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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ser ou não ser Syriza?!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 0

O Bloco de Esquerda (perdão), o Syriza ganhou as eleições gregas. Como se esperava. Mas daí até se chegar à conclusão de que toda a política económica europeia vai ser radicalmente oposta ao caminho de austeridade seguido até hoje vai um grande passo. Não se crie a ilusão que a solução grega passa por um perdão de dívida ou mesmo pela revogação unilateral do acordo com a troika. Duvido muito que seja esse o caminho pelo qual opte o Syriza agora que é poder. E não se crie a ilusão que o que possa acontecer na Grécia é sequer comparável com Portugal. Ao contrário do que o BE e o PCP parecem querer dizer.
Os resultados eleitorais na Grécia não deixam, contudo, de trazer alguns bons sinais. Obriga a Alemanha e seus aliados a repensar a sua estratégia que deixou há muito de ser consensual. E o plano Draghi é para já o maior tiro no porta aviões alemão, ou no submarino se quiserem. Uma estratégia alemã que passou por humilhar as pessoas acusando-as de todos os defeitos e de viverem muito acima das suas possibilidades. Uma estratégia de humilhação seguida por Passos Coelho pela trela. Que desprezou e espezinhou o seu próprio povo, abandonado nos hospitais. Uma estratégia alemã que desperta forças políticas e feridas adormecidas.
Ao contrário do que defende gente como Passos Coelho a solução da Europa não passa por condenar países como Portugal ou a Grécia com argumentos dignos de uma extrema direita ideológica que adora culpar e condenar povos. Passa necessariamente por soluções equilibradas que ajudem países como a Grécia e Portugal a saírem de um buraco que é hoje bem maior do que era há três anos. Passa por um plano Draghi e por outros que o permitam desenvolver...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Política responsável em nome do povo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 0
A política está descredibilizada aos olhos do público. Á falta de líderes que pensem o futuro, junta-se o descrédito pelos erros e faltas dos líderes do passado. O povo já não se deixa enganar tão facilmente. Hoje o acesso à informação está em todo o lado, e por todo o lado os exemplos repetem-se.
A Grécia ingovernável tem agora um parceiro de peso, a Itália do comediante Grillo e do bunga-bunga Berlusconi. A esquerda italiana não conseguiu passar a mensagem do caminho alternativo. Mas o fenómeno não se esgota em si mesmo. A falta de solidariedade entre países membros da UE, a austeridade-remédio e a falta de transparência de uma significativa maioria de governantes põe em crise todo o sistema político. Para além disso, os movimentos de cidadania, apoiados nas redes sociais, apartidários e populistas resultam num capital de esperança nunca antes visto. A crise da política não deverá todavia, significar a crise da democracia. E aí a responsabilidade do povo eleitor tem um papel preponderante. Grillo não será um palhaço do género Tiririca mas é muito duvidosa a sua capacidade para governar e liderar um país como a Itália, principalmente nos dias que correm. O desalento com a política e os políticos deve sempre ser manifestado nas urnas, mas a responsabilidade de quem vota está no facto de escolher responsavelmente. O reboque da insatisfação não deve ser uma manada incontrolável de seres acéfalos que rumam para um lado, sem pensar nas consequências, apenas porque o outro lado representa a forma mais comum e mais conhecida. Todos se lembrarão em Portugal do flop Fernando Nobre. A rejeição de tudo contra todos, baseada em graçolas e irresponsabilidade não poderá vencer. Prometer 20 horas de trabalho semanais e uma subvenção universal de €1000 mensais, com candidatos anónimos e sem qualquer experiência escolhidos aleatoriamente na internet não deveria dar a Grillo senão meia dúzia de votos. A galhofa e os escândalos de Berlusconi também não. Mas as idiossincrasias em Itália têm destas coisas. O perigo é julgar que só sucedem por lá. O perigo incendiário anti-político pode transformar o cansaço e a desilusão num desmoronamento democrático. É urgente que os políticos aprendam a lição antes que seja tarde demais.
O descontentamento cada vez mais indignado é um direito. E hoje consensual. Como o de manifestação e de expressão. Mas todo o cuidado é pouco. Se é verdade que a política se faz de eleitos e eleitores, também é verdade que o oportunismo e a populaça pode levar ao poder extremismos muito pouco recomendáveis. A responsabilidade deverá sempre ser o guia que impeça que a democracia possa ser posta em causa.
Bem sei que a irresponsabilidade de quem governou nos últimos 25 anos, e reportando-me a Portugal, levou a que a coisa política tivesse chegado ao ponto a que chegou. Bem sei que os interesses económicos e financeiros quase sempre se sobrepuseram ao bem comum e aos cidadãos, por culpa de quem governou e governa. Aqui e principalmente lá fora. Mas a representação partidária, ainda assim, continua a ser o garante do funcionamento da democracia.
Também não quero com isto dizer que me oponho a movimentos independentes de cidadãos. Muito pelo contrário. Mas sempre e desde que sejam responsáveis. Porque se não forem, a responsabilidade é de quem neles vota, aliás, como sempre o foi até ao momento.
Hitler chegou ao poder aproveitando momentos como estes que se vivem hoje, capitalizando descontentamentos e indignados, aliando populismo a nacionalismo. A História tem tendência para se repetir e, quer queiram quer não, a pluralidade e os partidos políticos são essenciais à democracia. Problema diferente será a partidocracia e a forma como se regem interesses. A regulação desses interesses é que deve ser escrutinada e exigida pelo povo. Porque o povo é quem mais ordena.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não havia necessidade

