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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Celebre-se

quinta-feira, 6 de outubro de 2016 0
5 de Outubro. Feriado. Dia da República. Não honraremos o país e as pessoas se não honrarmos os seus símbolos e instituições. Quer se queira quer não, Portugal é uma República, e ao celebrar a sua instituição estamos a celebrar as suas instituições. Democráticas e livres. É por isso que se fazem feriados. Para que não haja esquecimentos.
Cereja no topo do bolo. António Guterres, eleito para o mais alto cargo da ONU. Um orgulho enorme para Portugal, com a certeza de que venceu o melhor candidato por mérito próprio.
Merkel e Juncker aprenderam que não se podem comportar no mundo com recurso aos mesmos truques a que recorrem na política europeia. A Alemanha aprendeu uma dura lição e o presidente da Comissão Europeia caiu no ridículo com a já famosa licença sem vencimento da Kristalina. Uma rapariga armada com a chico-espertice saloia de quem foge ao exame escrito e vai directamente à oral por portas travessas.

sábado, 5 de outubro de 2013

Machete

sábado, 5 de outubro de 2013 0
Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, é, em poucas semanas o novo 'Relvas' do governo. Após a mentira sobre as ações que detinha no BPN e na SLN, que não deu queixa crime porque a maioria parlamentar assim não quis, veio agora, num ato perfeitamente provinciano, pedir desculpa ao governo de Angola por causa de alegadas investigações a altos dirigentes daquele país africano.
Se pedir desculpa porque os nossos meios de investigação e os nossos tribunais funcionam, para todos, sejam eles quem forem, já era suficientemente grave, mais grave se torna a violação de vários princípios (constitucionais como não podia deixar de ser), entre eles o da separação de poderes, que como se sabe, é coisa que os angolanos não conhecem. A ditadura encapotada que rege Angola, resolveu lavar o seu dinheiro em Portugal. Em nome do investimento e do provincianismo tacanho, alicerçado no pedantismo, o governo português permite tudo, desde que caiam uns trocos a favor da redução do défice, e ainda que isso signifique vender o país a estrangeiros cujos valores assentam no respeito pelos direitos humanos e democráticos, como sejam a China e Angola. É por isso normal que num país nivelado pela mediocridade, angolanos e chineses, pensem que podem fazer como nos seus países, em que impera a corrupção e a desigualdade, e em que a liberdade de expressão e de imprensa simplesmente não existem e a justiça só é aplicável a quem tente contrariar o status quo. Aliás, neste momento a política que este governo prossegue e persegue já esteve mais longe de conseguir equiparar Portugal ao que de melhor se faz nos países nossos 'amigos investidores'. A memória é curta entre nós, mas lembro-me dos rios de tinta que correram com o 'escândalo' da venda de computadores à Venezuela (computadores! e não empresas).
Machete, é uma marioneta nas mãos de rapazolas insensíveis à pátria e aos valores do primado da lei e da constituição. É um oportunista, que depois de reformado, quer a todo o custo, pôr mais uma medalha ao peito. A medalha vai assentar-lhe mal no fato. É uma medalha verde e viscosa, vinda da expectoração mais nojenta que a política portuguesa cuspiu após o 25 de Abril...
Fazia falta o verdadeiro Machete para aliviar e esventrar toda a porcaria...

P.S.- Hoje é dia 5 de Outubro, mas como não houve bandeira hasteada ao contrário, e nem sequer é feriado, deixou de ser notícia. Assim vai a República...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A República ao contrário

sexta-feira, 5 de outubro de 2012 0
A República está ferida, moribunda...
Cavaco Silva fez um discurso do dia 5 de Outubro passando ao de leve na crise, calando a revolta e a desgraça a que se assiste no país. Nada disse sobre a República, nada disse sobre nada. Ao invés do que fez quando Sócrates era primeiro ministro e quando se revelou líder da oposição...
Mudou-se o sítio da cerimónia, fecharam-se as portas ao Povo e Passos Coelho foi ter com os amigos da coesão. A República não lhes diz nada, e a democracia se calhar também não.
Vítor Gaspar insulta os deputados, na sua verborreia zombie, com uma citação de quem não diz o que sabe, nem sabe o que diz.
A tirada salazarista de "o Povo português é o melhor do mundo", imediatamente a seguir ao assalto que sobre ele dirigiu, é o maior insulto, gozo e dislate que me lembro de ter ouvido. É daqueles de chapada na cara.
A democracia, filha da República, está ferida... espero que não esteja ferida de morte, ou assistiremos a 1926, cem anos depois. A fraqueza das instituições democráticas e do regime republicano de Estado de direito pode abrir caminho, como a história já nos ensinou, a um regime totalitário, policial e fascista.
Não deixa de ser simbólico o hastear da bandeira nacional ao contrário.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A estratégia do Rei

