Mostrar mensagens com a etiqueta CGTP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CGTP. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

'Recapitulando'

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 0
Nem sempre concordo com tudo o que diz ou escreve, mas desta vez não tiro uma vírgula... Já agora vale a pena pensar nisto:


Miguel Sousa Tavares, Recapitulando [in Expresso]:

"Espero bem que o país não se esqueça de ajustar contas com essa gente um dia. Esses economistas, esses catedráticos da mentira e da manipulação, servindo muitas vezes interesses que estão para lá de nós, continuam por aí, a vomitar asneiras e a propor crimes, como se a impunidade fizesse parte do estatuto académico que exibem como manto de sabedoria.
Essa gente, e a banca, foram os que convenceram Passos Coelho a recusar o PEC 4 e a abrir caminho ao resgate, propondo- -lhe que apresentasse como seu programa nada mais do que o programa da troika — o que ele fez, aliviado por não ter de pensar mais no assunto. Vale a pena, aliás, lembrar, que o amaldiçoado José Sócrates, foi o único que se opôs sempre ao resgate, dizendo e repetindo que ele nos imporia condições de uma dureza extrema e um preço incomportável a pagar. Esta maioria, há que reconhecê-lo, conseguiu o seu maior ou único sucesso em convencer o país que o culpado de tudo o que de mal nos estava a acontecer foi Sócrates — o culpado de vinte anos sucessivos de défice das contas públicas, o culpado da ordem vinda de Bruxelas em 2009 para gastar e gastar contra a recessão (que, curiosamente, só não foi cumprida pela Alemanha, que era quem dava a ordem), e também o culpado pela vinda da troika. Mas, tanto o PSD como o CDS, sabiam muito bem que, chumbado o PEC 4, o país ficaria sem tesouraria e não restava outro caminho que não o de pedir o resgate. Sabiam-no, mas o apelo do poder foi mais forte do que tudo, mesmo que, benevolamente, queiramos acreditar que não mediram as consequências.
E também o sabia o PCP e a CGTP, que, como manda a história, não resistiram à tentação do quanto pior, melhor. E sabiam-no Francisco Louçã e o Bloco de Esquerda, que, por razões que um psicanalista talvez explique melhor do que eu, se juntaram também à mais amoral das coligações direita/extrema-esquerda, com o fim imediato e mais do que previsível de obrigar o país ao resgate e colocar a direita e os liberais de aviário no poder, para fazer de nós o terreno de experimentação económica e desforra social a que temos assistido."

sexta-feira, 23 de março de 2012

A PSP é amiga da CGTP

sexta-feira, 23 de março de 2012 0
No momento em que a greve geral tinha tudo para dar errado, porque foi mal calculada, banalizada e a aderência foi fraca, eis que surge a PSP a dar-lhe a atenção que não teria...
A PSP queria no fundo era ajudar a CGTP a fazer uma greve em condições, noticiada por esse mundo fora.
Pena é, que o tenha sido pelos piores motivos, e os arcaboiços que confundem estado de direito com estado policial, refugiam-se nos bastões e na cobardia dos grupos armados autoritários em vez de autoridade.
Bater em jornalistas, não é reprimir uma multidão anárquica e desordeira. É tentar não deixar que se saiba o que se passa. É assim como que censura. Numa altura em que tanto se fala em responsabilização, Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, que tire as devidas ilações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Desconcertação social

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 0
1- João Proença, líder da UGT, diz que assinou o acordo mais penalizador de sempre para os trabalhadores em Portugal, porque foi ameaçado pelo governo e persuadido por activistas da CGTP, que por sua vez abandonou as negociações. Várias associações sindicais pertencentes à central sindical que João Proença 'lidera' vieram dizer que não se revêem na posição assumida por este.  A meia hora de trabalho extra que o governo deixou cair, foi claramente uma subtileza negocial de pedir o impossível e aceitar o pretendido. João Proença não se apercebeu. Não foi enganado, foi incompetente. É sempre de desconfiar de sindicalistas de carreira, retrógados e acomodados. Que protegem o próprio 'emprego' em vez de proteger o dos outros, como era suposto. Os patrões estão felizes e isso resume tudo.
Passos Coelho veio, claro está, congratular-se com o alcançar de mais um objectivo da sua agenda neo-liberal. Mas, com uma ressalva, meteu Cavaco ao barulho ao anunciar a sua discreta participação no 'negócio'. Assim como uma criança que é apanhada na traquinice, e imediatamente, quando questionada, acusa logo 'não fui só eu!'. Tem, no entanto, um mérito, conseguiu dividir para reinar.
Agora é que a competividade e o emprego vão finalmente entrar nos eixos. Para além de ser altamente improvável, será feito á custa dos trabalhadores. Mais incerteza, mais desconfiança, menos direitos, mais desigualdade, com a consequente maior subjectividade e discricionariedade para os patrões e a baixa acentuada dos salários e indemnizações por despedimento, até chegar a um nível mais ou menos chinês, se calhar com contratados chineses. Portugal sem portugueses é bem mais fácil de governar. Emigrem portanto. Pormenores sem importância para quem vive de reformas acumuladas com direitos adquiridos.

2- O novo PS de conflitos e oportunismos, com falta de liderança mais que óbvia, e onde uns poucos ressabiados pouco democratas decidiram pedir a fiscalização sucessiva no Tribunal Constitucional das medidas do governo de cortes dos subsídios, assim como uma espécie de solidariedade pouco solidária com o Banco de Portugal e a CGD. E as medidas podem até ser declaradas inconstitucionais, mas o PS, com ou sem declarações de voto, viabilizou o Orçamento de Estado que as instituiu. Basta atentar nos nomes dos subscritores: Alberto Martins, Paulo Campos, o grande estadista e livre pensador José Lello, entre outros, e todo o grupo parlamentar do BE. 

 
◄ Free Blogger Templates by The Blog Templates | Design by Pocket