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terça-feira, 8 de abril de 2014

Durão baixa as orelhas e mostra os dentes

terça-feira, 8 de abril de 2014 0
Durão Barroso não tem nada que o recomende. Patrocinou na Base das Lajes a fotografia histórica que permitiu a invasão do Iraque baseada nas célebres armas de destruição maciça, um pressuposto errado e enganador. Abandonou o país em nome de um cargo europeu para o qual e após 10 anos de exercício provou não ter qualquer competência. Um 'job' que com Durão ficou esvaziado ao doce balançar do fantoche de Merkel. Ganhou ódios em quase todos os sectores decisórios da União e chegou mesmo enquanto tal a dar-se à lata de criticar uma instituição soberana do seu país (falo claro do Tribunal Constitucional). Lambe as botas de Berlim como um cão amestrado, sem demonstrar qualquer respeito pelo cargo que ocupa. Não se lhe conhece qualquer contributo positivo para a resolução da crise financeira e económica que grassa na Europa, antes pelo contrário. Não tem opinião sobre nada que não seja o ámen reverencial ao diktat troikiano. E quer agora regressar impoluto ao país que deixou entregue nas mãos de Santana Lopes. Mas não regressa sem antes tentar limpar a imagem de um PSD obscuro que se afundou no BPN. E tenta fazê-lo atacando o regulador da época, na figura de Constâncio. Diz agora que houve falhas na regulação e que perguntou por ela aquando da sua fugaz passagem por primeiro Ministro. Esquece todavia que faria um melhor favor ao seu partido se calasse para sempre o maior escândalo financeiro de que há memória em Portugal. Esquece que foi o seu partido e o cavaquismo de que ele é fiel seguidor, os únicos e principais responsáveis pelos crimes perpetrados no BPN e que custaram aos portugueses 7 mil milhões de euros. Esquece que nomeou Dias Loureiro para órgão dirigente do PSD 2 anos depois de ter alertado Constâncio. E alertou sobre o quê e em que termos? Falava de crimes? Se sim, também alertou as autoridades policiais? É que uma coisa são as irregularidades que são da responsabilidade do BdP, outra coisa são os crimes que por lá se cometeram, até hoje sem castigo, como é apanágio português quando se trata da alta criminalidade financeira. E porquê só agora? Porque é que só 10 anos depois se lembrou do BPN?
Quer o lugar de Constâncio ou quer o de Cavaco?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nostalgias presidenciais do Portugal passado

quinta-feira, 16 de maio de 2013 0
O Portugal dos 3 F's regressou em força. Fado, Fátima e futebol. O nosso fado é a troika e todos os incompetentes e chulos do sistema. Entre eles a sanguessuga Mexia que diz que o PIB melhora com as vitórias do Benfica. Talvez. A verdade é que a recessão do 1º trimestre (quando o Benfica ganhava) foi de 3,9% e para isso só precisamos de ter um Gaspar a fazer contas. Mexia que recebeu 2 milhões de euros só de prémios no ano passado também podia contribuir para o PIB e emigrar. Ou o Borges, o Catroga e todos aqueles reformados/administradores/gestores/boys milionários que todos os dias têm a lata de nos vir dizer que temos que empobrecer.
O Presidente da República ensandeceu de vez e pôs-se a invocar S. Jorge e a Virgem Maria. Sua Senilidade presidencial é a maior virgem cobarde de que tenho memória do Portugal político. É ainda por cima, uma imbecilidade popularucha a quem já não reconheço legitimidade política para desempenhar o cargo. Das duas uma, ou a tirada sobre a Nossa Senhora de Fátima e a negociação da 7ª avaliação da troika foi mesmo um milagre, ou então, estará a escarnecer de todos aqueles que rejeitam a continuação desta política de terra queimada. Seja como for, Cavaco enlouqueceu, traído pelo seu próprio narcisismo pedante, mitómano e presunçoso. O emproado Cavaco é um saudosista salazarento, que gosta de se auto-elogiar no seu papel de salvador da pátria. A sua declaração, mais não foi que um auto-elogio a uma sua pseudo-intervenção divina que terá tido a ilusão de ter salvo o país e o governo. O egocêntrico Cavaco faz  questão de também ele acertar contas com o passado, e de se vingar dos anos em que foi obrigado a ficar longe dos holofotes. O parcial e incoerente Cavaco não desce do pedestal por causa nenhuma e a nostalgia do poder absoluto, quer o de há 20 anos, quer o de há 40 anos, não lhe permitem ter a postura de um estadista. Os seus discursos e prefácios, maliciosos e revanchistas, são a expressão máxima da sua militância jactante.
Ele que é um dos responsáveis (directa ou indirectamente) pela maior fraude do século: BPN.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Boas notícias

