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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A sovietização que os esquerdalhos lançaram sobre o país

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 0
A sovietização que os esquerdalhos lançaram sobre o país é uma catástrofe histórica e pode muito bem ser o definhar definitivo de Portugal.
Senão vejamos o folhetim da CGD e de Centeno. Que Mário Centeno geriu mal todo o processo de substituição do Conselho de Administração da CGD não é novidade para ninguém. E todos intuímos que, mesmo que não tenha havido qualquer acordo formal em relação à dispensa de entrega das declarações ao Tribunal Constitucional, terá havido compromissos informais nesse sentido. Centeno e Costa não são inocentes. Há e terá que haver um julgamento ético de quem não quis assumir a consequência política de ter assumido um compromisso inaceitável. Mas será isto suficiente para fazer cair um ministro? Para a direita é claro. Se não cair, vão tentar fragilizá-lo, almejando até atingir António Costa de ricochete. A comissão parlamentar de inquérito à CGD, é o instrumento encontrado para o efeito, e gerido nos estúdios da SIC pelo bufo de serviço, disfarçado de comentador, Marques Mendes. E vale tudo, desde acusar o ministro de perjúrio, até tentar, atropelando a Constituição (aqui não há novidade, são coerentes) que se divulguem as sms's trocadas entre Centeno e Domingues. Estão dispostos a tudo, mesmo até à devassa da vida privada. Mas Centeno não cairá, é demasiado importante para cair, tendo até Marcelo saído em sua defesa. O esquerdalho-mor de Belém parece que gosta desta geringonça. Parece que há outras coisas que seguram o ministro. E das quais a direita tenta a todo o custo atirar poeira para o ar. O partido que foi liderado pelo irrevogável Portas está agora, tal qual virgem ofendida, chocado com a mentira de Centeno. Passos Coelho não consegue esconder nesta novela, por si criada e alimentada meses a fio, o seu laxismo e incompetência com todos os problemas que a banca nacional veio acumulando, assim como a sua vontade antiga de privatizar a CGD. E pelos vistos já toda a gente se esqueceu da mentira de Passos e das suas dívidas à segurança social. Isso sim, era caso para fazer cair um primeiro ministro.
Mas, ao mesmo tempo, a direita quer desviar as atenções dos números e da política de Centeno e da geringonça. Passos Coelho que chegou a dizer em entrevista que votaria nos partidos desta solução governativa se algum dia eles atingissem as metas a que se propuseram. Uma ideia absurda de devolução de rendimentos, de aposta no consumo e de acabar com a austeridade, que para Passos não podia nunca dar bom resultado. Afinal a sua cartilha neoliberal infalível não pode soçobrar perante um caminho alternativo de desvario das contas públicas e do regresso do despesismo e do diabo.
Esse diabo que a direita tenta encontrar em cada esquina, ansiando para que o país não atinja as suas metas e objectivos, guiando-se pela esperança do desespero e do fracasso português. Sem dúvida, uma estratégia patriótica, feita de casos e casinhos, cambalhotas, folhetins e da política rasteira. Foi assim com a TSU, é assim com a CGD. As sondagens mostram que os portugueses não gostam disso.
E agora os números e factos de que verdadeiramente a direita anda a tentar distrair os portugueses:
O indicador avançado da OCDE aponta para a continuação do crescimento em Portugal; o número de insolvências diminuiu 23% face a 2015; em novembro a TAP alcançou recorde de passageiros, depois da revertida a sua privatização; no 3º trimestre de 2016 Portugal obteve a maior subida de emprego da UE; as compras na rede Multibanco cresceram em dezembro mais 6,5% em relação ao mesmo período de 2015; a taxa de incumprimento das famílias no valor mais baixo dos últimos anos; pela primeira vez na história o país exportou mais electricidade do que a que importou; confiança dos consumidores no valor mais alto desde 2000; salários do sector privado com maior aumento da década; emissões de dívida com juros mais baixos de sempre e a bater recordes negativos; penhoras de imóveis caem 8,2% face a 2015; investimento empresarial cresce 6,5% em 2016; maior criação de emprego dos últimos 16 anos; salários da contratação coletiva com maior subida real dos últimos 6 anos; investimento de capital de risco em Portugal dispara 400% em 2016; agências de rating elogiam gestão "muito rigorosa" das contas públicas; têxteis portugueses bateram recorde de exportações em 2016; portos comerciais batem recorde de carga movimentada em 2016; exportações crescem 4,9% no último trimestre para um novo recorde anual; queda consecutiva do desemprego há meses e maior queda da OCDE em dezembro; Portugal cresce acima da média europeia pela primeira vez em 3 anos no 4º trimestre; contra todas as expectativas Portugal deverá crescer 1,6% em 2016; o défice não ultrapassará 2,1%, o valor mais baixo da história da democracia portuguesa.
É disto que a direita quer que os portugueses se distraiam, assim como do sucesso da via alternativa à austeridade neoliberal. Não haverá piruetas que lhes valham perante estes números.