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 0
"O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro, da lista de feriados obrigatórios", anunciou hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, no Público.
O Álvaro veio do Canadá, onde esteve muitos anos a aprender e a ensinar como se constrói um Estado liberal, próspero e concorrencial. O Canadá que é um dos países mais desenvolvidos do mundo, mas que é uma monarquia constitucional, regida por um governo parlamentar e que tem como Chefe de Estado a Rainha de Inglaterra, nada tem a ver, portanto, com o nosso rectângulozinho à beira-mar plantado.
Quando cá chegou, o Álvaro, depois de ser convidado para ministro da economia, vinha com um sonho: aplicar a Portugal a receita canadiana. Mas, o que encontrou foi um país definhado, afogado em dívida e atado pelos seus congéneres europeus.
Então o Álvaro logo tratou de delinear uma estratégia que pudesse abrir caminho ao seu sonho. Ajudado pelos seus apaniguados neo-liberais, começou a pôr os tugazinhos na ordem. Primeiro desbarata-se o trabalho, liberaliza-se o despedimento e cortam-se os salários. Castiga-se a classe média com austeridade e empobrece-se o país para ficar mais barato a quem o queira comprar às peças. Privatiza-se o sector empresarial do Estado, mesmo que se venda à grande e liberal 'democracia' chinesa.
A seguir o Álvaro definiu como estratégia exportar os pastéis de nata, e se conseguir vender dez a cada chinês, resolve-se o problema da dívida.
Por fim, acaba com a noção da República em Portugal, elimina o feriado do 5 de Outubro e abre caminho à monarquia, chama a Rainha de Inglaterra, serve-lhe um chá das cinco com um pastel de nata, e explica-lhe que também nós não queremos o euro. A senhora delicia-se com a iguaria e sai convencida que Portugal é uma monarquia que merece fazer parte da Commonwealth. O último passo é adoptar a língua inglesa como língua oficial e trocar Camões por Shakespeare, e assim acabar finalmente com o estorvo que representa o 10 de Junho. Como a religião predominante em Inglaterra é a Anglicana, reformada e protestante, está o caminho aberto para acabar também com os feriados católicos portugueses, que dúvidas não haverá, serão enfim inconstitucionais porque a nova monarquia terá também a tão almejada nova constituição. Assim se acaba também com as queixas de Cavaco, porque o novo Chefe de Estado português será a Rainha de Inglaterra, que como toda a gente sabe, não tem problemas nenhuns para suportar as suas despesas, uma vez que não vive acima das suas possibilidades. O Canadá nunca teve praias e sol como aqui neste cantinho. Parabéns Álvaro por seres um visionário.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A República

quarta-feira, 6 de outubro de 2010 2
 Antes de 1910 e após o ultimatum inglês, do qual a monarquia portuguesa da época saiu muito beliscada, subjugando-se por completo aos britânicos, a incapacidade de se modernizar e o crescente descontentamento da população operária e rural que passava fome, por contraponto aos favores, luxos e mordomias dos nobres e monárquicos, criaram o ambiente que o recém criado Partido Republicano esperava ansiosamente. O regicídio de 1908 foi o gatilho que preparou o 5 de Outubro de 1910. Os ideais republicanos saídos da Revolução Francesa de 1789 da fraternidade, liberdade e sobretudo da igualdade, são os valores que então como hoje norteiam e devem regular toda a acção política. No entanto, a jovem República era inexperiente, e o Povo com 75% de analfabetos não compreendia, nem lhe interessava as mudanças entretanto ocorridas. A informação era escassa e não chegava à maioria dos cinco milhões de residentes no Portugal dos princípios do século XX, que ao contrário de hoje se fixavam quase todos no interior do país rural, atrasado e analfabeto.
Após a eleição em 1911 do 1º Presidente da República Manuel de Arriaga, registaram-se 42 greves nesse mesmo ano. O proletariado operário e fabril, aliado às classes mais baixas de agricultores e rendeiros, não viam as prometidas melhorias das suas condições de vida, miseráveis na maioria dos casos.
O movimento sindicalista revolucionário crescia a olhos vistos, e à míngua de qualquer estratégia económica para o país a República não teve o apoio popular  de que necessitava. A população não votava, porque desinteressada e desinformada, os actos eleitorais no interior eram dirigidos por velhos caciques da monarquia e a República transformou-se rapidamente numa Oligarquia, em que só os mais instruídos e ligados aos partidos republicanos ditavam o futuro do país. A base de sustentação de que a República necessitava, o Povo, não existia, e as lutas pelo poder entre partidos iam fazendo suceder Presidente atrás de Presidente, com alguns apenas com um ano de mandato.
A separação promovida entre Estado e Igrejas num país católico, a participação activa de Portugal na I Grande Guerra e a incapacidade de lutar contra os grandes monopólios burgueses e de comerciantes de importações e exportações das colónias, abriram a janela de oportunidade para a Ditadura.
Assim, em Maio de 1926, Mendes Cabeçadas lidera o golpe de Estado que instaura a Ditadura militar e inicia a II República (apesar de haver quem assim não entenda, para mim esta foi a II República).
Em 1928 Salazar é nomeado Ministro das Finanças que cria a União Nacional (único partido permitido), e com a Constituição de 1933 começa o Estado Novo. O resto já conhecemos.
Portanto, podemos afirmar que a verdadeira Democracia só chegou com o 25 de Abril de 1974, e com a III República, o que me leva a dizer que apesar da República já ter 100 anos, a Democracia em Portugal só tem 36.
E é por isso, que dou mais importância ao 25 de Abril que ao 5 de Outubro, mas que no entanto teve o condão de despertar Portugal para os ideais da República e acabar com velhos vícios da Monarquia.
Eu quero escolher o meu Chefe de Estado, por uma questão de igualdade e não de sangue.

 
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