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 0
Ele é só boas notícias...
Ricardo Salgado, presidente do BES, e que está a ser investigado pela justiça, tanto ele como o seu banco, é um homem íntegro no dizer do Banco de Portugal. Para o Banco Central, Salgado esquecer-se de declarar ao fisco uns míseros €80 milhões de euros, representará o mesmo que eu sair de casa de manhã descalço.
Ulrich continua a sua batalha naval. Um banco que tenha um presidente assim, tão bocarras, só pode mesmo ir ao fundo.
O secretário de estado Franquelim, vai omitir do seu curriculum a sua nomeação pelo governo, tão vergonhosa como a sua passagem pela SLN e BPN. Não deixa de ser inovador...
Os EUA e o governo de Obama processaram a S&P, agência de rating, por fraude nas avaliações. Haja alguma decência e sobretudo justiça.
Por fim, a cereja no topo do bolo, o governo anunciou para 2014 a construção da linha do TGV, que ligará Lisboa a Madrid. Só pode ser brincadeira do mau gosto de Gaspar.

sexta-feira, 30 de março de 2012

180 à noitinha...

sexta-feira, 30 de março de 2012 0
180! Por extenso... Cento e oitenta milhões de euros! Foi este o valor pago em dividendos aos novos accionistas da EDP e da REN relativamente ao ano de 2011. Valor pago a accionistas que em 2011 não o eram. Foi direitinho para a China e para Omã. Perante isto, o que são 4 milhõezitos que a Lusoponte meteu ao bolso?! E Vítor Gaspar, o austero e rigoroso Gaspar? O que tem a dizer perante este roubo nas nossas barbas? Nada? Pois, eu sei, é do género do BPN, já fazia parte do pacote. Um dia destes vou pedir dinheiro emprestado à CGD e compro uma empresazita estadual, uma que esteja assim a preço de saldo e que seja lucrativa, ah!, e já agora que seja um monopólio. É que num ano recebo duas ou três vezes mais, pago o empréstimo e fico rico à pala do estado e dos contribuintes portugueses que hão-de pagar o meu empréstimo, as minhas rendas e as minhas tarifas. É só falar com o Relvas que ele trata de tudo.
Já agora, já ouviram falar de um banco com sede em Cabo Verde chamado Banco Internacional Fiduciário? Com ligações à SLN e aos investimentos de Angola, e de que cuja administração terá pertencido, ou ainda pertence Miguel Relvas? A UE pelos vistos já ouviu falar. Estejam atentos aos próximos capítulos e à tal pseudo-comissão de inquérito ao BPN.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Há lodo no cais

quinta-feira, 29 de março de 2012 0
O traço ao alto, na linha a piscar... a piscar... não sei que diga... não sei que escreva... qualquer coisa, convencido que o meu super blogue precisa de comida. Os meus ávidos leitores precisam de qualquer coisa. Eles que me seguem religiosamente, que anseiam um artigo novo a cada dia que passa. Já não escrevo nada há quase uma semana... Que pretensioso!, que convencimento tão inocente! Não há nem meia dúzia que leiam esta merda, e já tens que descontar a tua mulher que te faz o favor. Foda-se, não escrevo nada! Escrevo.
Sobre o congresso do PSD no passado fim de semana? Não. Isso nem foi notícia. Foi só bater no Sócrates.
E que tal futebol? Também não. Já mete nojo. Parece que os árbitros é que jogam à bola.
Os processos contra Sócrates? Também já enjoa. Condenem o homem de uma vez por todas. Na praça se possível e com uma corda ao pescoço.
A entrevista de Passos a garantir a retoma económica em 2013 e sem necessidade de qualquer medida adicional de austeridade? Desmentido no dia seguinte pelo Banco de Portugal, recessão de 3,7% no final do ano.
A aprovação na AR do novo Código Laboral? Estou farto de bater no ceguinho. Já sabemos que temos que pagar salários ao nível dos praticados na China. Já sabemos que o pessoal tem que ir tratar de vidinha quando der mais jeito ao patrão. Já sabemos que a resposta liberal é o desemprego. Há deputados do PS que vão furar a disciplina partidária e vão votar contra? Acho muito bem. Eu, se lá estivesse, fazia o mesmo. Quero que se lixe a Troika e o Seguro e o 'sei o que assinaste no ano passado'.
Os jogos de bastidores nas comissões de inquérito ao BPN? Ponham-nos a todos na praça com a corda ao pescoço! Quem o nacionalizou, sem nacionalizar a SLN, e quem privatizou gastando quase tanto como custou a nacionalização.
O Catroga que há um ano achava que havia rendas excessivas no sector energético e que agora que passou para o outro lado diz que é preciso ter calma e ponderação? Sem comentários...
O sindicato dos juízes que fez uma queixa contra os ex-ministros do governo PS, alegando gastos ilegais e excessivos? Achava muito bem, se não fosse a sensação de vingança por esse governo ter cortado nos salários de S. Exas. Se não fosse um juiz a julgar essa queixa. Em causa própria obviamente.
O Borges e quem o pôs lá?, que acham que não existe nenhuma incompatibilidade entre as funções que exerce na Jerónimo Martins, e as novas funções de 'alto' conselheiro para as privatizações? À mulher de César...
O 10 de Junho ser comemorado este ano em Lisboa? É para ajudar Miguel Relvas com a reforma territorial e administrativa, afinal em Lisboa está o país todo.
Afinal... não falta lodo sobre o que dizer qualquer coisa... e nisso somos muito ricos!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Semana Horribilis