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cenas dos próximos capítulos

sexta-feira, 6 de novembro de 2015 0
As cenas dos próximos capítulos são previsíveis. Passos Coelho apresentará um programa de propaganda para dificultar a vida ao PS. Já no dia de ontem o que resultou do Conselho de Ministros é um bom exemplo disso mesmo. O que até ao dia das últimas eleições eram medidas socialistas (e aqui uso o "socialistas" como adjectivo) e de despesismo irresponsável, são agora medidas perfeitamente viáveis. Se de um lado, como se diz, há sede de pote, do outro ninguém quer largá-lo.
Desde que esteja dentro dos limites da Constituição, é tudo perfeitamente aceitável. Pode é discutir-se o papel, os cenários, as ambições e desilusões, o passado e o futuro de cada protagonista e de cada partido político. O caos nasce sempre da ignorância e nunca do conhecimento. Os radicalismos, venham de onde vierem, não fogem à regra. O conhecimento é partilha, descoberta e sempre consensual. Só tem medo da novidade quem nunca se reconciliou com o passado. O passado só serve de base para construir o presente e alicerçar o futuro. E a novidade comporta sempre riscos. O receio é legítimo e bem vindo, mas a chantagem da propaganda do medo é redutora e perigosa.
Se no passado o PCP tinha uma matriz totalitária, ainda e quando dentro da lógica comunista da ex-União Soviética, também é verdade que o PSD e o CDS votaram contra a lei de bases que criava o SNS. Se se quiser falar de passado também é bom saber que o PPD/PSD de Sá Carneiro nasceu como partido de esquerda. Que o CDS/PP de Portas antes de ir para o governo de Durão Barroso era antieuropeísta.
O que se questiona, e que a direita questiona, é a legitimidade de BE e PCP poderem formar governo ou serem as muletas de um governo do PS que perdeu as eleições. Nunca valoriza a maioria de esquerda na AR. Mais, quem destruiu o consenso que havia no centro da política portuguesa em torno de um modelo social que nos guia há quatro décadas foi Passos Coelho. Foi Passos Coelho que em nome da glorificação da crise e dos sermões à província, baseado no rompimento ideológico da matriz do seu partido, quebrou o consenso com o PS, extremou posições e rompeu o diálogo. A maioria absoluta era o instrumento para pôr em prática a sua cartilha liberal e nela não cabia qualquer negociação com a esquerda. Foi Passos que semeou o vento que se transformou em tempestade. É sempre interessante ver como agora se fazem cedências, se apela ao diálogo e ao consenso, coisas que sempre desprezaram.
Que não haja dúvidas, quem corre grandes riscos é o PS. Se não houver acordo, ou se a estratégia correr mal, o PS pode ser afastado do centro decisório por largos anos. A fratura é hoje tão grande em Portugal que ninguém perdoará um falhanço nas negociações e na constituição de uma alternativa à esquerda. E esse acordo não se mostra nada fácil. A melhor forma desse acordo poder ser definitivo e responsabilizador era com o BE e o PCP no governo. Confesso até alguma curiosidade na hipótese remota de tal vir a suceder. De qualquer modo, a esquerda que sempre mancou de uma perna, pode agora fazer história e mudar o paradigma no país.
Que não haja dúvidas também que o BE e o PCP são partidos que têm o direito de poder governar ou de se posicionarem como apoio de governo. Que não haja dúvidas que o milhão de pessoas que votaram nesses partidos não são de segunda e que os seus votos em democracia valem tanto como os outros. Que não haja dúvidas que tudo o que está a acontecer é legal. Já ouvi expressões que falam em golpe, fraude e totalitarismo vindas de pessoas com responsabilidades públicas. O desespero nunca é bom conselheiro. E pela amostra de Calvão da Silva, o governo minoritário de Passos seria ainda mais desesperante que o anterior...


