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segunda-feira, 15 de maio de 2017

De 13 a 15 de Maio

segunda-feira, 15 de maio de 2017 0
13 de Maio, o Papa Francisco, o mais liberal dos Papas, visita Fátima nas celebrações dos 100 anos das alegadas aparições de Nossa Senhora. Respeito quem acredita, mas eu não acredito por variadas razões que agora não vêm ao caso. Ou não acreditava, até no mesmo dia o Salvador ter ganho o festival da Eurovisão. Um verdadeiro milagre...
E, eis que, dia 15 de Maio, o PIB português cresce 2,8% no primeiro trimestre, esmagando por KO a narrativa de Passos Coelho e de Cristas, essa que agora quer assinar de cruz, como tão bem sabe, mais 20 estações de metro em Lisboa, sem saber como, quanto custa e porquê.
Os milagres só existem para quem não sabe o que é talento, compromisso e competência. Tanto o Salvador como o António Costa sabem que o seu sucesso, e por conseguinte o do país, é fruto do seu trabalho competente...




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Com o diabo à espreita

quinta-feira, 17 de novembro de 2016 0
Orçamento do Estado para 2017 aprovado em Bruxelas? ✔
Orçamento do Estado para 2017 aprovado sem necessitar de qualquer medida adicional? ✔
Encerramento do processo por défice excessivo? ✔
Encerramento do processo de sanções a Portugal? ✔
Crescimento da economia? ✔
Maior crescimento do PIB no 3º trimestre de toda a zona euro? ✔
A geringonça funciona? ✔
Passos Coelho ainda à espera do diabo? ✔✔
Passos Coelho vai ter que esperar sentado até cair da cadeira? ✔✔✔



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sangue, suor e lágrimas

sexta-feira, 15 de novembro de 2013 0
É oficial! Portugal saiu da recessão. A espiral recessiva acabou, o PIB cresce há dois trimestres consecutivos, as exportações batem recordes. O Ronaldo marcou à Suécia. O sol brilha. O país rejubila de satisfação. Nem segundo resgate, nem programa cautelar.
Temos que continuar a trilhar o caminho do bom aluno. Flexibilizar o trabalho, baixar os salários, despedir a função pública, principalmente esses professores todos que teem a mania que querem emprego. Nem que para isso se invente um exame, e, humilhação das humilhações, pago por eles.
Há que extinguir tribunais, estações de correios e repartições de finanças. Acabar com a escola pública, com os hospitais e pode ser que assim as pessoas emigrem e até a taxa de desemprego desça. Com o OE para 2014, cortando nas pensões, reformas, salários e em tudo o que mexa e seja público, pode ser que o PIB cresça quase 0,5%. E aí sim, a vitória do capital sobre o trabalho será total. A vingança será consumada e finalmente o Estado, social e não só, será reduzido à sua insignificância. O novo paradigma será enfim uma realidade. Afinal os países não precisam de pessoas para nada. É retirar-lhes a esperança e toda a migalha que se atirar será vista como uma benesse dos céus. Para completar o ramalhete só falta mesmo alterar a Constituição, esse chorrilho de direitos, liberdades e garantias que coarta toda a governação dos homens bem intencionados.
0,2 % de crescimento do PIB é ainda assim melhor que nada. Pena é que seja pago com sangue, suor e lágrimas. Keep calm, 2014 vai ser pior...

sábado, 17 de agosto de 2013

Dará para esquecer?