sexta-feira, 16 de março de 2012 0
António Perez Metelo disse esta quinta-feira que o vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, veio a Lisboa deixar uma mensagem clara: que Portugal não deve sair do curso que está a percorrer neste momento.
Então não veio cá fazer nada, digo eu. É que já todos sabemos que este governo, custe o que custar, mesmo contra os avisos do avisado Cavaco Silva, vai continuar o seu plano de austeridade e empobrecimento. Depois não se queixem de falta de lealdade. Quem vos avisa...
Os jogos de poder no governo estão ao rubro, com o enredo a surgir à volta das energias e do QREN. O Álvaro que veio do Canadá, e não percebe do país nem de política, foi ultrapassado pelo Gaspar, que quer ser o primeiro Primeiro-Ministro tecnocrata português. Assim o ajude o Relvas, que é quem mexe os cordelinhos e já tirou ao Álvaro o desemprego jovem e as privatizações. O 'super-ministério' do Álvaro foi um nítido erro em nome da demagogia, que começa a dar frutos, e que vai custar a cabeça do elo mais fraco e também do mais sobrecarregado dos membros do governo.
Quanto ao Secretário de Estado da Energia, que queria acabar com as rendas usurárias da EDP, teve que se demitir, e depois ainda obrigaram o pobre Álvaro a ir fazer aquele papel ridículo à AR, como se estivesse numa discussão de café. Mas eu até percebo, já fazia parte do pacote comprado pelos chineses, senão provavelmente já não compravam. Repare-se como se está a tentar pagar dividendos de 2011 a quem ainda não era dono da empresa. É um pacote parecido com o do BPN, que por sinal até vai ter duas comissões de inquérito, daquelas que nunca dão em nada. Já que há duas, pena é que não se utilize uma para a SLN.
Registei com apreensão a falta de preparação de Passos Coelho no caso Lusoponte, a primeira PPP, criada por Ferreira do Amaral, de que é agora presidente. Mesmo após cinco dias de intervalo sobre a notícia do duplo pagamento, ainda conseguiu ir à AR gaguejar com uma singela pergunta de Louçã!
Registei também com desagrado as mentiras de Nuno Crato sobre os números da Parque Escolar. Um desmentido era o mínimo exigível, para não ser desmentido como o foi pelo IGF.
Para terminar uma semana desastrosa, mais umas quantas excepções aos cortes salariais ou dos gestores públicos. Desta vez na TAP, após as da CGD e do Banco de Portugal, seguir-se-ão a ANA, a RTP e todas as que forem para alienar.
Cada vez mais, este é um governo à imagem do de Durão Barroso e Santana Lopes... se é que ainda alguém se lembra desse governo... é que o de Sócrates toda a gente conhece.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sinais dos tempos

quarta-feira, 24 de agosto de 2011 0
1- É costume dizer-se que só existem duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. Quanto à primeira vou abster-me de comentários, é certa, imprevisível e quase sempre injusta. Curiosamente os impostos têm mais ou menos as mesmas características. Para além de certos, para quem trabalha como é óbvio, a sua imprevisibilidade tem sido uma constante nos últimos tempos, o que gera instabilidade e desconfiança. Até porque sabemos que vêm aí mais, só não sabemos é como e quando. E na grande esmagadora maioria dos casos são sempre para os mesmos. Os mesmos que os pagam descontando do produto do seu trabalho. A injustiça esconde-se na forma como são cobrados, distribuídos e aplicados. É já bem conhecido de todos a forma como se taxa cegamente neste país, quer através de impostos extraordinários sobre o trabalho, deixando de fora o capital, aumenta-se o IVA na electricidade e no gás, sem qualquer preocupação social, aumentam-se as taxas moderadoras indiscriminadamente e de forma uniforme, sem olhar às diferenças entre quem pode pagá-las ou não, baixa-se a Taxa Social Única, entregando às empresas o dinheiro dos trabalhadores, aumentando o desemprego em vez de o diminuir como se aponta em todo o lado. Taxa esta que iremos pagar com o mais cego dos impostos: o aumento de pelo menos 2% no escalão máximo do IVA. Sim, outra vez. Dão-se isenções fiscais aos patrões e à banca, que já pagam menos que todos os outros juntos, e por fim liberaliza-se o despedimento e desbaratam-se as respectivas indemnizações. A aplicação e a distribuição do resultado da cobrança desses impostos é para pagar a quem devemos e para recapitalizar a banca. É triste mas é verdade o nosso fado. Sinais dos tempos. 
E pensar que na Madeira, onde a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres é das maiores entre todas as regiões europeias, destino turístico onde pululam caciques e abençoados pelo Governo Regional, onde alguns têm um paraíso fiscal e os outros ou são alinhados ou são filhos da puta, onde a censura não tem vergonha, tem um desvio colossal de 277 milhões de euros para uma população de 267 mil habitantes. Se fosse no continente equivaleria em proporção a mais ou menos 13 mil milhões de euros. Coisa pouca. 