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

'Recapitulando'

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 0
Nem sempre concordo com tudo o que diz ou escreve, mas desta vez não tiro uma vírgula... Já agora vale a pena pensar nisto:


Miguel Sousa Tavares, Recapitulando [in Expresso]:

"Espero bem que o país não se esqueça de ajustar contas com essa gente um dia. Esses economistas, esses catedráticos da mentira e da manipulação, servindo muitas vezes interesses que estão para lá de nós, continuam por aí, a vomitar asneiras e a propor crimes, como se a impunidade fizesse parte do estatuto académico que exibem como manto de sabedoria.
Essa gente, e a banca, foram os que convenceram Passos Coelho a recusar o PEC 4 e a abrir caminho ao resgate, propondo- -lhe que apresentasse como seu programa nada mais do que o programa da troika — o que ele fez, aliviado por não ter de pensar mais no assunto. Vale a pena, aliás, lembrar, que o amaldiçoado José Sócrates, foi o único que se opôs sempre ao resgate, dizendo e repetindo que ele nos imporia condições de uma dureza extrema e um preço incomportável a pagar. Esta maioria, há que reconhecê-lo, conseguiu o seu maior ou único sucesso em convencer o país que o culpado de tudo o que de mal nos estava a acontecer foi Sócrates — o culpado de vinte anos sucessivos de défice das contas públicas, o culpado da ordem vinda de Bruxelas em 2009 para gastar e gastar contra a recessão (que, curiosamente, só não foi cumprida pela Alemanha, que era quem dava a ordem), e também o culpado pela vinda da troika. Mas, tanto o PSD como o CDS, sabiam muito bem que, chumbado o PEC 4, o país ficaria sem tesouraria e não restava outro caminho que não o de pedir o resgate. Sabiam-no, mas o apelo do poder foi mais forte do que tudo, mesmo que, benevolamente, queiramos acreditar que não mediram as consequências.
E também o sabia o PCP e a CGTP, que, como manda a história, não resistiram à tentação do quanto pior, melhor. E sabiam-no Francisco Louçã e o Bloco de Esquerda, que, por razões que um psicanalista talvez explique melhor do que eu, se juntaram também à mais amoral das coligações direita/extrema-esquerda, com o fim imediato e mais do que previsível de obrigar o país ao resgate e colocar a direita e os liberais de aviário no poder, para fazer de nós o terreno de experimentação económica e desforra social a que temos assistido."

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Chafurdanço de Big Brother

quinta-feira, 25 de julho de 2013 1
Eis que, regressado de férias, termina a novela da política portuguesa. Em vários episódios, durante um mês, também o governo e o país tiraram férias, e saciaram-se à grande a assistir ao entra e sai em directo. Com prefácio de Gaspar, e o fica/não fica irrevogável de Portas, as personagens foram desenvolvendo uma trama digna de uma qualquer série do big brother.
Veja-se o exemplo dessa personagem que dá pelo nome de Rui Machete, um histórico do PSD, recauchutado e vendido como novo. A exemplo da refundação do governo, a refundação do Estado ganha assim um novo significado. Então não é que não chegava o secretário de Estado Franquelim Alves, a quem eliminaram do currículo a sua passagem pelo BPN, agora também o 'novíssimo' ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros oculta da sua biografia os rabos de palha na SLN/BPN e quando questionado sobre essa passagem, acusa todos os outros de podridão! O pântano do BPN e a sua ligação íntima ao cavaquismo permite toda a perfídia, em nome da vassourada para debaixo do tapete de qualquer resquício que possa aparecer no futuro. A podridão de que fala Machete é a maior nojeira e o maior escândalo da democracia portuguesa e cada vez mais se percebe a necessidade de certas nomeações, não vá alguém descobrir ainda mais do que aquilo que já se sabe...
Outra personagem chave do enredo é a ministra das Finanças, sim a dos swaps, a que mentiu na comissão de inquérito, a que Portas não queria no governo e não se sabe porque artes mágicas vai coordenar. Mas coordenar o quê? Como e até quando? Vale tudo em nome do poder comesinho e da fruta no fim da refeição... É este o padrão de honestidade do governo? O mais pequeno de sempre, em nome da falsa moralidade, que tornou os 11 ministérios iniciais ingovernáveis e que em 2 anos já saltou para 14? Até quando?
Mas esta falsa moralidade, este jogo do empurra vai mais longe, veja-se o que tem feito Cavaco Silva, a personagem principal do final da novela. Paulo Portas tentou fugir do desastre para tentar salvar o partido mas um Passos Coelho quase a afogar-se deu-lhe tudo para poder continuar agarrado ao poder. O que fez o presidente? Inventou uma manobra para ocultar as responsabilidades do 'seu' governo, de há muito a esta parte de sua iniciativa presidencial. Usou o país e as dificuldades dos portugueses para uma pérfida e engendrada tática de salvação nacional, tentando colar o PS a este governo miserável, incompetente e moribundo, tudo para acabar a dar posse a uma remodelação já pronta há 15 dias e deixando no ar a culpa do PS por não lhe ter feito o frete. Ou esquece-se do seu discurso no 25 de Abril último, sectário e mesquinho. Feito de ajuste de contas. Ou esquece-se que este governo ignorou o PS e os seus parceiros sociais, pelo menos desde há 1 ano a esta parte? As manobras de Belém tiveram como único objectivo ocultar, adiar e escamotear a verdadeira trapalhada que é e continuará a ser este governo. Um governo dado como morto por 3 vezes, ressuscitou pela mão atrás do arbusto. A mesma mão que o tinha ligado à máquina por mais um ano. Em que ficamos? Há 15 dias este governo, recauchutado ou não, só servia para um ano, e isto porque eleições antecipadas poriam o país em suspenso durante muito tempo, as avaliações da troika, o orçamento para 2014, blá, blá, blá. E agora, passados que foram 15 dias, dá posse a uma remodelação governamental, que já pode servir até ao final da legislatura. Durante estes 15 dias Cavaco lembrou-se que afinal este governo é maioritário. Façam o que fizerem. Até quando?
Entretanto, temos no executivo, dois governos distintos, o da economia de Portas e Pires de Lima, que quer crescimento económico, e o de Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque que quer continuar a senda neoliberal e de austeridade castrantes como até aqui. Até quando?
Estes 15 dias foram uma tentativa de prova de vida do PR, numa manobra suja de arrastar o PS para o lamaçal e atirar poeira para os olhos de alguns portugueses mais incautos, na esperança de esquecerem as cartas de Gaspar e de Portas, de esquecerem os 'swaps' da ministra das Finanças e o afundanço na lama da política portuguesa e de Portugal. Por causa de um governo mentiroso, impreparado, incompetente e premeditado na sacanice e na trampa ideológica que os faz chafurdar como moscas no meio da m...
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A semana do Pedrinho e do Paulinho