sábado, 17 de agosto de 2013 0

E pronto! Assim de repente 1,1% de crescimento do PIB no último trimestre dá para esquecer 10 trimestres de recessão. Dá para esquecer uma reforma do Estado inexistente, feita à base de cortes cegos na saúde, educação e segurança social, despedimentos aleatórios e desemprego brutal. Dá para tudo, até dá para pressionar mais uma vez o Tribunal Constitucional, numa avalanche chantagista que se dá mal com as instituições democráticas, base de soberania e independência. Passos Coelho não sabe o que é separação de poderes, o pilar fundamental da democracia, e se não sabe é incompetente, irresponsável e ignorante; se sabe, após os chumbos do TC, é fascista, sem qualquer medo do apodo.
Dá para esquecer Relvas, Borges, Gaspar e Portas, Albuquerques e todos aqueles secretários de Estado que mal aqueceram a cadeira. Dá para esquecer espiões pouco recomendáveis, pressões a jornalistas, equivalências e rendas no sector da energia, para os amigos e para os chineses. Álvaros e companhia, Catrogas, os buracos de Jardim, do BPN e dos Machetes, dos Cavacos e comparsas e limitações de mandatos pouco limitados. Troikas e avaliações mal feitas e por concluir. Jogos de politiquice irrevogáveis, contas sempre erradas e previsões logradas. Dá para esquecer a realidade de um país definhado, afinal é Agosto e o país foi a banhos.
1,1% de crescimento no último trimestre dá para esquecer a novela vergonhosa do último mês, até dá para as sondagens serem favoráveis, e no Pontal as previsões foram mais uma vez de esperança e de demagogia. Dá para esquecer austeridade em cima de austeridade, a venda do país a retalho (os CTT's são já a seguir), as demissões sem ética, e as nomeações habilidosas.
Esquece a Lei das Rendas, o novo mapa judiciário, o novo Processo Civil, a extinção das freguesias, todas contra as populações, contra as pessoas e contra a interioridade. Esquece o diálogo, os pensionistas, reformados, desempregados, professores e funcionários públicos, como sempre. O que interessa são os números, 1,1%. Ainda que no fim do ano a recessão continue a ser uma realidade, o desemprego um flagelo e a pobreza e a dívida uma calamidade. Só esquece a quem não quiser ver... Oxalá esteja enganado!
1,1% de crescimento no último trimestre e finalmente atingimos os valores de há 13 anos. Parabéns!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As contas 'austeras' de Gaspar

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 1
O défice externo de Portugal em 2011 deveria, e segundo o acordo firmado com a Troika, situar-se abaixo do limite de 5,9% do PIB. Com a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado (numa engenharia financeira já utilizada por outros governos, contas de merceeiro à portuguesa portanto), a meta foi largamente cumprida, e o défice ficou nuns gloriosos e eficazes 4% (o défice real foi de 7,1%). Uma lição de economia com que Vítor Gaspar nos brindou, um autêntico milagre.
Mas, como neste país de chico-espertalhões, não há bela sem senão, esqueceu-se o prodigioso mestre das finanças (que fala num tom monocórdico e lento, como um professor a dar aulas a atrasados mentais), que as pensões têm que agora ser pagas pelo Estado aos pensionistas bancários. Agora e no futuro. O valor  a ser pago em 2012 é de €478 milhões. Ou seja, o que era evidente para qualquer pessoa, mesmo a mais leiga na matéria, não foi equacionado pelo brilhante Gaspar. Assim, como a operação não foi contabilizada no Orçamento para 2012,  e juntando-lhe €1500 milhões vindos da liquidez dessa mesma operação e que serão utilizados para pagar dívidas dos hospitais EPE, o défice para 2012 cuja meta seria de 4,5% do PIB, vai situar-se nos 5,4%, que correspondem a um acréscimo desses 0,9% extra de dívidas hospitalares. Faltam então contabilizar os tais €478 milhões, que correspondem a 0,3% do PIB. Um pequeno erro de cálculo que obrigará a mais austeridade, por muito que o Ministro diga que não. No fim de contas, os do costume vão pagar também as reformas dos bancários; falta saber se não pagaremos também os erros nas contas das administrações dos hospitais EPE.
Com um Ministro da Economia que quer vender e exportar pastéis de belém como solução para a revitalização do sector, um Ministro das Finanças que não sabe fazer contas, um Primeiro-Ministro que nos manda emigrar e protege os seus amigos, com uma recessão que se vai situar à volta dos 3%, com mais austeridade, mais taxas, mais recessão, mais austeridade, mais impostos, mais recessão (acho que já perceberam), é este o caminho que cegamente nos impingem, nem que para isso se venda Portugal a retalho, como um cão chinês servido em bandeja.