2- Mira Amaral lá conseguiu através da Sonangol ficar com a presidência do BPN, num negócio ruinoso e mal explicado, e que mais uma vez vai ser pago com os impostos dos suspeitos do costume. Parafraseando Miguel Sousa Tavares no Expresso: '...muito conveniente para arquivar o passado comprometedor da confraria bancária do cavaquismo’. Não diria melhor. 
A mesma Sonangol que através de negócios obscuros e num consórcio de raízes duvidosas, a China Sonangol, com sede em Hong Kong, é responsável pela exportação de mais de 20 mil milhões de euros anuais para a China em petróleo e diamantes, com o respectivo branqueamento de capitais e o produto dessas exportações a serem canalizadas para contas privadas, com graves conflitos de interesses entre o governo angolano e empresários chineses, onde se fala de roubo ao estado angolano e portanto não admira que José Eduardo dos Santos compre mansões no algarve por 14 milhões de euros e a filha compre bancos e aquilo quer quer cada vez que cá vem. Pode ser que a primavera do jasmim chegue a Angola. A Líbia já está, venha a Síria e o Irão e estarão criadas as bases para a democracia imperar em todo o continente africano. Para mais informação sobre os negócios secretos e obscuros entre Angola e a China vejam o 'The Economist', aqui.

3- Warren Buffett, americano e terceiro mais rico do mundo, veio a público dizer que devia pagar mais impostos porque tem isenções a mais. Porque paga menos, comparando proporcionalmente com os seus trabalhadores. Porque é tempo de os governos deixarem de apaparicar os ricos. A reboque deste, vieram dizer os 16 mais ricos franceses que querem participar no esforço da crise e propuseram um imposto extraordinário para o efeito. Se os mercados funcionassem assim, com exemplos destes, até podia ser que funcionassem bem. O problema é de quem governa e deste capitalismo de casino que inventou esta crise  geradora de greves e tensões sociais, que não soube gerir, nem quis solucionar. Não sou contra os ricos, sou contra os pobres (no sentido de que desejava que não existissem pobres, bem entendido). Por cá Américo Amorim diz que não é rico. Tem razão. Afinal não há ricos em Portugal. Resumidamente, sem um sistema fiscal justo e equitativo, sem pessoas sérias e corajosas, sem líderes, a gestão da crise será feita nas ruas, quer eles queiram quer não. Alguns dos mais remediados, por assim dizer, começam a abrir os olhos em defesa das suas posses, porque também sabem que este tipo de capitalismo não prospera com tensões sociais. Sinais dos tempos.

P.S.- Só uma pequena nota para dizer que o que se passa entre Angola e a China nada tem a ver com capitalismo, apenas com roubo e ditadura.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Europa populista

sexta-feira, 17 de junho de 2011 0
A crise das dívidas soberanas da Europa – é curioso e tem piada chamar-se soberana à dívida e não aos países – desmascarou toda a farsa que esteve na origem da criação da moeda única (o Euro). Resumidamente, prometeu-se o enriquecimento súbito acompanhando o consequente desenvolvimento exponencial, uma moeda estável e taxas de juro sempre baixas, aumento de competividade e a possibilidade da conquista de mercados internacionais. O BCE garantiria a estabilidade dos preços e o famoso pacto de estabilidade impunha a regra dos 3% de máximo autorizado de défice público em relação ao PIB. Tudo isto, desacompanhado de um mecanismo de resolução de crises, confiando no princípio naif de que não há incumprimento nem resgate, deixando escancarada a porta a uma possível crise, que sem qualquer gestão ou controlo se tornaria incontrolável. Alie-se a isto a falta de uma política fiscal em comum e desequilíbrios macro económicos mais que evidentes entre os vários membros, mais um sistema bancário desregulado e temos nas mãos uma bolha prestes a rebentar.