sexta-feira, 5 de julho de 2013 0

Vítor Gaspar dixit:

"O incumprimento dos programas originais para o défice e a dívida, em 2012 e 2013, foi determinado por uma queda muito substancial da procura interna e por uma alteração da sua composição que provocaram uma forte quebra nas receitas tributárias. A repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças. (...) o nível de desemprego e de desemprego jovem são muito graves. (...) Pela nossa parte exigem a rápida transição para uma nova fase do ajustamento: a fase do investimento!"

Paulo Portas dixit:

"Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.
São conhecidas as diferenças políticas que tive com o ministro das Finanças. A sua decisão pessoal de sair permitia abrir um ciclo político e económico diferente. A escolha feita pelo primeiro-ministro teria, por isso, de ser especialmente cuidadosa e consensual.
O primeiro-ministro entendeu seguir o caminho da mera continuidade no Ministério das Finanças. Respeito mas discordo.
Expressei, atempadamente, este ponto de vista ao primeiro-ministro, que, ainda assim, confirmou a sua escolha. Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível.
Ao longo destes dois anos protegi até ao limite das minhas forças o valor da estabilidade. Porém, a forma como, reiteradamente, as decisões são tomadas no Governo torna, efectivamente, dispensável o meu contributo."

Como se percebe são excertos da carta e do comunicado de Gaspar e Portas, respectivamente, aquando da apresentação das suas demissões do governo.
Como também se percebe elas encerram fortes críticas ao rumo e à política seguida pelo governo. Se Gaspar faz uma autocrítica e aponta o caminho do investimento, Portas torna irrevogável a sua continuação neste governo e com estas políticas. E essas são as conclusões maiores que se tiram desta semana, em que não esteve suspensa a democracia, como alguém um dia disse que seria necessário, mas esteve suspenso o governo. Em dois dias o país assistiu incrédulo a uma novela mexicana em que o amor-ódio faz sempre parte do guião. Um arrufo de rapazolas, putos imberbes que comandam um país, deu para os gregos poderem dizer que a Grécia não é Portugal.
O que sobra da semana é a confirmação daquilo que já se sabia, mas que muitos não queriam ver. A política de cartilha pseudo-imbecil neo-liberal seguida por Passos Coelho e Gaspar resultou numa recessão de 2,3% com estimativas de atingir 4% no fim do ano, o desemprego está nos 18,6%, o défice em 10,6 % e a dívida pública já vai em 127% do PIB. Há dois anos, quando o país estava em bancarrota os mesmos indicadores eram os seguintes: recessão (0,2%), desemprego (12,6%), défice (8,8%) e dívida (107%). É isto que a troika e agora Passos Coelho isolado defendem como 'o bom aluno', 'o caminho certo', 'a consolidação das contas públicas', 'o ajustamento'. Os credores estão-se a marimbar para as pessoas e para o país, desde que lucrem com a nossa crise. Se ela for política, óptimo, mais juros, mais dinheiro. Ora, se o país estava na bancarrota há dois anos, agora, ninguém duvidará de um segundo resgate. Aliás, os juros atingiram 8% esta semana, com as traquinices do Pedro e do Paulo, acima dos 7% que obrigou Sócrates a pedir a intervenção da troika.
Esta semana representou o consumar do colapso e do falhanço de um governo impreparado, incompetente e ligado à máquina de há uns meses a esta parte. E Relvas, nunca se esqueçam de Miguel Relvas. E do Borges e Moedas, da Paula, do Álvaro e afins.
Alguém dará credibilidade a este governo, mesmo se Portas recuar? E Portas terá alguma? E a reforma do Estado que supostamente entregará daqui a quinze dias? A reforma do Estado que provavelmente não soube nem conseguiu fazer. Como o governo até agora não soube e que era por onde devia ter começado.
