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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tri

segunda-feira, 20 de maio de 2013 0

Permitam-me hoje uma deriva mais futebolística. Exorcizando alguns sapos que fui engolindo durante a época, para agora em apenas três dias, o meu clube me proporcionar a alegria de saborear a conquista de três campeonatos nacionais, no andebol, no hóquei e no futebol.
O mais mediático de todos, o futebol, teve este ano um sabor especial, por várias razões. Começando no título anunciado, apregoado e festejado antecipadamente pelo principal rival, refiro-me obviamente ao Benfica e à grande maioria da comunicação social. Desde espaços reservados para a festa, até manchetes em que só faltava a taça. Nas televisões, exceção feita à RTP, todos os dias o futebol arrasador do Benfica era um antídoto anti-crise que vende, como se sabe, muito bem. Desde o aumento do PIB que Mexia e a EDP também sabem faturar. E faturam como ninguém, pois apesar de não terem participado no leilão da DECO, confrontados com os 5% de tarifas mais baratas da ENDESA, logo se apressaram a divulgar e propagandear um pacote de descontos tarifários de 5%. A EDP teve lucros de mais de mil milhões de euros em 2012, graças às rendas usurárias de que beneficiam. Porventura as tarifas poderiam ser bem mais baixas, e aí sim, o PIB poderia aumentar, não sacrificando tanto as famílias com as suas faturas. Eventualmente perderão um bom cliente para os lados do Dragão e vão perder outro aqui para os meus lados. Afinal a EDP é chinesa...
Retomando as contas do título, recordo, confesso que com um sorriso nos lábios, as diatribes de Jorge Jesus, do alto da sua arrogância bacoca, quando dizia que ao contrário de outros, só o Benfica tinha várias frentes para disputar, glorificando a sua veia ganhadora, como se mais ninguém soubesse o que isso era. Ou quando dizia, ironicamente, que o primeiro dos clubes, que disputavam o título, a sair das competições europeias seria campeão nacional, como se o FCPorto não tivesse vencido tudo há apenas dois anos. Ou quando repetia até à exaustão que o Benfica estava em primeiro, enquanto os seus dirigentes exibiam vídeos e cassetes nas vésperas da ida ao Dragão com alegados erros em favor do seu temido rival.
Jorge Jesus é um gabarolas que merece tudo o que lhe está a acontecer. Não deixando de ser um bom treinador, a sua gabarolice continuou ontem quando se recusou a felicitar o campeão, preferindo "valorizar a grande época que o Benfica está a fazer". Ou o célebre "limpinho, limpinho" num dos jogos mais vergonhosos dos últimos anos. Limpinha estava a relva do Dragão onde JJ se ajoelhou vergado por uma derrota merecida, principalmente para quem se acobardou e jogou para o empate. Em 4 anos de treinador do Benfica só por uma vez ganhou ao FCPorto em jogos do campeonato (o célebre jogo do túnel) e isso diz tudo. Todavia JJ tem mérito, o Benfica de agora não se compara ao Benfica de há uns anos, o que só valoriza ainda mais as vitória do FCPorto e de Vítor Pereira. Quer se queira quer não, Vítor Pereira em 60 jogos e duas épocas apenas perdeu uma vez e foi bicampeão. Merece pelo menos mais um anito, em que terá a responsabilidade de ganhar mais títulos para além do campeonato, e onde a Liga dos Campeões assume um aspecto mais decisivo, não para ganhar, mas sem cair nos oitavos aos pés de um Málaga perfeitamente ao alcance. Viva pois, o FCPorto Tricampeão!!! Limpinho, limpinho, limpinho!!!