O que começou por ser um problema dos privados, bancos e seguradoras - primeiro nos E.U.A. e que depois se alastrou à zona Euro, por tabela globalizada - rapidamente se transformou num problema dos Estados. A primeira resposta da UE para a crise foi o ‘salve-se quem puder’. Cada um resgataria os seus próprios bancos (BPN e BPP no caso português). Mais tarde, a segunda resposta, austeridade. Se tivessem criado o tal mecanismo de resgate para o sistema financeiro comum, a UE conseguiria limitar os danos aos privados e centrar-se na única crise orçamental que tinha pela frente: a Grécia. O principal erro foi considerar-se a dívida pública excessiva como principal problema, em vez de se ir ao cerne da questão, ou seja, os bancos insolventes e desregulados que estiveram na origem dessa crise. Veja-se como no plano da Troika para Portugal, 1/3 do dinheiro que nos vão emprestar servirá para recapitalizar o sistema bancário. Enquanto não se separar a dívida nacional do sistema financeiro, a crise europeia manter-se-á até o default em série dos países membros se tornar incontornável. Se não se reconhecer isto de uma vez por todas, se não se disser aos privados que o risco é por conta deles, se não se regular e reordenar o sistema bancário e financeiro, então a união monetária está condenada ao fracasso. Pelo menos em relação aos mais pequenos, aliás como é normal.

As reacções à austeridade estão aí, grupos anárquicos, extremistas e revolucionários. Acampamentos de protesto. Movimentos nas redes sociais e afins. Corrupção na política. E depois... violência, racismo, xenofobia e populismo, sobretudo populismo. Por toda a Europa podemos assistir a este tipo de movimentos. E por toda a Europa a extrema direita ganha adeptos e deputados. O populismo é a arma de mais fácil arremesso como resposta ao dramatismo actual, ‘o medo colectivo’, ‘a nossa protecção’, ‘a invasão da nossa terra’. A modernidade actual, consumista e egoísta, é intrinsecamente antidemocrática. Os grandes grupos de interesses pessoais que emergem na cena política recorrem frequentemente ao populismo, revelando uma nítida impaciência em relação à democracia, que exige consenso e compromisso. O populismo exige um bode expiatório. A suspensão do Acordo de Schengen na Dinamarca, na Itália de Berlusconi o ‘inimigo’ são os juízes, os comunistas e os imigrantes refugiados africanos que se deixam morrer no mar alto, para a Liga do Norte são os habitantes preguiçosos do sul, para a direita húngara coligada com a extrema direita são os ciganos e os intelectuais, para a direita francesa de Sarkozy e Le Pen são os ciganos, os imigrantes e os jovens suburbanos, na Escócia, na Bélgica e na Espanha temos os separatistas...

Desde o nazismo à Jugoslávia não faltam exemplos no século XX... A Nova Ordem Mundial vai nascer ainda neste século. Temo que a sua génese possa ser muito violenta.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O fato italiano

quinta-feira, 12 de maio de 2011 0
Concordo com toda a gente que diz que vivemos anos a fio acima das nossas possibilidades, concordo com todos aqueles que dizem que Sócrates demorou a reagir, concordo com os que dizem que não há opções credíveis para se poder votar no futuro do país, concordo ainda com os que dizem que o acordo alcançado entre a República Portuguesa e a Troika (FMI, BCE e UE) foi um bom acordo (para pesar de toda a oposição que esperava capitalizar em votos o corte do 13º e 14º mês), que é um memorando que é o melhor e mais detalhado programa de governo jamais apresentado em Portugal, que aponta metas e define reformas e que apesar de ser um empréstimo, capitaliza juros a uma média de 5%, contra os especuladores 11% que já pagávamos.

Não concordo todavia com o seu cariz ideológico. O memorando da troika é tendencioso. Sobrevaloriza o mercado em detrimento do Estado. A saber: sacrifica os actuais e futuros desempregados, reduz muitos apoios da rede pública na saúde, segurança social e emprego, acaba com as golden share, liquidando assim qualquer defesa de decisão estadual, facilita o despedimento, limita o subsídio de desemprego, obriga à privatização de diversas empresas do Estado, reduz o investimento público, liberaliza o mercado de arrendamento, aumenta o preço dos transportes, dos medicamentos, da energia, do gás e da electricidade, e por fim, last but not least, põe a mãozinha por baixo aos bancos, que continuam a pagar os mesmos impostos (12%!!!), e a quem vai emprestar 12 mil milhões de euros, quase 1/5 do bolo total... que nós pagaremos com juros, quer aos bancos quer à Troika.