E Cavaco após aquela humilhação farsante em que se envolveu ao dar posse a uma ministra que não se sabe se estará no cargo segunda feira, tem margem de manobra para quê? O homem que pôs a mão no rabo de Portas e Coelho que terá agora a dizer? Que sempre disse que preferia a estabilidade e agora levou um pontapé no cu e um bofardo na língua? O governo que sair desta  porcaria durará até quando? Até às autárquicas? Ao OE? Ou até ao segundo resgate?
Esta semana serviu também para se poder dizer alto e em bom som: AS ELEIÇÕES FAZEM PARTE DA DEMOCRACIA E NÃO HÁ ARGUMENTOS ECONÓMICOS QUE POSSAM DISSUADIR A SUA REALIZAÇÃO!!! NÃO HÁ CHANTAGEM ALGUMA DOS MERCADOS E DE QUEM QUER QUE SEJA QUE POSSA IMPEDIR O POVO DE SE PRONUNCIAR NAS URNAS! DEITAR ESTES DOIS ANOS PELA BORDA FORA É O MELHOR QUE NOS PODIA ACONTECER. AINDA QUE COM SEGURO AO LEME.
Esta semana esclareceu de uma vez por todas que é preferível eleições a aturar birras de canalha mimada, preocupada com os seus umbigos eleitoralistas, deixando o país suspenso e à deriva. Este governo é, foi e será uma nulidade. Uma farsa e uma calamidade. Os últimos dois anos foram tempo perdido à custa de todos.
Esta semana demonstrou que qualquer alternativa é preferível ao triste espéctaculo de morte assistida do país e do sistema político, repito, com razões válidas de Portas, mas demagógicas, sectárias e caciqueiras como se verá amanhã ou nos próximos dias, quando Portas for ministro da Economia e Macedo das Finanças. Passos Coelho é o maior culpado por todas as razões (principalmente porque teima em levar ao leme o país rumo ao precipício) e Maria Albuquerque será um rodapé no capítulo respeitante aos contratos swaps.
Esta semana foi a maior vergonha, das muitas, a que este governo já nos habituou, tamanha, que é urgente pedir desculpa a Santana Lopes. As suas trapalhadas foram de menino comparadas com as destes fedelhos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

'Quis custodiet ipsos custodes?'

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 2
Enquanto CR7 se sente "triste profissionalmente" quando ganha 10 milhões de euros por ano no Real Madrid, imagino como se sentirá quem recebe o salário mínimo em Portugal ou pouco mais e a quem dizem que os salários e as indemnizações por despedimento ainda têm que baixar mais...
Ou assinalar com 'estupefação' que Catarina Furtado 'aceitou' baixar o seu salário mensal na RTP para uns 'míseros' 24 mil euros, enquanto a Troika afirma que o doente (Portugal) reagiu mal ao remédio (memorando de entendimento baseado na austeridade) por culpa exclusiva do governo. Será por ter exagerado na dose? Quando o governo dizia de peito feito que foi além daquilo que a Troika exigia? E a Troika a quem responde? Quem quis instituir um modelo experimental de liberalização do mercado assente no empobrecimento e na destruição da economia real? Quem guarda os guardas?
E a RTP vai ser concessionada a que amigo de Relvas e Borges para assegurar o seu 'job' na administração? Será a 'renovada' SLN do ex-novo-antigo amigo e ídolo Dias Loureiro? Já agora, que é feito desse pinóquio?
E o desemprego, a nova emigração, a Lei dos Compromissos, vista e revista 'ad hoc' 'as usual', a privatização da ANA, TAP e Águas de Portugal?
E as Novas Oportunidades que Relvas tão bem 'usou'?
E o diálogo, da espécie monólogo entre a coligação da maioria?
E os documentos dos submarinos? E o escândalo calado dos depósitos feitos por um tal 'Jacinto Leite Capelo Rego' em nome do CDS/PP?
Agora que acabou Agosto, a 'silly season' vai continuar até deixarmos...