quarta-feira, 30 de maio de 2012 0
Scolari diz que não convocou Baía porque Pinto da Costa lhe disse para não o convocar. Ora, ao dizer isto, está a dizer que era influenciado, coisa que o brasileiro sempre negou. Até lhe chamavam o sargentão. E não estou a ver Pinto da Costa a tentar influenciar o seleccionador para não convocar um jogador do FCPorto. E as próprias relações entre os dois ficaram muito azedas desde o dia em que Scolari resolveu não convocar Baía para a selecção. Madail veio entretanto dizer que a história não tem pés nem cabeça... Então de onde terá vindo isto? Uma aldrobanada de pernas curtas...

A resposta do FCPorto ao ataque de L. F. Vieira desceu ao mesmo nível daquele. Injurioso, asqueroso e criminoso. Lamento.

Um decreto de 1864 vai ser aproveitado pela Câmara Municipal do Porto para tomar posse de todos os terrenos e prédios ao largo do Rio Douro e numa área de 50 metros. Segundo tal decreto, todos esses terrenos serão posse do Estado. Quem não quiser ser despejado terá que provar que em 1864, o terreno/prédio já era privado... Rui Rio no seu melhor... E mais um imbróglio para a Justiça resolver, ou não...

Lagarde, presidente do FMI, mandou os gregos pagar impostos, e diz estar mais preocupada com as crianças do Níger do que com as da Grécia. Quanto às crianças, devia estar preocupada com todas, mas no Níger é maior a probabilidade de haver crocodilos que possam servir de matéria prima para as suas carteiras ou sapatos. Esqueceu-se a senhora que ela própria não paga impostos e recebe à volta de 400 mil euros por ano. A soberba e a arrogância sem escrúpulos, a estupidez conformada e a falta de respeito e de bom senso deviam ser crime nalguns casos...

Até no Vaticano se assiste a casos de polícia. Quando a esmola é grande...

O negócio das secretas, ongoing, relatórios com recurso à devassa privada, e Relvas na equação continua nos próximos episódios, num país ou numa AR perto de si...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mãos ao ar! Isto é um assalto!

terça-feira, 24 de maio de 2011 0
Dominique Strauss-Khan era presidente do FMI. Demitiu-se por causa de um escândalo sexual. Fez bem. O que me choca mais é o mediatismo circense da justiça norte-americana. Atropelando sempre o princípio da inocência até prova em contrário, resolveram passear o homem algemado pela rua, para quem quisesse ver o que era um predador sexual, sujo e humilhado na praça pública, a fazer lembrar o far-west. Não sei se o homem é culpado, sei que até ser considerado como tal é presumivelmente inocente. Não o defendo, não gosto é do show-off da justiça americana, aliás, com certeza que haverá em Nova Iorque uma carrinha ou duas para transportar presos.

Isto posto, cumpre referir que o FMI sob a liderança de Strauss-Khan, foi bem menos austero que os nossos 'parceiros' e 'amigos' europeus do BCE e Comissão Europeia. Apesar de a receita ser a mesma, ou seja, privatizar, flexibilizar, liberalizar, desregulamentar, pondo o poder político ao serviço do financeiro, o que levou à crise internacional e cujos protagonistas continuam, como se nada fosse a gerir empresas e países, aliás como o próprio Strauss-Khan fez questão de referir no documentário 'Inside Job', ainda assim foi o FMI que se bateu com os nossos 'amigos' europeus por condições menos penalizadoras no pagamento da dívida portuguesa. Mais tempo para pagar, com juros mais baixos, por contraponto com os usurários que nos exigem os nossos 'amigos' europeus. Amigos, amigos, negócios à parte, dirão Merkel e Sarkozy, reféns do populismo que lhes é exigido pelos contribuintes dos seus países, reféns da exigência dos seus bancos, à espera de recapitalizar os juros para a sua própria retoma, à espera da degola e do esvaziamento dos cofres antes da renegociação da dívida lá para 2013. Sim, porque a dívida vai ser renegociada, assim como aconteceu com a Grécia. É esse o objectivo, mas só daqui a 2 ou 3 anos. Quando os juros já tiverem pago a recapitalização dos bancos alemães, franceses e nórdicos. Portugal, Grécia e Irlanda sairão da moeda única e a europa enlouquecida pelo capital fácil a juros elevados estar-se-á marimbando para as fronteiras e para a união. Ainda assim, o FMI optou por não nos extorquir ou esbulhar. Tentou mesmo ajudar... A Espanha que se cuide, os agiotas querem mais...

Num plano completamente diferente, não posso deixar de me regozijar pelas vitórias extraordinárias do 'meu' F.C.Porto! Mesmo na europa, contra o Braga, na Irlanda...Só faltou um árbitro grego... Uma época demolidora, sem árbitros, sem apitos e outras falácias encomendadas. Poderoso e esmagador, como nunca se tinha visto...

P.S. - É vergonhoso o PS encher comícios com imigrantes famintos à espera de um saco de comida, assim como é insultuoso dizer-se que as Novas Oportunidades certificam ignorantes...

 
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