Permitam-me que diga, que é um acordo à medida do PSD de Passos Coelho, já sei, vou bater outra vez no ceguinho, se quiserem parem de ler por aqui, mas a verdade é que os radicais que acompanham Passos Coelho, querem a privatização de tudo o que é Estado. A CGD, um canal da RTP, a REN e pasmem-se até as Águas de Portugal. Esquecendo por momentos que a proposta é do PSD, digam-me se acham plausível que dois monopólios como são a REN (Rede Eléctrica Nacional) e as Águas de Portugal possam algum dia ser privatizadas? E como monopólio que são de sectores fundamentais em qualquer Estado livre, não estaremos a entregar nas mãos de uma só pessoa ou empresa, um poder demasiado lesivo para a própria soberania nacional? Imaginem que, e não é difícil acontecer, todos sabemos os malabarismos que se podem fazer e ocultar, até legalmente, que o comprador destas quatro empresas é o mesmo? Querem um Berlusconi à portuguesa? A mandar nos preços da água, da distribuição energética e consequentemente da electricidade, ao mesmo tempo que detém a maioria do capital financeiro e bancário, e com um canal televisivo próprio para a sua propaganda...

P.S. - Os Homens da Luta ficaram-se pela meia-final no Eurofestival...e bem!

P.S. 2 - A dívida das empresas públicas criadas por A. João Jardim já vai em 93% do PIB da Madeira, 4.600 milhões de euros, dois BPN...contas escondidas até agora... Ah! É tão fácil criticar e mandar atoardas...



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 3
Quem sempre achou que Sócrates se devia demitir, ou não se devia ter apresentado a eleições, por causa das suspeitas que sobre ele recaíram nos caso Freeport e PT/TVI, e mesmo assim votar em Cavaco Silva não é coerente e deve muito à honestidade intelectual.

Falo, das suspeitas que desta vez se abateram sobre Cavaco Silva, e quanto ao 'caso' SLN/BPN remeto para o meu último artigo, resumindo que um 'mísero' professor de economia devia ter desconfiado de um banco que lhe deu 150% de lucros em 2 anos...Ou então já percebo porque é que o país está na situação em que está, apesar de ter um Presidente da República que percebe ou não de economia, e que tanto nos avisou sobre o que aí vinha.
De resto, mais uma trapalhada veio à baila esta semana. O nosso PR, com a ajuda dos seus amigos da SLN e do BPN, fez uma escritura de permuta de uma casa no Algarve. Ora, essa permuta foi feita com uma empresa que era detida por que outra empresa? (ora adivinhem lá)... exactamente! Pela SLN! E Cavaco responde que na altura era um 'mísero professor de economia'. Já percebemos, era mau mesmo. De economia não percebe nada, como ficou visto no 'caso' das ações. Mas já não é admissível que Cavaco se esconda, e não se lembre onde e quando fez essa escritura, nem o que deu em troca na tal permuta. A não ser que se lhe descubram mais 20 casas e aí é desculpável que não se lembre. Já agora, o presidente da empresa que na altura foi a contraente com quem Cavaco fez o negócio da casa do Algarve é lá seu vizinho e pertence à sua comissão de honra. Curioso.
Noutro contexto, Cavaco diz que agora é que vai ter uma magistratura activa...digo eu, por contraste à nulidade passiva do primeiro mandato, do 'promulgo mas não concordo', das escutas em Belém, etc.
E Manuel Alegre? Apoiado pelo BE e pelo PS está preso na sua reconhecida independência, não pode elogiar, nem criticar o Governo, não ferindo as susceptibilidades de quem o apoia. E porque a ele ninguém o cala, fora quando devia estar calado (basicamente desde 2006), por isso a candidatura de Defensor Moura, que foi a lebre que estes partidos encontraram para legitimar o ataque a Cavaco, não dando Alegre o corpo às balas. Lembro que quem chamou à liça o BPN, foi Defensor. Quanto aos outros candidatos, Nobre é pífio, Francisco Lopes é cassete e Coelho é o palhaço de serviço. Têm apesar disso toda a legitimidade de se candidatar à PR. Como é óbvio.
Duas coisas esta campanha provou: o  pobre deserto de ideias, o nulo debate de programas e de respostas, numa eleição que de importante só representa a possibilidade de o novo PR vir ou não a dissolver a Assembleia da República. Provou também que Cavaco tem amigos pouco aconselháveis, tal como Sócrates, que Cavaco tem histórias mal contadas, tal como Sócrates, um queixa-se de campanha negra, o outro diz que ela é suja.
Assim vai o nosso país, dos polítiqueiros, dos 'boys', dos 13740 organismos públicos, dos quais só 1724 apresentam contas e 418 são fiscalizados.
Ainda assim, vou exercer o meu direito/dever de cidadania no próximo dia 23, votando à espera de um país mais Alegre.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O candidato Presidente

terça-feira, 11 de janeiro de 2011 2
É incontornável e não há como fugir ao tema. O caso BPN está a marcar a campanha para as Presidenciais  de 2011.