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Liquidação Total

sexta-feira, 1 de julho de 2011 0
O país está à venda, e quem nele vive também. É proibido por lei vender seres humanos, mas pode desbaratar-se-lhes a alma, os bolsos e a esperança.
Afinal a desilusão não demorou uma semana a abater-se sobre o novo Governo, que deverá ter o menor período de 'estado de graça' de sempre.
Não se bastando com a polémica em volta de Fernando Nobre, o único deputado que depois de indicado para presidir à AR não conseguiu ser eleito, a medida ontem anunciada não estava nos planos da troika, não estava no programa de governo e não estava nos planos de Passos Coelho... ou estava? É que na pré-campanha o próprio anunciou que era um disparate falar-se de cortes no 13º mês... Porquê? Porque é que insistem em descredibilizar a missão nobre que lhes é confiada pelo povo? Onde estão os guardiões da verdade e da moral acima de qualquer suspeita? Aqueles que insultavam Sócrates e quem o defendesse? Falem agora ó soberanos da democracia!!! Juntem lá os painéis de economistas, comentaristas, politólogos e jornalistas.
Até porque a medida não se vai aplicar aos detentores do grande capital, não haverá nenhuma medida especial que se aplique aos grandes depósitos e dividendos... para variar. Esses continuam a encaixar o produto da austeridade imposta e a receber os juros que compensam eventuais perdas que tenham tido com a crise... a troco de um piquenique e um concerto do Tony.
O aumento do IVA não estava nos planos da troika, não estava no programa de governo e não estava nos planos de Passos Coelho... ou estava?
Mas então não era do lado da despesa que estava todo o mal que vinha ao mundo?
E agora também já puseram à venda todo o património que pertencia aos extintos Governos Civis, mas será que conhecem os edifícios que lhes serviram de sede? Nomeadamente o de Aveiro, que é um património histórico e de interesse nacional. Ou o interesse nacional também está à venda?
Uma pequena curiosidade: Passos Coelho disse esta semana que os Governos Civis tinham sido importantes e cumprido o seu papel sobretudo na época da ditadura... ora, atendendo a que estes foram criados em 1835, não se percebe o que terá querido dizer... é mais uma fuga para a frente.
A privatização da RTP ficará para momento oportuno. Pinto Balsemão já disse que não há espaço para mais um canal privado... dois mais dois igual a quatro... já se percebeu que aí não vão ter coragem de mexer. Atenta contra outros interesses privados e o que interessa é que esses tenham acesso ao Estado e não este que lhes faça concorrência...
O PSD e o CDS/PP mentiram ao país e esconderam tudo isto... é mais do mesmo, e mais do mesmo vai levar o país do hospital para o cemitério.
Vamos deixar que nos enterrem?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vamos à bola