P.S.- Alberto João Jardim continua a chantagem como se não fosse ele que precisa de dinheiro e o responsável pela fraude na Madeira. Tem razão contudo num ponto, ao não assinar um acordo que seja impossível vir a cumprir, ao contrário do que nós 'cubanos' fizemos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Europa populista

sexta-feira, 17 de junho de 2011 0
A crise das dívidas soberanas da Europa – é curioso e tem piada chamar-se soberana à dívida e não aos países – desmascarou toda a farsa que esteve na origem da criação da moeda única (o Euro). Resumidamente, prometeu-se o enriquecimento súbito acompanhando o consequente desenvolvimento exponencial, uma moeda estável e taxas de juro sempre baixas, aumento de competividade e a possibilidade da conquista de mercados internacionais. O BCE garantiria a estabilidade dos preços e o famoso pacto de estabilidade impunha a regra dos 3% de máximo autorizado de défice público em relação ao PIB. Tudo isto, desacompanhado de um mecanismo de resolução de crises, confiando no princípio naif de que não há incumprimento nem resgate, deixando escancarada a porta a uma possível crise, que sem qualquer gestão ou controlo se tornaria incontrolável. Alie-se a isto a falta de uma política fiscal em comum e desequilíbrios macro económicos mais que evidentes entre os vários membros, mais um sistema bancário desregulado e temos nas mãos uma bolha prestes a rebentar.

O que começou por ser um problema dos privados, bancos e seguradoras - primeiro nos E.U.A. e que depois se alastrou à zona Euro, por tabela globalizada - rapidamente se transformou num problema dos Estados. A primeira resposta da UE para a crise foi o ‘salve-se quem puder’. Cada um resgataria os seus próprios bancos (BPN e BPP no caso português). Mais tarde, a segunda resposta, austeridade. Se tivessem criado o tal mecanismo de resgate para o sistema financeiro comum, a UE conseguiria limitar os danos aos privados e centrar-se na única crise orçamental que tinha pela frente: a Grécia. O principal erro foi considerar-se a dívida pública excessiva como principal problema, em vez de se ir ao cerne da questão, ou seja, os bancos insolventes e desregulados que estiveram na origem dessa crise. Veja-se como no plano da Troika para Portugal, 1/3 do dinheiro que nos vão emprestar servirá para recapitalizar o sistema bancário. Enquanto não se separar a dívida nacional do sistema financeiro, a crise europeia manter-se-á até o default em série dos países membros se tornar incontornável. Se não se reconhecer isto de uma vez por todas, se não se disser aos privados que o risco é por conta deles, se não se regular e reordenar o sistema bancário e financeiro, então a união monetária está condenada ao fracasso. Pelo menos em relação aos mais pequenos, aliás como é normal.

As reacções à austeridade estão aí, grupos anárquicos, extremistas e revolucionários. Acampamentos de protesto. Movimentos nas redes sociais e afins. Corrupção na política. E depois... violência, racismo, xenofobia e populismo, sobretudo populismo. Por toda a Europa podemos assistir a este tipo de movimentos. E por toda a Europa a extrema direita ganha adeptos e deputados. O populismo é a arma de mais fácil arremesso como resposta ao dramatismo actual, ‘o medo colectivo’, ‘a nossa protecção’, ‘a invasão da nossa terra’. A modernidade actual, consumista e egoísta, é intrinsecamente antidemocrática. Os grandes grupos de interesses pessoais que emergem na cena política recorrem frequentemente ao populismo, revelando uma nítida impaciência em relação à democracia, que exige consenso e compromisso. O populismo exige um bode expiatório. A suspensão do Acordo de Schengen na Dinamarca, na Itália de Berlusconi o ‘inimigo’ são os juízes, os comunistas e os imigrantes refugiados africanos que se deixam morrer no mar alto, para a Liga do Norte são os habitantes preguiçosos do sul, para a direita húngara coligada com a extrema direita são os ciganos e os intelectuais, para a direita francesa de Sarkozy e Le Pen são os ciganos, os imigrantes e os jovens suburbanos, na Escócia, na Bélgica e na Espanha temos os separatistas...

Desde o nazismo à Jugoslávia não faltam exemplos no século XX... A Nova Ordem Mundial vai nascer ainda neste século. Temo que a sua génese possa ser muito violenta.

 
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