Como se sabe, o Banco Português de Negócios e o seu fundador Oliveira e Costa, são os clones numa escala e dimensão à portuguesa do Lemahn Brothers e do Madoff americanos. O resto é fácil de imaginar, investimentos com lucros garantidos a percentagens escandalosas, produtos tóxicos e casos de polícia. A única diferença foi que o nosso Governo nacionalizou o BPN, ao contrário do americano, mas ainda assim deixou cair o BPP. Poder-se-á discutir o mérito da decisão, pode-se discutir se não deveria ter nacionalizado também a SLN, sociedade anónima que detinha a maioria do capital do Banco, mas isso fica para outra ocasião, talvez quando Passos Coelho chegar a Primeiro Ministro e já governe como pretende lado a lado com o FMI e Paulo Portas. Aliás, imagino-o a salivar pela entrada do FMI em Portugal, preparando-se a queda do Governo com a ajuda da magistratura activa de Cavaco.
E por falar em Cavaco, o candidato Presidente viu-se confrontado por Defensor Moura, com uma venda de acções que detinha então na SLN. O candidato Presidente, que é político mas diz que não é, o impoluto economista que deu luz verde à nacionalização desse Banco, o autoproclamado arauto da honestidade e que nunca se molha debaixo de chuva, respondeu ao seu interlocutor com a frase "...para ser honesto como eu, tem que se nascer duas vezes". Ora, nesse campo improvável da biologia humana, só encontro Santana Lopes, que já nasceu quatro vezes e continua a andar por aí.
O candidato Presidente que acha que não deve explicações, questionado por Manuel Alegre, outro candidato, chutou para a frente e acusou a actual direcção do Banco de incompetência, esquecendo ou tentando fazer esquecer a anterior direcção criminosa dos seus amigos. 
Confrontado por Francisco Lopes, o candidato do PCP, remeteu para a sua declaração de IRS de então.
De que tem medo o candidato Presidente? Provavelmente não haveria aqui caso político se Cavaco nos brindasse com uma resposta, mas o Senhor Presidente, com a boca a rebentar de bolo rei não consegue responder. E como não responde e a honestidade não se proclama, pratica-se, dúvidas se levantam. Assim, quem o convenceu a investir na SLN? Oliveira e Costa, seu ex-Secretário de Estado, ou Dias Loureiro, seu ex-Ministro e Conselheiro? Porque é que remete para uma declaração de IRS que sabe que  não é pública nem tinha que ser entregue no TC porque nos anos de 2001 a 2003, a que se reportam os factos, Cavaco não exercia funções públicas? Porque comprou as acções a €1 quando outros compravam a mais? Porque remete para uma declaração de 2008 que nada explica?
Eis algumas respostas: o candidato Presidente, a convite dos seus amigos do SLN, investiu e ganhou. Ganhou à volta de €150.000,00 e a sua filha €200.000,00, com ganhos superiores a 75% ao ano. Quem deu ordem de venda dessas acções foi Oliveira e Costa, sabe-se agora. A declaração que fez em Novembro de 2008 diz que nada tinha a ver com o BPN, sabe-se agora que nos estava a atirar poeira para os olhos, não tinha que ver com o BPN, mas sim com a SLN, que controlava o BPN. Honesto?
O candidato da honestidade, acha que é superior a todos os políticos rasteiros e menores, mas se para alguma coisa serviu esta campanha, ela mostra que Cavaco não é o que ele diz que é. E é interessante ouvi-lo falar em campanha negra imaginando o quanto se deve ter rido quando calhou a Sócrates.
O assunto é sujo e o candidato Presidente desta vez molhou-se.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Orçamento e Bom-Senso vs Orgulho e Preconceito