P.S.- No jogo de ontem em Paços de Ferreira a falta, que existe, sobre o James é fora da área. Não haveria grande penalidade, mas o jogador do Paços seria sempre expulso.

sexta-feira, 30 de março de 2012

180 à noitinha...

sexta-feira, 30 de março de 2012 0
180! Por extenso... Cento e oitenta milhões de euros! Foi este o valor pago em dividendos aos novos accionistas da EDP e da REN relativamente ao ano de 2011. Valor pago a accionistas que em 2011 não o eram. Foi direitinho para a China e para Omã. Perante isto, o que são 4 milhõezitos que a Lusoponte meteu ao bolso?! E Vítor Gaspar, o austero e rigoroso Gaspar? O que tem a dizer perante este roubo nas nossas barbas? Nada? Pois, eu sei, é do género do BPN, já fazia parte do pacote. Um dia destes vou pedir dinheiro emprestado à CGD e compro uma empresazita estadual, uma que esteja assim a preço de saldo e que seja lucrativa, ah!, e já agora que seja um monopólio. É que num ano recebo duas ou três vezes mais, pago o empréstimo e fico rico à pala do estado e dos contribuintes portugueses que hão-de pagar o meu empréstimo, as minhas rendas e as minhas tarifas. É só falar com o Relvas que ele trata de tudo.
Já agora, já ouviram falar de um banco com sede em Cabo Verde chamado Banco Internacional Fiduciário? Com ligações à SLN e aos investimentos de Angola, e de que cuja administração terá pertencido, ou ainda pertence Miguel Relvas? A UE pelos vistos já ouviu falar. Estejam atentos aos próximos capítulos e à tal pseudo-comissão de inquérito ao BPN.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Semana Horribilis

sexta-feira, 16 de março de 2012 0
António Perez Metelo disse esta quinta-feira que o vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, veio a Lisboa deixar uma mensagem clara: que Portugal não deve sair do curso que está a percorrer neste momento.
Então não veio cá fazer nada, digo eu. É que já todos sabemos que este governo, custe o que custar, mesmo contra os avisos do avisado Cavaco Silva, vai continuar o seu plano de austeridade e empobrecimento. Depois não se queixem de falta de lealdade. Quem vos avisa...
Os jogos de poder no governo estão ao rubro, com o enredo a surgir à volta das energias e do QREN. O Álvaro que veio do Canadá, e não percebe do país nem de política, foi ultrapassado pelo Gaspar, que quer ser o primeiro Primeiro-Ministro tecnocrata português. Assim o ajude o Relvas, que é quem mexe os cordelinhos e já tirou ao Álvaro o desemprego jovem e as privatizações. O 'super-ministério' do Álvaro foi um nítido erro em nome da demagogia, que começa a dar frutos, e que vai custar a cabeça do elo mais fraco e também do mais sobrecarregado dos membros do governo.
Quanto ao Secretário de Estado da Energia, que queria acabar com as rendas usurárias da EDP, teve que se demitir, e depois ainda obrigaram o pobre Álvaro a ir fazer aquele papel ridículo à AR, como se estivesse numa discussão de café. Mas eu até percebo, já fazia parte do pacote comprado pelos chineses, senão provavelmente já não compravam. Repare-se como se está a tentar pagar dividendos de 2011 a quem ainda não era dono da empresa. É um pacote parecido com o do BPN, que por sinal até vai ter duas comissões de inquérito, daquelas que nunca dão em nada. Já que há duas, pena é que não se utilize uma para a SLN.
Registei com apreensão a falta de preparação de Passos Coelho no caso Lusoponte, a primeira PPP, criada por Ferreira do Amaral, de que é agora presidente. Mesmo após cinco dias de intervalo sobre a notícia do duplo pagamento, ainda conseguiu ir à AR gaguejar com uma singela pergunta de Louçã!
Registei também com desagrado as mentiras de Nuno Crato sobre os números da Parque Escolar. Um desmentido era o mínimo exigível, para não ser desmentido como o foi pelo IGF.
Para terminar uma semana desastrosa, mais umas quantas excepções aos cortes salariais ou dos gestores públicos. Desta vez na TAP, após as da CGD e do Banco de Portugal, seguir-se-ão a ANA, a RTP e todas as que forem para alienar.
Cada vez mais, este é um governo à imagem do de Durão Barroso e Santana Lopes... se é que ainda alguém se lembra desse governo... é que o de Sócrates toda a gente conhece.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

