercial da casa real. Assistimos ainda assim a uma portentosa demonstração de bajulação plebeia, o desfile dos aristocratas para súbdito ver. A fazer lembrar a Idade Média, só que desta vez com televisões.

No domingo, o dia da Mãe, o dia do Trabalhador, o 1º de Maio. Já por si suficiente, até nos brindarem com mais uma grande operação de marketing. O 'lifting' em directo para todo o mundo da Igreja Católica. Mais uma enorme demonstração política do decadente Estado do Vaticano. A beatificação do Papa João Paulo II, patrocinada pelo seu sucessor, sem respeitar os habituais 5 anos de espera, apoiando-se num 'milagre' arrancado a ferros, escondendo as obscuras manobras financeiras do Vaticano, a sua gestão negativa, e a renúncia do defunto beato em investigar e punir os padres pedófilos do mundo...
Karol Wojtyla foi o Papa mais conservador dos últimos cem anos, cerrou a porta à reaproximação da sociedade laica, ao debate com outras religiões, à contracepção e ao papel da mulher na Igreja. Não lhe interessou discutir o celibato nem a escassez de sacerdotes. Não se preocupou com a modernização e abriu um abismo entre uma Igreja cada vez mais conservadora e uma sociedade civil cada vez mais laica e desinteressada. Os escândalos morais de uma Igreja vergada ao mundano fizeram descer à terra os iluminados por Deus, para serem confrontados pelos livres pensadores, que encontraram nos livros de história explicações para o fenómeno da Cristandade e pecados mortais calados na fogueira perpretados em nome da Igreja e de Deus. A apressada multiplicação de beatificações e canonizações tenta suprir o défice de interesse. João Paulo II estabeleceu um recorde histórico com 113 beatificações e canonizações em 25 anos, inclusivé, o polémico fundador da Opus Dei, Josemaria Escrivá de Balaguer. Agora chegou a sua vez, numa beatificação propagandística e política, que do divino não tem nada...
O renascimento do fundamentalismo e do fanatismo em várias partes do mundo cristão, muçulmano e hindu, desde os anos de Ronald Reagan e João Paulo II, mais espectacularmente nos anos de Bush júnior, as últimas décadas vêm crescer atitudes que vão da simples indiferença ante a religião organizada ao ateísmo militante. A Igreja encolhe-se e a instituição que moldou a civilização ocidental pouco a pouco vai-se transformando numa entre muitas seitas reacionárias e intolerantes.

Tudo isto desemboca na espectacular e hollywoodesca morte de Bin Laden. Dez anos e milhões de dólares depois, a caça ao homem teve o seu epílogo domingo de madrugada. Desengane-se quem pense que o terrorismo acabou. Muito provavelmente, tal como os católicos fazem com os seus beatos e santos, também os muçulmanos o farão com Bin Laden. Farão dele um mártir da jihad, e a vingança segue dentro de momentos. As religiões nunca serviram o homem, os homens sempre se serviram da religião. Não há um meio termo, política, religião e economia são e serão factores de divisão e de guerra. Os americanos ganharam uma batalha, mas perderam muitas mais. Preferia Bin Laden vivo e entregue à justiça internacional. Ao que julgo saber foi executado. Outros executarão muitos mais. A guerra não acaba aqui. Uma nova ordem mundial emergirá ainda neste século. Estamos a assistir ao seu início, e espero que a humanidade triunfe sempre, ou se quiserem, num plano mais celestial, o Bem sobre o Mal. Não preciso de nenhum Papa, nem de qualquer religião que me ensine a distinção.

 
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