terça-feira, 12 de outubro de 2010 6
O orçamento de Estado para 2011 ficará na história portuguesa ao mesmo nível do orçamento do "queijo limiano". Se estão recordados, Guterres com um governo minoritário, mais forte (115-115) é certo que o de Sócrates, "comprou" o seu orçamento de então a um deputado do CDS de Ponte de Lima, a troco de meia dúzia de promoções do dito queijo e investimentos no concelho do senhor deputado, que mais tarde seria eleito Presidente da Câmara sem o apoio de qualquer partido. E, não se pode criticar a sua atitude (do deputado), pois se do ponto de vista político foi um golpe no seu partido e carreira política, do ponto de vista dos interesses do seu concelho foi um feito de que poucos deputados se orgulharão (a maioria pertence aos alinhados que pensam pela cabeça do chefe).
Assim sendo, Passos Coelho tenta trocar a aprovação deste orçamento, pela aprovação de mudanças constitucionais, não perdendo assim toda a margem de manobra que já perdeu e que adiante se referirá...
Ora, como o PS não foi de modas na aprovação de uma revisão Constitucional, que aqui já apelidei de neo-liberal e atentatória do Estado Social, evolução civilizacional mais importante do último século, Passos Coelho e o PSD, decidiram fazer chantagem política com o PS, relativamente ao orçamento de Estado. Não me iludem, com a crise, com o aumento de impostos, nem com o défice, nem com a recessão. O PSD só quer forçar um entendimento para a aprovação da sua extemporânea e mal calculada revisão Constitucional, que lhe custou e está a custar a sua descolagem do PS nas sondagens.
Senão, o maior favor que Passos Coelho faria a Sócrates era chumbar o orçamento de Estado, porque, ao provocar uma crise política que iria exponenciar a crise económica, financeira e a ver vamos se não vai ser social, não se livraria da imagem de lobo mau e revanchista, que se aproveitou da crise numa tentativa de chegar ao poder. E, isso, a acontecer, não lhe garantirá nunca a sua eleição para Primeiro-Ministro, ainda que contra o "gasto", mas preserverante e corajoso Sócrates. Mais, a ganhar as eleições, tenho sérias dúvidas, para não dizer certezas, que as ganharia com maioria.
Ora, o que faz Passos Coelho? Alimenta um tabu de aprova, não aprova orçamento, que conduzirá a que fique ligado ao orçamento, por muito mau que seja. Aliás, Passos Coelho, deu um tiro no pé ao dizer que jamais aprovaria um orçamento que conduzisse ao aumento de impostos, quando toda a gente sabe que no final o irá aprovar por abstenção. Vai pedir desculpa outra vez? Passos Coelho é mau jogador e com este tabu só alimenta as famigeradas agências de rating (que são escandalosas na pressão e especulação que criam - ainda ninguém se pronunciou sobre a sua legalidade/admissibilidade/credibilidade!?).
Ora, aprovando o orçamento, porque pressionado por toda a gente, desde Cavaco, até ao mais leigo dos leais militantes ansiosos por poder e temerosos de serem excluídos das listas do chefe, Passos Coelho dá o dito por não dito, aprova um orçamento que aumenta impostos, mas que está provado, por qualquer opinion maker/colunista com licenciatura em economia, ser necessário. E Passos Coelho pede desculpa outra vez aos portugueses? Porque não apresenta propostas? Porque introduziu a revisão Constitucional no programa, se está mais que visto, que há mais com que nos preocuparmos? Joga mal Passos Coelho, e pode custar ainda mais caro ao país... Aprovando, não aprovando, ou neste já enervante aprova-não aprova, Passos Coelho sai sempre a perder.
Não quero aqui também desculpabilizar o Governo, que não tendo culpa da crise mundial de especuladores, banqueiros egoístas e oportunistas bolsistas, que custou ao Estado português a nacionalização do BPN e quase do BPP, a primeira fundamental para a estabilidade dos mercados, também tem, como não podia deixar de ser, a sua quota de responsabilidade, quer no aumento da despesa pública quer do défice. Mas que, também não tem culpa de ter que pagar dois submarinos para a nossa futura entrada em guerra com os espanhóis e com os muçulmanos.
Continuo a ser da opinião, que em tempos de crise, se deve investir mais, cabendo ao Estado tomar as rédeas desse investimento público e regulando aquela dos mercados e da sua "mão invisível", só que chegamos a um ponto tal de ruptura em que esse investimento já não é possível, e que não será nenhum Passos Coelho a resolver nos próximos cinco anos. Também sou da opinião que a Portugal não virá o FMI e estou sinceramente convencido que não iremos entrar em recessão, a não ser que Passos Coelho durma bem antes do debate de aprovação do orçamento na AR.
Tenho a opinião (provada recentemente), de que o Estado é fundamental à regulação dos mercados e da economia, mas também acho que o seu emagrecimento, bem como o dos salários dos seus gestores milionários, é por estas alturas fulcral. Os números: 356 institutos públicos dependentes de Ministérios (mais de 20 por Ministério!); 639 fundações; 343 empresas municipais; 95 empresas públicas centrais; 87 parcerias público-privadas; 4560 administradores com boas despesas de representação.
Podiam desaperecer muitas, podiam fundir-se outras tantas, podiam cortar nas despesas e salários ridículos dos administradores e podiam fazer uma REGIONALIZAÇÃO em condições, suprimindo autarquias com 1300 habitantes, juntas de freguesia com 300 e por aí fora...haja vontade, coragem e sobretudo bom-senso.

 
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