É a moralidade, estúpido!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 0
Todos os governos o fizeram,... mais ou menos, mas fizeram. As nomeações para cargos públicos ou empresas públicas faz parte do status-quo português, de favores, de cunhas e amizades. As excepções são as nomeações por mérito, e algumas terão havido. Mas o que se está a passar com as nomeações para a EDP e para as Águas de Portugal roça o ultraje e o atrevimento. O despudor é tão grande que se faz tudo nas nossas barbas e com arrogância. É sobretudo uma questão de moralidade e de respeito. De respeito pelas vítimas da fome, da miséria, da crise e da austeridade. De moralidade, porque este era o governo que não ia nomear boys.
A mesma falta de moralidade que Alexandre Soares dos Santos teve, quando, recentemente, transferiu a sede da Jerónimo Martins para a Holanda, um regime fiscal mais benéfico. Não porque seja ilegal, afinal já lá estão as sedes de 19 das 20 empresas que constituem o PSI20. E até porque o governo nos aconselha a emigrar. Mas as súplicas de patriotismo que o 'benemérito' Alexandre andou a fazer em 2011 são o último grito da chafurdeira na lama.
Manuela Ferreira Leite mandou os idosos pagar a factura da hemodiálise. Oxalá nunca venha a necessitar de tais cuidados, porque velha ela já é, falta saber se está senil...
Um estudo encomendado a um qualquer instituto que não me lembra agora o nome, defende que deve ser proibido fumar à porta de bares, discotecas, cafés e restaurantes. Os energúmenos autores de tal disparate, deixaram-me a possibilidade de poder fumar à porta de farmácias e hospitais...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os bastidores do poder

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 0
Portugal demora quase tanto tempo como a Igreja Católica a adaptar-se e a encarar a verdade. Assim como aconteceu com a crise internacional que não existia no tempo de Sócrates, agora e após vários escândalos de incompatibilidades, tráfico de influências, negociatas e favores, com as secretas e a maçonaria à mistura, parece que se começa a abrir a pestana. Só para citar alguns nomes, lembram-se de Branquinho?, ex-deputado do PSD,  que durante um inquérito parlamentar perguntou "o que é a Ongoing?", antes de ingressar nos quadros da Ongoing Brasil; e Bernardo Bairrão, afastado à última hora da lista de Secretários de Estado do novo governo, porque era administrador-executivo da TVI e era contra a privatização da RTP, a mesma que a Ongoing era a principal interessada na sua aquisição; Silva Carvalho, ex-director do SIED, com o célebre caso de espionagem e contra-informação para a Ongoing, membro da loja Mozart maçónica; e agora Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, membro da mesma loja maçónica, que era suposto  investigar as secretas num inquérito parlamentar, e que cujo relatório a essa mesma investigação foi alvo de uma pequena emenda de modo a esconder as relações entre essa loja maçónica, alguns dirigentes do PSD, as secretas e a Ongoing...
Não conheço o que é a maçonaria, não conheço os seus meandros e objectivos. Só não percebo o carácter obscuro, e que ninguém diga que é o mesmo que ser sócio de um qualquer clube. Compreendo que nem todos os seus membros sejam carreiristas ou negociantes, tal como na Opus Dei e outras organizações mais ou menos secretas. Não defendo que quem o seja tenha que o anunciar, ou a sua ilegalização, ou a sua perseguição e diabolização porque são secretas ou discretas, o direito de associação é garantia Constitucional desde que os seus fins não sejam ilegais, mas  no caso desta loja Mozart, é caso para perguntar onde é que reside afinal o verdadeiro poder. Na Assembleia da República, nas reuniões de avental das lojas maçónicas criadas para tomar conta do Estado, ou nos corredores da sede da Ongoing? A resposta estará algures em cada em uma delas. A instrumentalização, as influências, o favores de vão de escada é que mandam às malvas o mérito e a competência, em corredores sinistros de empresas que visam o lucro através da informação e do poder político. O perigo para a democracia está nestes golpes palacianos e nos seus bastidores. As nomeações para a EDP também não foram inocentes, pasmem-se com os nomes!, tendo o seu apogeu na nomeação de Catroga que negociou ele próprio com a Troika a privatização da empresa. Tudo ao invés do prometido, num governo que se arrisca a ser o pior de sempre. Que saudades do Freeport (ainda acham que foi inocente a perseguição da TVI a Sócrates? Ou a ida de José Eduardo Moniz, então director, marido de Manuela Moura Guedes para a Ongoing?) e das licenciaturas Independentes, porque o verdadeiro assalto ao Estado está agora em andamento. Uma lição para alguns, uma preocupação que deve ser de todos. É urgente que se diga sem medo, que a democracia está a ser substituída por uma coisa que ainda não sabemos bem o que é. Aqui como na Europa e no mundo. E não é para melhor pelo caminho que isto leva...