terça-feira, 12 de abril de 2011 4
Bom tempo para a prática do futebol. Estádio bonito, com capacidade para 10 milhões de espectadores, mas que por esta altura deve rondar os 50% da sua capacidade total. Era esperada mais gente para assistir a este grande clássico do futebol português. De um lado o PS, de Sócrates, o capitão de equipa e organizador de todo o jogo socialista. Do outro lado, a oposição, sem grandes estrelas, mas uma equipa coesa e unida.
A equipa de arbitragem veio da Alemanha, liderada pela Sra. Merkel, os fiscais de linha, FMI e BCE, e o quarto árbitro é a CE. Ambos os treinadores se cumprimentam, Mário Soares pelo PS, sempre interventivo, mas que tem averbado algumas derrotas ultimamente. O treinador da oposição, Cavaco Silva, já leva alguns anos no cargo, disciplinador e raramente contestado.
As principais ausências: de um lado Manuel Alegre, expulso no último jogo e a cumprir castigo. Do outro Manuela Ferreira Leite, que se lesionou gravemente há já um ano e que falha o resto da temporada. A surpresa surge do lado da oposição, Fernando Nobre, contratação de última hora, surge a titular no lugar do central António Capucho, relegado para o banco.
Este é o jogo do tudo ou nada, com um grau de risco muito elevado, em especial pela troca de palavras mais azedas trocadas nos últimos dias, pelos dirigentes de ambas as equipas.
E aí está, começa o jogo. Miguel Relvas, leva a bola pela estrema esquerda, passa para Louçã, que tenta driblar Sócrates que lhe sai ao caminho... uma primeira finta, e é rasteirado por Sócrates... grande confusão agora, com ambos a trocar argumentos e empurrões. E atenção, Louçã agride Sócrates com uma censura, e a juiz da partida expulsa Louçã com vermelho directo. A oposição fica agora reduzida a dez elementos, mesmo no princípio do jogo. Mário Soares e todo o banco socialista a gesticular, e Cavaco, sempre impávido e sereno ainda não se levantou.
Primeiro quarto de hora de jogo cumprido, e ainda ninguém fez qualquer remate à baliza adversária, aliás Passos Coelho já perdeu três vezes a bola e é sempre apanhado em fora de jogo.
Portas conduz a bola pela extrema direita, com um passe longo, cruza para a extrema esquerda onde Jerónimo aparece, e de cabeça põe a bola à mercê de Passos Coelho, que se isola em frente à baliza, grande perigo, Passos Coelho remata e...gooooolo! Mas, atenção, o fiscal de linha BCE, invalida o golo, diz que Passos Coelho controlou o PEC com a mão, Passos Coelho protesta, mas Merkel confirma a anulação do golo.
O jogo socialista está muito amarrado no meio campo, muito por culpa do jogo táctico da oposição, não deixando Sócrates controlar o jogo.
Começa a segunda parte, e surpresa na equipa socialista, Sócrates ficou nas cabinas ao intervalo, substituído por Francisco Assis. O jogo socialista está agora mais solto, mas continua sem criar grandes oportunidades de golo.
Setenta minutos de jogo, e a assistência começa a abandonar o estádio. Está um jogo desinteressante, muito faltoso, com Merkel a ter que mostrar muitos amarelos. Aliás, Fernando Nobre, até aqui sem qualquer amarelo na Liga, também já viu um amarelo, por gestos agressivos em direcção ao público.
Final do jogo, com um empate a zero, sem dúvida o pior clássico dos últimos anos, com a equipa de arbitragem a ser obrigada a muita intervenção, para parar o jogo sujo e faltoso de ambas as equipas, sem grande sentido de responsabilidade e de oportunidades criadas. Destaque pela negativa para o jogo pobre de Sócrates, excelente jogador, mas hoje muito criticado pelo público, e também Passos Coelho que não soube agarrar a titularidade, caindo sempre no fora de jogo, e com o lugar em risco.
Cavaco não faz comentários como habitualmente, e Mário Soares a dizer que foi mais uma oportunidade desperdiçada.
Dia 5 de Junho temos novo clássico, onde se espera um jogo muito melhor, mas que se prevê com pouca adesão do público e que a Liga ainda não se decida nesse jogo. Para infortúnio dos espectadores...

quarta-feira, 16 de março de 2011

O rosto da política necessária

quarta-feira, 16 de março de 2011 0
Hoje, perdoar-me-ão, vou ser um pouco mais extenso. Os tempos que vivemos, são em simultâneo, difíceis mas empolgantes. O serem difíceis julgo que está à vista de todos. São empolgantes no sentido do debate ideológico que se impõe ou que nos é imposto. Chegou a hora de tomar partido.

Todos os dias nos dizem que acabou o Estado social, o Estado protector, a economia previsível, as certezas absolutas, o emprego para a vida, o trabalho com contrato, a segurança apaziguadora. O mundo pula mais do que avança e está em constante sobressalto (eu sei, foi um trocadilho fácil da letra da música "Pedra Filosofal"). A evolução civilizacional conquistada a pulso no último século está em crise, feita de revoluções, de luta pela liberdade, de combates ideológicos mais ou menos sangrentos. Ainda não se sabe se ganhou o sistema capitalista, do mercado liberal, se o sistema social, do Estado protector. Provavelmente ganharam os dois. Sabe-se quem perdeu, as ditaduras, os imperialismos, o fascismo, o socialismo marxista, leninista e trotskista, os extremos de direita ou de esquerda. A liberdade ganhou e deve ganhar sempre! A liberdade de escolha, a liberdade de voto, a liberdade de expressão. Acontece que a liberdade não é um fim em si mesmo, ela implica responsabilidade, implica que se saiba viver com ela, e não aproveitar-se dela. E isso mesmo decorreu da queda do muro de Berlim, da queda do sistema socialista soviético. A liberdade do capital chamou a si a sua própria liberdade. Assistimos recentemente à falência do sistema capitalista global. Disso que ninguém tenha dúvidas. Se  o fim do socialismo utópico e de Estado se deveu à falta de liberdade individual e privada, a liberdade desregrada e egoísta dos últimos anos de especulação financeira deveria levar ao fim do capitalismo neo-liberal. A diferença reside no conteúdo e não na forma. Infelizmente. O dinheiro é, hoje por hoje, mais importante que o individuo. E é por isso que o sistema capitalista tout-court, desregulado e especulativo não morreu e está mais forte do que nunca. Repare-se que agora uma qualquer agência de notação financeira, elas próprias com grande responsabilidade na crise financeira que posteriormente levou à económica, mantêm os próprios Estados reféns da sua ânsia e ganância. O modelo social europeu caiu pela base à mais mínima probabilidade de alguém poder perder algum dinheiro. E já aqui perguntei como é possível que a crise do sistema neo-liberal e global dê origem ao atestado de óbito do Estado social? A única explicação que encontro é sempre a mesma e passa por falar em dinheiro. 
Aos que me acusam de seguidismo e parcialismo, eu respondo que têm toda a razão, sou seguidista dos meus ideais de esquerda quando se trata de igualdade e liberdade,  parcial o suficiente para sobrepôr o individuo ao capital, de defesa do Estado social e protector, sempre com a noção exacta que são os mercados livres que devem e podem melhor desenvolver a economia e o mundo, mas com regras, que só podem ser ditadas pelo Estado. Isto sim é política...eu já escolhi o meu partido. E vós?

