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terça-feira, 4 de abril de 2017

As granadas na banca

terça-feira, 4 de abril de 2017 0
A Troika usou Portugal como cobaia para uma nova forma de lidar com crises bancárias. Uma intervenção externa que tinha a estabilização do sistema bancário e financeiro como segundo pilar. E tudo ficou na mesma. A 'saída limpa' não foi mais do que uma forma ardil, para numa tentativa eleitoralista, tentar que um governo submisso de direita continuasse a governar o país. Como se soube recentemente, esses temas nem sequer eram tratados em Conselho de Ministros e a resolução do BES foi decidida com ministros de férias que assinaram de cruz. E com vários dossiers escondidos na gaveta, como foram os casos dos Swap's, da CGD e do Banif.
Antes de sair do governo, Passos Coelho decidiu reconduzir Carlos Costa como governador. Que deixou Ricardo Salgado à frente do BES até ao limite do tolerável. Na troca de favores que marcou a relação entre Passos Coelho e o governador do Banco de Portugal, este escolheu o secretário de Estado Sérgio Monteiro para tratar da venda do banco. Levou para casa um salário pornográfico sem vender coisa nenhuma. E a direita ainda teve lata para criticar os salários da nova administração da CGD. No fim, a batata quente acabou, como tantas outras, na mão de António Costa.
A venda do Novo Banco é o acordo possível, tal como foi o caso do Banif. Nacionalizar o Novo Banco seria insustentável, com uma recapitalização imediata de 1000 milhões de euros. Ainda por cima com a recapitalização da CGD em andamento, recapitalização que diziam ser impossível passar no crivo de Bruxelas. Mas Costa é o homem dos impossíveis.
O acordo alcançado com a Lone Star não deixa de ter um risco, mas minimizado pelas condições que estavam ao alcance de um governo que herdou várias granadas de mão e que as vai desarmando uma a uma.
Passos e Cristas não sobreviverão às suas próprias contradições e erros.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aconteceu nas férias

quarta-feira, 13 de agosto de 2014 0
Não vou escalpelizar todo o imbróglio do BES, bom ou mau, porque para além de não possuir toda a informação (à semelhança de Cavaco, Passos Coelho, Maria Luís ou Carlos Costa quando asseguraram que o BES estava sólido e sem motivo para alarme, escassos 15 dias antes da sua falência), também não tenho competência para o efeito. Deixo só umas considerações acerca do que julgo ser o maior pecado do capitalismo, a falta de regulação e de controlo dos mercados que geraram esta e toda a crise.
Desde o nome do novo banco, já registado por outros, à solução remendada e apressada. Desde a trapaça do aumento de capital afiançado por todos, jornalistas, comentadores e economistas incluídos, à acta escondida e divulgada com o empréstimo de capitais públicos.
Passando pela forma como o Conselho de Ministros, sem quórum e ilegal amanhou à pressa os decretos de que apenas alguns privilegiados tiveram conhecimento. Entre eles o 'porta-voz' governamental e comentador televisivo Marques Mendes, que deu as 'informações' sobre a 'solução' do BES e cujas únicas preocupações evidentes, foram a justificação e defesa do Governador do Banco de Portugal e a elaboração de uma "narrativa" propagandística destinada a impedir que se diga o que aconteceu: o BES faliu e foi nacionalizado. Lembram-se do que diziam do BPN e do que disseram da então actuação de Vítor Constâncio? Pois...
O Banco de Portugal ao funcionar como um instrumento directo do governo põe em causa a autonomia da instituição. O Governador Carlos Costa com a sua proximidade excessiva ao governo e a colagem da actuação do Banco em relação ao governo traz sérias consequências para a autonomia pressuposta do banco central. E com ela, mais uma novela do empurra responsabilidades entre o BdP e a CMVM. Carlos Costa e o governo entraram mesmo na pele da D. Inércia no último ano, e não fizeram nada como a própria garantia.
O caso da PT é mais um caso de polícia, o Goldman Sachs é-o desde 2008, já não me espanta.
As trapaças e a ganância dos Espírito Santos, a incompetência e ineficácia dos reguladores, em particular do Banco de Portugal, e as hesitações do Governo, que segundo a ministra das Finanças acompanha o caso há um ano, estiveram na origem de mais um case study do falhanço do capitalismo de banca e de casino, que havemos de pagar, outra vez...




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Boas notícias

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 0
Ele é só boas notícias...
Ricardo Salgado, presidente do BES, e que está a ser investigado pela justiça, tanto ele como o seu banco, é um homem íntegro no dizer do Banco de Portugal. Para o Banco Central, Salgado esquecer-se de declarar ao fisco uns míseros €80 milhões de euros, representará o mesmo que eu sair de casa de manhã descalço.
Ulrich continua a sua batalha naval. Um banco que tenha um presidente assim, tão bocarras, só pode mesmo ir ao fundo.
O secretário de estado Franquelim, vai omitir do seu curriculum a sua nomeação pelo governo, tão vergonhosa como a sua passagem pela SLN e BPN. Não deixa de ser inovador...
Os EUA e o governo de Obama processaram a S&P, agência de rating, por fraude nas avaliações. Haja alguma decência e sobretudo justiça.
Por fim, a cereja no topo do bolo, o governo anunciou para 2014 a construção da linha do TGV, que ligará Lisboa a Madrid. Só pode ser brincadeira do mau gosto de Gaspar.

 
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