P.S. - Uma boa notícia esta semana. Bruxelas vai limitar o direito de voto na REN, no caso de ser uma empresa chinesa a comprá-la. A UE ainda serve.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Hoje não estou interessado

terça-feira, 5 de julho de 2011 3
Hoje não me interessa o fim das 'golden shares' na PT, na EDP e na GALP Energia, não me interessa a desistência de Nobre e o seu fraco carácter, não me interessa o assessor de Passos Coelho que lhe chamou 'alforreca', não me interessa a desnomeação de Bairrão para Secretário de Estado por pressão, imagine-se, de Manuela Moura Guedes, também não me interessa o timing do fim dos Governos Civis, deixando ao abandono a protecção civil, a segurança rodoviária e a coordenação dos bombeiros em época de incêndios...
Não me interessa se os juros já subiram mais de 60% desde que caiu o governo socrático, contra todas as previsões, já não me interessa o famoso chumbo do PEC IV porque não havia crise internacional que justificasse mais medidas de austeridade, não interessa que agora tudo e todos aceitem na pacatez saloia toda e qualquer medida porque é necessário combater a mesma crise que há 3 meses não existia... não me interessa se Passos Coelho há 1 ano pedia desculpas públicas por ajudar a subir impostos, aceitando viabilizar o PEC 3, e agora dá uma machadada no Natal de muitos portugueses... que o que dantes não era desculpa para nada, agora serve para tudo justificar.
Não me interessa que João Jardim continue a gastar à grande e à francesa, com olho nas eleições regionais de Outubro e com o beneplácito de todos, PM incluído que nada tem previsto no programa de Governo, mas que pode não significar nada como já se viu. Não quero saber de privatizações a preço de saldo, das empresas do Estado, as que dão lucro e as que não dão, sem qualquer critério, sem qualquer estratégia, das liberalizações no trabalho e do despedimento, da supremacia liberal do capital sobre o trabalho e das concessões aos privados de tudo o que é sector fundamental do Estado. Não quero saber da Europa, e da Grécia, berço da democracia e do conhecimento e da civilização europeia, presa por culpa própria e amordaçada pelos seus próprios irmãos.
Não me interessa se a alienação da REN e das Águas de Portugal, monopólios naturais, é um crime público, lesa país. Não me interessa se a descida da TSU não traga qualquer benefício concorrencial, mas sim poupança para os patrões, que irá ser paga pelos contribuintes com o aumento do IVA. Não me interessa mas preocupa-me muito...

Hoje interessa-me perguntar se irá adiantar de alguma coisa todo este aperto, sem investimento nem poupança, com a mais que certa recessão, aumento do desemprego e de carenciados e indigentes.
Quero saber do Portugal dos pequeninos, do Sol e do Mar, de épicas aventuras que já não lembram a ninguém, e de um país triste que teve que vender a sua própria independência para pagar as dívidas que se impôs a si próprio, e as que lhe foram impostas.
Hoje não quero saber se a culpa é nossa, do Sócrates ou da crise internacional e dos seus mafiosos usurários, pedintes sem nome, piratas sem bandeira.
Quero saber das pessoas, que andam na rua, no desemprego, e que têm fome, que não têm quem as defenda, que são atropeladas por todos, que são injustiçadas, que não têm culpa, e que trabalharam 40 anos de sol a sol para receberem uma pensão de 200 euros.
Chega de chulos, chega de aldrabões, chega de corruptos, chega de mafiosos, chega de tráfico de influências, chega de favores, chega...
Um dia destes vou para a rua gritar, sem medo das consequências... mas não quero ir sozinho...

 
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