Por contraponto à política, vem a política dos politiqueiros, a chamada politiquice. Este era o momento para se debater a fundo a politica dos ideais, com ideias responsáveis e seguras. Mas não, desde Merkel, a Sarkozy, passando cá no nosso burgo por Cavaco, Passos Coelho e Sócrates, todos resolveram desperdiçar a oportunidade única que vivemos de poder encontrar pontes e pontos de união para o futuro. Quem sabe até encontrando uma solução intermédia que desembocasse num sistema político que aproveitasse o melhor de gregos e troianos.
Mas não. Joga-se à política, foge-se às responsabilidades, brinca-se com o país e com o nosso futuro e dos nossos filhos.
O folhetim do novo PEC é o que faltava para pôr de vez a pedra sobre o túmulo. Se é verdade que o congelamento das pensões mais baixas, é (e para usar uma palavra da moda) do mais rasco que se pode fazer, aliado aos cortes nas outras pensões, bem como à maior desbaratização e precariedade do emprego, então o Estado social bateu mesmo no fundo, ainda por cima com directivas ditadas pela Alemanha, ao arrepio das instituições europeias democraticamente eleitas. Já não nos dirigimos à comissão ou ao parlamento europeus, vamos directamente falar com Merkel. E aí a culpa é de Sócrates e de todos os bonecos que por lá pululam. Passos Coelho queria cozer em lume brando este Governo mais uns meses, só que não contou com o desnorte que por lá se vive, e por querer ou sem querer, culpa de Sócrates ou de Passos Coelho, a crise política está instalada. E Passos Coelho que contava com o desgaste do Governo para chegar à maioria absoluta, vê-se confrontado com um cenário de eleições, que estou convencido, não desejava já.  O PEC vai a votos e o Governo vai cair. Até que enfim...ou não...porque neste momento a direita unida (PSD/CDS) ainda não tem maioria absoluta. Que outra coisa poderá o PSD fazer no poder sem maioria? Vai chamar o FMI? Vai Paulo Portas negociar com Merkel? Ou vai tomar medidas senão iguais, bem piores, a reboque do discurso de todos os governos recém empossados do "nunca pensei que isto estivesse tão mal", ou do "a culpa do governo anterior", etc. O jogo da politiquice de quem deve ser responsável veio para ficar. À falta de ética e de responsabilidade, junta-se a falta de vergonha e de coragem e a ânsia ou a manutenção do poder. O país fica para depois.

E agora para acabar com a politiquice, mais uma vez Cavaco Silva surpreendeu... ou não, ao dizer a seguinte frase ""Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar". Pergunto eu: será que para Cavaco a guerra colonial fooi essencial ao nosso futuro? Será que as missões e as causas serão as mesmas de um regime ditatorial e as de quem foi eleito e vive em liberdade? As palavras brotam da sua boca com a determinação de quem não sabe o que está a ler, com a ignorância de quem não percebe o significado das coisas, ou então é mesmo convicção. Seja como for qualquer delas é muito grave. Vou fazer-me amigo de Cavaco no Facebook, porque ao que parece é lá que ele explica o que verdadeiramente quis dizer. Sem comentários.

Não é de estranhar pois, que os meios e as redes tradicionais estejam em risco, com o surgimento das redes sociais globais, rápidas e abrangentes, quando a política de  ideais é substituída pelo jogo do momento, pelo soluçar do poder e dos boys, que, não se iludam, são de todos os quadrantes e mudam de cor conforme a onda. Os protestos espontâneos a que temos assistido são fruto da politiquice que se vê e da política que não se vê. Mas se nascem sem ideologia, só a ideologia os fará alcançar uma meta. É o nosso sistema democrático que o exige, e aí temos que  votar nos rostos que nos representam ou não. Talvez por tudo isto se explique a abstenção. Mas ninguém devia ser abstencionista, que para todos os efeitos não é a mesma coisa. Talvez por isso em França a extrema direita esteja a ganhar terreno. Temo o pior. É chegada a hora de escolher. Mas sempre pela liberdade...

 
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